Evangelização infanto-juvenil

Autor: Heloísa Pires

Lendo os jornais, observando os problemas do planeta Terra no momento  atual começamos a entender a importância da evangelização. Nos países de primeiro mundo a violência infantil é terrível; nos Estados Unidos, crianças matam amiguinhos e adultos com a mesma facilidade com que trocam de roupa. A incompreensão da finalidade da existência, a violência estimulada nos filmes e jogos de computador, a falta do diálogo com os pais, são alguns fatores geradores do desequilíbrio dos reencarnantes que, como explica o Livro dos Espíritos, vieram à Terra preparados para a vitória.

Como vamos preparar crianças e jovens para enfrentarem o momento difícil de transição que a Terra atravessa, sem conscientizá-los da necessidade de fazermos ao próximo o que desejamos que o próximo faça?

A conscientização é possível através do estudo das palavras e exemplificação do nosso irmão mais velho Jesus de Nazaré.

O Livro dos Espíritos explica que Jesus é o modelo de homem ideal. O pensamento de Jesus, a sua paranormalidade excepcional, fruto da evolução espiritual, a sua capacidade de cura, atraem crianças e jovens que meditam então sobre o caminho da ética que conduz o homem ao desenvolvimento da serenidade e da capacidade de amar.

No momento atual encontramos no capítulo de A Gênese: Jesus, milagres e profecias, e nos estudos do Evangelho Segundo o Espiritismo, uma fonte preciosa para o desenvolvimento da auto-imagem positiva indispensável ao crescimento espiritual do homem, para o seu equilíbrio emocional.

O Evangelizador precisa conhecer a Doutrina Espírita.

Amar as crianças, porque educar é um ato de amor.

Compreender as necessidades das crianças.

a) Ser amada; aceita com as suas facilidades e dificuldades.

Basta nos lembrarmos da aceitação do Plano Espiritual Superior, em relação às nossas necessidades.

b) Formar auto-imagem positiva. Depende da nossa aceitação da criança e da compreensão dos princípios básicos do Espiritismo, entre os quais a Reencarnação. Jesus nos auxilia: sois deuses e luzes.

c) Propiciar os estímulos necessários que desenvolvem a criatividade e a capacidade de análise e crítica construtiva. Não vale formar papagaios repetidores. As tarefas apresentadas na Casa Espírita devem permitir a construção do pensamento da criança em um sentido positivo, na construção da couraça da fé e da caridade do apóstolo Paulo.

d) Desenvolver o bom humor, o otimismo, a alegria saudável e responsável. O equilíbrio emocional, que como lembra Daniel Goleman, é tão ou mais importante do que o intelectual.

e) Entender o Evangelho como possibilidade de integrar a criança, o jovem e o maduro, como peça útil numa sociedade necessitada.

Formar, como lembra José Herculano Pires, elementos indutores ao progresso.

f) Desenvolver a compreensão das palavras de Paulo sobre a Caridade, única forma de transformarmos a nossa sociedade para melhor.

Conclusão: A Evangelização na Casa Espírita vai desenvolver, como queria Kant, as perfectibilidades do indivíduo: as potencialidades, como explica o Espiritismo. Vai fazer surgir o “Homem de bem” do Evangelho Segundo o Espiritismo”…

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