D. Filó Sophia - Começo, Meio e Fim - Cap IX

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D. Filó Sophia - Começo, Meio e Fim 

Cap IX

Um Tempo para cada Um.

As crianças perceberam a enorme importância da ciência para com os deveres cidadãos, e a partir dalí o debate transcorreu de forma saudável, com todos expondo suas opiniões, criticas ou sugestões.

A legitima democracia, exercida sem melindres e com todos sempre dispostos a analisar o parecer e os direitos do próximo com bom senso, ética e simpatia.

D. Filó explicou :

- Embora a maioria deseje apenas defender  e fazer valer suas razões e pontos de vista, para uma boa convivência em sociedade, é necessário respeitar e compreender que o outro também possui direitos de fazer suas escolhas, de agir e interagir  segundo a sua visão, tendo apenas que tomar certo cuidado para não se deixar levar pelo orgulho e sentimento de individualidade. As regras  e imposições são úteis apenas quando definem padrões de comportamento pensando no bem estar e na segurança do coletivo,  embasados em seus costumes, cultura e afinidades. E por isso  aceitos como referências do senso comum e por assim dizer de normalidade.

- Entendi Professora ! Uma lei jamais poderia ter intenções arbitrárias que firam os direitos de liberdade, por exemplo como o direito de ir e vir  . - respondeu o menino a contento.

- Ou ainda para professar suas crenças e pensamentos como melhor lhe convir  - falou Verônica.

- Pois o que nos parece correto e bom, para o outro pode não sê-lo por possuir suas próprias razôes, as idéias em diversidade demonstram apenas o quanto Deus é justo, pois nos dá muitos caminhos para alcançarmos uma mesma verdade ! - Exclamou Evangelina .

- Uns percursos parecem mais distantes , outros mais pertos, alguns mais suaves outros com muitos entraves, o que pode ser fácil para alguns para outros apresentam-se com certas  dificuldades . - Completou Luzia . 

- Isso mesmo crianças ! Ninguém pode exigir que todos alcancem seus ideais tomando uma única direção, é preciso respeitar o tempo de cada um para desenvolver todo o seu potencial, pois o relógio evolutivo anda na velocidade da nossa opção pelo bem, Benevolência, Estudo e Moral. As vezes os que andam devagar avançam mais rápido porque não se desviam desta senda , ao contrário daquele que tem pressa pensando em chegar mais depressa sem dar tempo para que a consciência realmente compreenda. Como disse um filósofo chinês nos tempos idos , ” Aprender sem pensar é tempo perdido”. (Confúcio) .

 

Continua…

(Paty Bolonha - 2010)

Joel em agosto 16th, 2010 | Categoria: Textos | Sem Comentários -

D.Filó Sophia - Começo, Meio e Fim - Cap VIII

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D. Filó Sophia - Começo, Meio e Fim -

Cap VIII

Amor a Pátria

 

As 13:15 Hs pontualmente , D. Filó soa o sinal para que as crianças perfilem-se em frente ao pátio das bandeiras.

O símbolo nacional, tremulando com o vento , é testemunha de mais uma geração em busca de educação e conhecimentos.

As mãozinhas rentes ao corpo, a cabeça em altivez demonstrando orgulho e veneração, entoam o hino da nação com exemplar patriotismo, exaltando o berço terreno que os acolheu com augusto altruísmo.

As crianças permaneceram em silencio até o último acorde da melodia .

D. Filó anunciou que as meninas Evangelina e Luzia, subiriam ao palco e recitariam uma poesia para encerrarem a comemoração.

Evangelina :

- Quem é esta mãe que acolhe todos os  filhos com essência virtuosa ?

Dá seus frutos e suas flores, aos que chegam , aos que se vão,

Tens o nome de Pátria, e a tí  queremos demonstrar toda nossa gratidão.

 

Luzia entrou segurando um mapa.

- Filho que nasceu no ventre desse país ,  nada te peço em troca do que te dou de boa vontade, desejando apenas que aqui sejas muito feliz.

Dou-te com prazer minhas terras, as águas dos meus mares e rios, minhas florestas, meu ouro, e um  lindo céu de anil.

Que o sol que aqui brilha te aqueça o coração.

