abr 12
D.FILÓ SOPHIA EM ÍNICIO, MEIO E FIM Capitulo VI - Um Radar para Limitar.
DiversosD.FILÓ SOPHIA EM ÍNICIO, MEIO E FIM
Capitulo VI - Um Radar para Limitar.
O trânsito naquele começo de tarde estava caótico.
Motoristas irritados, congestionamentos intermináveis, semáforos que pareciam cada vez mais lentos, carros tentando ultrapassar pelo acostamento, interrupções de cruzamentos, buzinas soando sem parar e para quem estava alí , de automóvel ou mesmo a pé , um verdadeiro tormento.
Todos apressados, com horários e compromissos a cumprir.
Não tardou para que as manifestações de irresponsabilidade e intolerância começarem a surgir.
Xingamentos pra lá e pra cá , trocas de desaforos , como se aquelas deliberações de raiva e desânimo em alguma coisa pudessem ajudar.
De repente, D. Filó viu dois homens sairem entre socos e tapas, ignorando qualquer possilibidade de autocontrole das emoções, deixavam correr solta a irracionalidade que a mente mal preparada desata aos borbotões.
Dentro de seu carrinho , a professorinha, aguardava calmamente o fim daquela confusão, enquanto isso deixou-se levar pela coerência e aproveitou para uma boa meditação.
Observando as cenas de desequilibrio total pensou :
- Como o ser humano ainda está tão próximo da sua natureza animal e ainda tão distante do domínio da razão e da magnitude moral . É instintivo, agressivo, defensivo, com mínimas capacidades de discernimento e aceitação.
Precisam de um radar que imponha regras a seus desvarios e os arroubos dos impulsos causados pelas suas imperfeições.
O orgulho, o egoísmo, os vícios , a ganância, o desamor.
Esses radares quando acionados pelas faltas de limitações trazem multas em forma de tristeza e dor.
Certamente se os homens pensassem um pouquinho mais antes de tomarem algumas decisões, mais fácil alcançariam para seus problemas boas soluções.
Mas a maioria, age irrefletidamente, dando vazão a inconsequentes reações, pagando preços altissímos, liberando no organismo substâncias tão nocivas e destruidoras como das mais assustadoras implosões.
Desejando que o inimigo sofra retaliações ou venha a morrer, ignorando que é ele mesmo que o veneno letal está a sorver .
Lançam-se em uma desatinada corrida pela felicidade, atropelam qualquer coisa que represente obstáculos, esmagam o que possa atrapalhar ou contrariar o que crê por certo, sem dar-se conta que perde o rumo por caminhos de sentimentos pedregosos ou pela aridez da solidão dos desertos.
A paciência e a tolerância , são mesmo virtudes de quem sabe que de nada adianta passar por cima ou correr, empenha-se em parar ou voltar quantas vezes forem necessárias para planejar melhor seu trajeto e aprender, renunciam as próprias posições, procurando ao próximo respeitar e compreender.
Serenando seu coraçãozinho, D. Filó foi seguindo o fluxo, aproveitando o tempo que tinha com o embalo de belas canções , pois ao chegar na escola queria levar aos seus queridos alunos apenas boas energias e a frequência de boas vibrações.
Continua …
( Paty Bolonha- 2010… - se repassar, mantenha os créditos)
Joel em abril 12th, 2010 | Categoria: Diversos | Sem Comentários -