Para que cultives a paz e reconheça os direitos dos teus irmãos.

Sejas justo e leal, um homem de bem e de moral,  para que sejas respeitado e admirado em qualquer lugar , mesmo se um dia estiveres longe da tua terra natal.

Evangelina responde :

- Colo dourado que abraça e no seio alimenta filhos de todas as raças,

Reine em tí , a fraternidade, a liberdade e a verdade, com imenso amor servil .

Pátria que tanto amamos,

Pátria nossa, mãe gentil . ”

 

As crianças aplaudiram as colegas , tomados ainda por um sentimento de admiração .

Após o ato solene , seguiram todos á classe , onde iniciariam com a aula de :

“ Sociedade e Cidadania” .

Uma lição para debaterem os direitos e deveres como cidadãos.

- Digam-me crianças, qual o primeiro e maior direito de todos nós ? - Interrogou-lhes a mestra.

- A vidaaaaa …- responderam em coro e alegria pela lição sabida.

- A vida é o maior de nossos direitos, mas também é um grande dever . Deus nos concedeu como um valioso bem na condição de que dela devemos cuidar e proteger. Assim podemos exemplificar como direitos e deveres estão sempre atrelados uns aos outros. Imagino uma locomotiva engatada a vários vagões. Para cada direito sempre há um dever ou vários deles, e para cada um deles outras concessões, e assim para nosso bem e dos demais precisamos conhecer e respeitar estas condições.

- Já sei , é novamente a questão das causas e seus efeitos - gritou o menino esperto.

- Sim, justo e certo, esta é a lei que rege sobre quaisquer circunstancias  o nosso “evoluir “.

A locomotiva que puxa esses  vagões, já a conhecemos, chama-se Consciência Moral, percorrendo os trilhos da existência,  do ínicio até o destino final.

 

E nesses vagões dois tipos de direitos e obrigações, os públicos também chamados de civis ou sociais, e os particulares ou individuais.

Os primeiros, e dos que vamos tratar agora, foram  criados para disciplinar as relações coletivas , entre os homens e o meio.

- Desde os seus primórdios, quando apresentou sinais de razão, a espécie humana sentiu necessidade de organizar a vida em sociedade, garantindo direitos e estabelecendo regras e responsabilidades, iniciava-se assim o processo de civilização.

Estabelecendo fronteiras para delimitarem espaços, associando-se em grupos ou comunidades  baseados em interesses mútuos e afinidades, sobrepoem-se os fortes aos fracos para conquista de liderança e poder de dominação, e quanto mais se subdividem os propósitos, crescem também  os motivos para desavenças e desuniões, mais ignorantes e rudes , maiores as necessidades de leis que atemorizam e punem. A tirania, as leis mosaicas, lei de Talião, os períodos de escravidão, basta estudarmos um pouquinho da história para chegarmos a estas conclusões.

- E qual é o modelo de uma sociedade ideal ?

O homem social  ainda está muito distante de concretizar o sonho de uma sociedade justa e moral , aquela em que o grupo deveria ser um só, as fronteiras deixassem de existir, a cidadania fosse exercida livremente para que todos vivessem em harmonia e direcionados para um objetivo comum e igual .

- E quando isso acontecerá ? - perguntou a menina Verônica

- Isso somente acontecerá quando o homem, atingir sua educação integral . Evoluindo pouco a pouco, em sabedoria intelectual e moral , chegará o dia em que cairão por terra aqueles “valores” irrelevantes  do ter em detrimento do ser, as crenças cegas e os interesses individuais , dando lugar a legítima democracia, regidos não pelas imposições mas sim pelo reconhecimento consciente dos direitos de igualdade, liberdade, justiça e fraternidade  em prol do bem e da paz da família universal. - Explicou a mestra.

- É preciso que nos esforcemos para alcançarmos mais rapidamente esta condição, respeitando os direitos do próximo, preservando o meio ambiente, promovendo o espírito de solidariedade e união. Cumprindo bem com estes deveres é que conquistaremos o direito de realmente conhecermos  a verdadeira Pátria,  a Pátria Espiritual.

Continua …

(Paty Bolonha - 2010 )

Joel em julho 28th, 2010 | Categoria: Textos | Sem Comentários -

Juventude Espírita

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Mensagem psicográfica recebida na reunião mediúnica da FEB em 06 de maio passado, assinada por Leopoldo Machado e vários companheiros da Caravana da Fraternidade, alertando-nos sobre a responsabilidade das Entidades Federativas e Centros Espíritas em relação aos jovens.

Prezados Companheiros de Ideal Cristão, Deus nos ampare.

O momento atual, como sabido, é de extrema gravidade para todo o Planeta, que se agita nos estertores naturais da transformação gradual e seletiva pela qual passa.

Todos nós, encarnados e desencarnados, sofremos o reflexo de tal contexto, sendo certo que a Humanidade encarnada recebe com mais vigor o reverberar do pesado choque de interesses, vibrações e atitudes que simbolizam o avanço do Bem sobre o Mal, traduzindo tão somente ignorância e resistência aos divinos desígnios.

Nesse panorama que se desenha ante nossos olhos, precisamos, no Movimento Espírita, conjugar todos os esforços no amparo aos irmãos e irmãs que chegam às Casas Espíritas do país, carentes
de atenção, consolo, carinho e esclarecimento.

Naturalmente, no acervo doutrinário legado por Jesus - detalhado na Codificação de Allan Kardec e ampliado nas centenas de obras materializadas na Terra pelas mãos operosas de Chico Xavier -
possuímos todos os recursos necessários, no plano teórico, para traçar estratégias quanto aos sérios empreendimentos que nos cabem em tal sagrado mister.

Todas as áreas do Centro Espírita, e mesmo das entidades federativas, necessitam reavaliar suas estruturas, conceitos e metodologias de ação para o atendimento efetivo à grande massa
humana que buscará - como tem buscado - respostas para suas angústias, incertezas e necessidades no Cristianismo Redivivo, amplamente divulgado neste ano de 2010, marco da nova fase na divulgação doutrinária.

Todas as criaturas, evidentemente, merecem atenção e encaminhamento neste quadro, mas cumpre assinalar nossa grande preocupação com os
espíritos reencarnados na fase juvenil, hoje tão complexa ante os diversos fatores que se conjugam na educação e na formação daqueles mal saídos da infância, que deparam, comumente, com o despreparo da sociedade para conduzi-los.

A juventude atual, os rapazes e moças de nosso querido Brasil, precisam ser reapresentados a Jesus, com a pedagogia adequada a sua idade mental especialmente.

A mocidade espalhada pela imensa Seara de Ismael - as terras brasileiras - precisa ser acolhida com doçura, envolvida nas vibrações serenas que a Casa Espírita lhe pode propiciar, e, principalmente, ser encaminhada ao estudo libertador associado à prática fixadora dos conceitos
adquiridos nos estudos espíritas.

Devemos preparar, com determinação, de maneira delicada, porém firme, essas almas que hoje envergam o traje carnal na forma juvenil, mas que, em verdade, como nós, são espíritos vividos, viajantes do tempo na longa jornada da evolução.

Criemos as condições específicas, e os Mentores Amigos especialistas na Educação Juvenil, pela inspiração, auxiliarão no planejamento de atividades voltadas para essa coletividade de
irmãos e irmãs que, se não forem envolvidos no tempo oportuno pelo Movimento Espírita, certamente serão tragados pelas variadas correntes desequilibrantes que ainda campeiam na Terra.

Possamos nós, então, independentemente da nossa localização na estrutura orgânica do Trabalho Federativo, pouco importando a área ou setor, mobilizar recursos de toda natureza para agrupar nossos queridos jovens sob as asas cariciosas do Anjo Ismael.

Fraternalmente,
Leopoldo Machado e outros companheiros da
Caravana da Fraternidade
(Mensagem psicografada pelo médium Ricardo Silva - FEB, 6.5.2010

Joel em maio 31st, 2010 | Categoria: Textos | Sem Comentários -

Pão Nosso - Tenhamos paz

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PÃO NOSSO

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

TENHAMOS PAZ

“Tende paz entre vós.” — Paulo. (1ª EPÍSTOLA AOS TESSALONICENSES, CAPÍTULO 5, VERSÍCULO 13.)

Se não é possível respirar num clima de paz perfeita, entre as criaturas, em face da ignorância e da belicosidade que predominam na estrada hu­mana, é razoável procure o aprendiz a serenidade interior, diante dos conflitos que buscam envolvê-lo a cada instante.

Cada mente encarnada constitui extenso núcleo de governo espiritual, subordinado agora a justas limi­tações, servido por várias potências, traduzidas nos sentidos e percepções.

Quando todos os centros individuais de poder estiverem dominados em si mesmos, com ampla mo­vimentação no rumo do legitimo bem, então a guerra será banida do Planeta.

Para isso, porém, é necessário que os irmãos em humanidade, mais velhos na experiência e no conhecimento, aprendam a ter paz consigo.

Educar a visão, a audição, o gosto e os ímpetos representa base primordial do pacifismo edificante.

Geralmente, ouvimos, vemos e sentimos, con­forme nossas inclinações e não segundo a realidade essencial. Registramos certas informações, longe da boa intenção em que foram inicialmente vazadas, e, sim, de acordo com as nossas perturbações internas. Anotamos situações e paisagens com a luz ou com a treva que nos absorvem a inteligência. Sentimos com a reflexão ou com o caos que instalamos no próprio entendimento.

Eis por que, quanto nos seja possível, façamos serenidade em torno de nossos passos, ante os con­flitos da esfera em que nos achamos.

Sem calma, é impossível observar e trabalhar para o bem.

Sem paz, dentro de nós, jamais alcançaremos os círculos da paz verdadeira.

Joel em maio 5th, 2010 | Categoria: Textos | Sem Comentários -

D.FILÓ SOPHIA EM ÍNICIO, MEIO E FIM Cap. VII - Dia de Faxina

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D.FILÓ SOPHIA EM ÍNICIO, MEIO E FIM

Cap. VII - Dia de Faxina

D.FILÓ SOPHIA EM ÍNICIO, MEIO E FIM

Cap. VII - Dia de Faxina

Todos os dias antes de soar o sinal, D. Filó aproveita para limpar a sala de aula onde as crianças terão aulas e também para fazer aquilo que ela chama de “Faxina Consciencial ‘.

Aquela hora onde emprega seus esforços para organizar  a casinha mental.

Varre os pensamentos ruins, coordena as idéias, analisa seus próprios erros e perdoa quem lhe fez algum mal.

Inicia com uma sincera oração ou lê alguma mensagem edificante que proponha boa reflexão.

- Vão limpando, limpando, tal como a água e o sabão, efetuam desinfecções eficientes ! Uma limpeza tem que ser sempre muito bem feita e caprichada, não adianta se enganar jogando a sujeira pra debaixo do tapete ou esquecendo de enxaguar …- cantarolou a professorinha .

- Varre, varre vassourinha leva esse mau para longe…- sugeria nossa amável mestra  em sua melodia contente.

- Os desequilibrios energéticos, nos imobilizam e contaminam nos deixando prostrados e doentes, e nem mesmo o aspirador mais potente consegue sugar tanto as nossas forças e disposições quanto essa problemática dos desatinos do ser inconsciente. Assim como a sujeira e o lixo atraem ratos, baratas e outros bichos, também o descontrole emocional atrai entidades que se oportunizam e se alimentam de nossa fraqueza moral. A invigilancia sobre os pensamentos e ações, abrem as portas mentais para entidades que se comprazem com bagunça, vandalismo e terror, agindo qual um bando de cruéis ladrões. Nos fazem reféns de suas obstinações, reviram e anarquizam nossos sentimentos, sufocam-nos em suas maléficas podridões, apoderando-se em pouco tempo de nossas vidas e de todas as nossas razões…

- Para sairmos dessa imundicie grudenta e de fétido bolor, em que nos deixamos encarcerar, precisamos do auxílio de um bom faxineiro de obsessões…Diria que o melhor é mesmo aquele que começa tirando a poeira de nossos corações…O nome dele : Hummmm…chama-se : AMOR.

- Junto com ele trás sempre a melhor equipe : a caridade, o perdão, a paciência, a tolerância e a alegria, que higienizam nossas vidas todos os dias, espanando os sentimentos duvidosos que nossas emoções desordenam e anuviam. Melhor mesmo é livrarmo-nos daquelas velhas manias, porcarias como a fofoca, a inveja, a maledicência e a mentira que nada tem de valor. Desencrustando a ferrugem moral que corrói e impede a nossa passagem para o progresso espiritual.

A sala estava pronta e lindamente enfeitada para receber seus alunos queridos.

- Como é bom perfume de casa limpa e bem arrumadinha ! Para nos sentirmos felizes e saudáveis, uma casinha mental, limpa e em harmonia, é mesmo fundamental !

( Continua)

(Paty Bolonha 2010)

Joel em maio 3rd, 2010 | Categoria: Textos | Sem Comentários -

No futuro

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PÃO NOSSO

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

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NO FUTURO

“E não mais ensinará cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: — Conhece o Senhor! porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior.” — Paulo. (HEBREUS, CAPÍTULO 8, VERSÍCULO 11.)

Quando o homem gravar na própria alma

Os parágrafos luminosos da Divina Lei,

O companheiro não repreenderá o companheiro,

O irmão não denunciará outro irmão.

O cárcere cerrará suas portas,

Os tribunais quedarão em silêncio.

Canhões serão convertidos em arados,

Homens de armas volverão à sementeira do solo.

O ódio será expulso do mundo,

As baionetas repousarão,

As máquinas não vomitarão chamas para o incêndio e para a morte,

Mas cuidarão pacificamente do progresso planetário.

A justiça será ultrapassada pelo amor.

Os filhos da fé não somente serão justos,

Mas bons, profundamente bons.

A prece constituir-se-á de alegria e louvor

E as casas de oração estarão consagradas ao tra­balho sublime da fraternidade suprema.

A pregação da Lei

Viverá nos atos e pensamentos de todos,

Porque o Cordeiro de Deus

Terá transformado o coração de cada homem

Em tabernáculo de luz eterna,

Em que o seu Reino Divino

Resplandecerá para sempre.

Joel em março 31st, 2010 | Categoria: Textos | Sem Comentários -

D.FILÓ SOPHIA EM ÍNCIO, MEIO E FIM - CAPITULO V - EVOLUIR, ESTA É A LEI

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D.FILÓ SOPHIA EM ÍNICIO, MEIO E FIM
Capitulo V - Evoluir , esta é a lei.
D. Amélia chamou o Menino com carinho.
- Meu pequenino é hora de levantar…
O garotinho foi abrindo os olhos devagarinho como se não desejasse parar de sonhar.
Sorriu ao ver a mãezinha amorosamente a lhe observar.
- Bom dia meu rapazinho, o sol já está lá fora a lhe esperar .
- Ah mamãe, só mais um pouquinho !
- Não meu querido, deixa essa preguicite de lado, somente plantas e pedras crescem no mesmo lugar. Temos todos, deveres e compromissos a honrar !
A mesa os esperava com delicioso café da manhã, pães, leite, frutas e cereais, alimentos que proporcionavam uma nutrição matinal leve, saudável e rica em vitaminas e sais minerais.
Lavou o rosto, escovou os dentes, desejou um bom dia ao pai, arrumou o quarto, fez os deveres da escola e depois das tarefas cumpridas ainda lhe sobrou tempo para jogar bola.
As manhãs pareciam curtas, queria ter sempre mais um tempinho para poder usufruir de algumas diversões.
Riu ao lembrar que ainda há pouco estava a reclamar do tempo, queria ficar na cama viajando em pensamentos, e agora queria mesmo ter mais algumas horas para brincar e cumprir com suas obrigações .
D. Filó já havia explicado sobre a evolução voluntária e sobre a evolução natural do ser.
A natural é aquela que independe somente da nossa vontade, porém é consequencia de um agrupamento de elementos causais, reflexos de todas as ações e energias pensamentais provocadas  pela coletividade.
A individual é aquela que depende unicamente de nossos impulsos e escolhas pessoais, depende do esforço incontestável para que ocorram progressos intelectuais e morais.
Evoluir é uma condição irreversível para todas as criaturas, da rudeza em que fora principiada, estagiando em vários reinos , mineral, vegetal e animal, migrando para a racionalidade humana e assim persistindo até que atinja o maior grau de sublimidade e perfeição espiritual.
Por isso a importancia da conscientização, enfrentando face a face a luz da razão, só assim sairá da infância em busca do aperfeiçoamento das suas melhores faculdades.
Aquele que dormita, almejando apenas a tranquilidade e desprezando suas capacidades, crendo que será levado e salvo sem do próprio esforço e motivação a necessidade, progredirá tal como um verme rastejante, lento, em estado de sonolência.
O espirito consciente de suas habilidades e inteligencia, nunca se dá por contente ou realizado com poucos ensinamentos, sabe que a ignorância é o seu maior entrave, não se vê como sábio ou perfeito e está sempre em busca de conhecimentos e modelos mais avançados .
Se alcança sabedoria erudita , não a considera finita, tem o prazer em multiplicar e divulgar suas finalidades, de maneira simples e clara aos alunos que lhes são ofertados a dispõe e facilita.
Muitos desses professores, homens de gênio, por aqui já pisaram. A solicitude do Criador seus ensinamentos superiores ofertaram , revelando-lhes os carateres do amor e da verdade. Krishna, Buda, Moisés, Aristóteles, Platão, Jesus , lançaram gentilmente sua luz sobre a humanidade.
Ciências, filosofias morais e os aspectos beneficientes da religiosidade. Cada qual servindo de guia, predispondo sua sapiência adquirida em vivências anteriores, no momento certo e na melhor oportunidade.
Ah ! Como é importante e bom poder contar com a grandeza desses Mestres em nossas vidas, saciando nossa sede de saber. Obrigada a todos Eles e também a todos os mestres como minha querida professora D. Filó , que atende sua vocação de ensinar, cumprindo com dedicação e amor seu dever, sem pensar apenas nas recompensas materiais da profissão. O dom de ensinar é talvez uma das mais belas formas de caridade pois é uma amável atitude de plena doação, que temos que reconhecer.
Continua…
(Paty Bolonha - 2010 - se repassar, mantenha os créditos! )

Joel em março 17th, 2010 | Categoria: Textos | Sem Comentários -

O dia começa ao amanhecer

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O DIA COMEÇA AO AMANHECER

Estimulando a campanha espírita-cristã de amparo à criança, transcrevemos aqui a reconfortante Mensagem de Meimei, dada por intermédio do Chico, em 10 de agosto de 1952, em Pedro Leopoldo:

O DIA COMEÇA AO AMANHECER

Compadece-te da criança que surge ao teu lado.

O dia começa ao amanhecer.

Pai, mãe, irmão ou amigo, ajuda-a com teu coração, se pretendes alcançar a Terra melhor.

Lembra-te das vozes amigas que te induziram ao bem, das mãos que te guiaram para o trabalho e para o conhecimento.

Por que não amparar, ainda hoje, aqueles que serão, amanhã, os orientadores do mundo?

Em pleno santuário da natureza, quantas árvores generosas são asfixiadas no berço? Quanta colheita prematuramente morta pelos vermes da crueldade?

A vida é também um campo divino, onde a infância é a germi­nação da Humanidade.

Já meditaste nas esperanças aniquiladas ao alvorecer? Já refle­tiste nas flores estranguladas pelas pedras do sofrimento, ante o sublime esplendor da aurora?

Provavelmente dirás — “como impedirei o sofrimento de milhares”?

Ninguém te pede, porém, que te convertas num salvador apressado, cheio de ouro e de poder.

Basta que abras o teu coração, com as chaves da bondade, em favor dos meninos de agora, para que os homens do futuro te bendigam.

Quando a escola estiver brilhando em todas as regiões e quando cada lar de uma cidade puder acolher uma criança perdida — ninho abençoado a descerrar-se, carinhoso, para a ave estrangeira — tere­mos realmente alcançado, com Jesus, o trabalho fundamental da construção do Reino de Deus.

MEIMEI

(Do Livro “Lindos Casos de Chico Xavier”, de Ramiro Gama)

Joel em fevereiro 15th, 2010 | Categoria: Textos | Sem Comentários -

D. Filó Sophia - Começo, Meio e Fim - Capítulo III

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D. Filó Sophia - Começo, Meio e Fim - Capítulo III -

Uma sala de aula especial…

As crianças entenderam e obedeceram prontamente sobre os deveres e direitos escolares, e agora mesmo que a vontade quisesse burlar as normas, a conciência ligaria os alarmes disciplinares.

Estavam ansiosos e curiosos para conhecerem a nova sala de aula, preparada com carinho especialmente para recebê-los.

D. Filó abriu uma porta e convidou-os a entrarem .

Um a um , o semblante foi se transformando e foi unânime a surpresa, a sala estava completamente vazia, as paredes sem nenhuma tinta e nem sequer haviam cadeiras ou mesas…

- Acho que nos enganamos !  falou a pequena Evangelina

- Só pode ter havido alguma confusão ! observou o Menino.

D. Filó não perdia a oportunidade de observar cada reação . E assim perguntou :

- Pois será que não é assim o principio de toda Criação ?

- Mas não há nada aqui ! - responderam as crianças em coro

- E não haveria de ter mesmo , pois para que ocorra a transformação do nada para a concepção, não há dúvidas de que deverá existir alguma energia atuando sobre o  principio material, e acima de tudo que atuará com inteligencia e razão. Do que parece nada, nada se obterá  se não existirem estes elementos para que ocorra a ação ou reação que o aparentemente ”nada” em algo transformará .

- Sugiro que usemos nossa criatividade…- gritou o Menino cheio de motivação e consciente liberdade.

A Professora pediu-lhes um instante para explicar como deveriam trabalhar , respeitando as leis de sociedade, fundamentos básicos a exercitar , harmonia, respeito, equilibrio, disciplina, alegria e sobriedade, cada um imprimindo e cuidando daquele ambiente como se fosse de sua propriedade.  Unidos no propósito de beneficiamento igual para todos, agindo com livre árbitrio e boa vontade.

As crianças animaram-se ao ouvirem o apito autorizando o ínicio das atividades. Moviam-se de cá para lá, daqui para acolá , sem o mínimo planejamento ou ordenação. Trombavam-se, derrubavam os materiais, uma verdadeira confusão …e novamente D. Filó precisou chamar-lhes a atenção…

- Alto lá …vamos parar …vocês estão muito distantes de qualquer idealização ! Para qualquer coisa que há de se fazer , primeiro é preciso raciocinar , planificar e então sim passar para a execução. Caso contrário é fácil imaginar como ficará a nossa decoração ! É como se jogassemos tudo  para o alto e esperassemos que de alguma forma as coisas se arrumassem sózinhas e assim como em um passe de mágica se realizasse as nossas intenções …

Falando assim colocou as duas mãos no alto da cabeça mostrando perplexidade.

As crianças riram do gesto da mestra e pararam para observar que estavam mesmo atuando como uma desafinada orquestra .

Eram carteiras de qualquer jeito e por todos os  lados, cartazes de ponta cabeça, e espalhação de lápis de cor …tudo desajeitado, sem o mínimo de cuidado ,dedicação e amor.

Sentiram-se envergonhados pois perceberam que haviam deixado se levar pelo sentimento de individualidade e convenção, cada um a contento próprio e egoista satisfação.

- Imaginem crianças se a Criação Universal não tivesse provindo de uma soberana intelectualidade, o caos seria provavelmente a maior probabilidade, sem o menor sentido ou capacidade de autoestruturação. Por isso não sei como ainda alguém  poderia  duvidar da Divina Razão,  que tudo planejou e planeja com extrema sensibilidade e organização, por isso a Criação é realmente um espetáculo, uma demonstração de supremacia e divina perfeição ! Seria bom utilizarem-se deste exemplo , que tal ?

- Deus trabalha em equipe Professora ? - questionou Verônica.

- Não há dúvidas, acredito que até Deus precisa de bons ajudantes, para liderar e administrar essa produção gigante ! Os ajudantes de Deus são seus filhos, espiritos  que  a sua imagem e semelhança são e serão sempre os co-responsáveis por esta maravilhosa obra em progressão constante …

- Esta obra um dia atingirá o seu  final ? - Perguntou Luzia .

- Pois que objetivo final seria esse ? Se não a de ver suas obras atingirem a primazia da beleza, da consciência, da sabedoria e  da moral, e qual artista que ama o que faz se dá por satisfeito ao terminar uma obra sem começar outra ??? Pois Deus , também pensa assim e continua a criar neste imenso plano astral. Planetas, estrelas, sóis, em variadas dimensões, que servem para receber e acolher seus filhos amados, do berço até inefáveis universidades de ensino que proporcionam recursos para seus desenvolvimentos, suas evoluções. Há nesta imensidão muitas moradas, muitas outras escolas criadas pelo Pai, que são destinadas de acordo com a capacidade e o grau de conhecimentos e compreensões …- confabulou a meiga senhora. -E a Terra é sem dúvida uma sala de aula especial  ! Por isso temos o dever de cuidá-la , protegê-la, e acima de tudo planejar seu futuro para que continue a acolher todos nós em futuras gerações. Vamos continuar também a nossa obra ? Acredito que muita coisa boa ainda devemos colocar por aqui , para que tenhamos um ambiente confortável, organizado e em perfeitas condições, pois é nele que vamos permanecer boa parte de nosso dia ,é preciso que seja um ambiente que nos proporcione paz, estimulo e alegria ,

- Por isso mãos a obra com atitude, carisma e autonomia ! - gritaram em coro a meninada.

As crianças passaram a traçar e discutirem o melhor projeto,  em pouco tempo as coisas já estavam melhor estruturadas,  o  esforço de cada um podia-se notar naquela empreitada, uma bela e organizada classe que certamente naquele ano ficaria  ainda melhor  a medida que o tempo passasse…

Continua…

(Paty Bolonha - 2010 - Respeite a autoria e o conteudo, reproduzido com autorização expressa da autora. )

Joel em fevereiro 1st, 2010 | Categoria: Textos | Sem Comentários -

D. Filó - Inicio , Meio e Fim - II Capitulo : A Caminho do Saber

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D. Filó - Inicio , Meio e Fim
II Capitulo
A Caminho do Saber
Cumpridas as apresentações e formalidades , seguiram a caminho da sala de aulas.
As crianças estavam agitadas  e demonstraram no percurso os burburinhos e desassossegos relativos da idade .
Falação e empurra- empurra, gargalhadas altas , barulhos que embora sem a intenção da maldade podiam perturbar um pouco do andamento das outras classes que já estavam em atividades.
O zum-zum era tanto que à  D.Filó só restara chamar-lhes a atenção para as orientações da boa educação , para o cumprimento das normas disciplinares e das responsabilidades.
Silenciaram imediatamente e com a ordem reestabelecida retomaram o curso, pois foram muito bem lembrados das Leis de Liberdade.
- Psiuuuuu , quietos crianças ! Temos que saber que nem toda hora podemos agir apenas de acordo com nossas vontades …
Verônica com sua vozinha anasalada e um pouco afônica exclamou :
- Já sei professora …se podemos ou não fazer isso ou aquilo …
E o menino completou .
- Se é a hora certa ou lugar …
Evangelina timidamente falou baixinho :
- As regras estabelecidas é preciso respeitar .
E Luzia elucidou :
- Temos livre árbitrio mas se escolhermos pelo mal caminho as consequencias teremos que enfrentar.
D. Filó aproveitou o entusiasmo da meninada para a questão ;
- Sim, meus queridos, disciplina é uma necessidade para vivermos bem em sociedade, ainda que pareça dificil limitar as nossos desejos  temos por fita métrica as reais possibilidades para o ensejo. Regras e leis  são necessárias , até que possamos entender, que onde começa o direito do outro inicia-se o nosso dever.
As regras da boa educação devemos todos saber , um ensinamento de ouro que não se extingue e que nunca se ultrapassa , é :
- Não faça jamais ao outro , o que não deseja que ele lhe faça .
Continua …
(Paty Bolonha - 2009/2010 - Respeite a autoria e o conteudo, reproduzido com autorização expressa da autora. )
Joel em janeiro 8th, 2010 | Categoria: Textos | Sem Comentários -