Fraquezas humanas

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Fraquezas humanas

…Espíritos malfeitores se ligam aos

grupos, do mesmo modo que aos

indivíduos. Ligam-se, primeiramente,

aos mais fracos, aos mais acessíveis,

procurando fazê-los seus instrumentos

e gradativamente vão envolvendo os

conjuntos…

Allan Kardec – O Livro dos Médiuns – Cap.29, item 340

A busca pelo melhoramento humano, função prioritária da instituição espírita, sofre – muitas vezes – os reveses naturais de forces opostas que tentam obstaculizar o Caminho do bem. Tais forças emanadas de criaturas que ainda vivem distanciadas dos valores nobres da vida, conspiram contra os resultados obtidos nos núcleos estimuladores do esclarecimento e do amor.

A literatura espírita é rica de exemplos de entidades que buscam filtrar, nas Casas Espíritas, idéias perturbadoras com o objetivo gerar desestrutura interna. O grande problema para essas criaturas infelizes é, justamente, como se infiltrar nas instituição, uma vez que as ações que exercem estão dentro de certos limites.

Sociedades Espíritas onde se cultivam a comunhão de idéias, a unidade de princípios, e de sentimentos nobres, dispõem de psicosfera altamente positive sob a assistência de espíritos com elevados qualificativos. Isso, naturalmente, dificulta em muito a ação de criaturas perturbadoras. Quando surgem algumas “rachaduras” nessas estruturas espirituais da Sociedade, os espíritos malfeitores conseguem, como aludiu Kardec, vincularem-se a certos indivíduos mais vulneráveis, estimulando – silenciosamente – o ciúme, as intrigas, as disputas internas, os melindres e ressentimentos.

Dessa forma, sob o império da invigilância pessoal, alguns trabalhadores Espíritas abrem brechas para perniciosas influenciações nos grupos. Apesar disso, ficar meramente procurando os “culpados” não trará  melhores resultados. Cumpre isto sim, refletirmos sobre o compartilhar das responsabilidades, das ações profiláticas e das terapêuticas que poderão ser aplicadas nesses casos.

Allan Kardec, em Obras Póstumas, quando trata “Dos cismas” , advertiu: “Se, porém, o Espiritismo não pode escapar às fraquezas humanas, com as quais tem de se contar sempre, pode todavia neutralizar-lhes as consequências  e isto é o essencial.” Inúmeras ocorrências solicitam, dos dirigentes, decisões amadurecidas na reflexão e na oração. O que fazer ou como proceder diante desses problemas? Cada caso é uma situação singular, com características  próprias.

Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo X, item 21, Allan Kardec indagou o espírito São Luis sobre a conveniência em se desnudar o mal de outrem e obteve a seguinte resposta:

É muito delicada esta questão e, para resolvê-la, necessário se torna apelar para a Caridade bem compreendida. Se as imperfeições de uma pessoa só a ela prejudicam, nenhuma utilidade

haverá nunca em divulgá-la. Se, porém, podem acarretar prejuízo a terceiros, deve-se atender de preferência ao interesse do maior número. Segundo as circunstâncias, desmascarar a hipocrisia

e a mentira pode constituir um dever, pois mais vale caia um homem, do que virem muitos a ser suas vitimas. Em tal caso, deve-se pesar a soma das vantagens e dos inconvenientes.   

               Parece-nos evidente que estamos tratando de algo muito complexo. Todavia, a resposta de São Luis nos fornece algumas pistas importantes. Primeiramente é necessário olhar para o problema utilizando-nos de uma “vidraça” o mais límpida possível: a caridade, conforme preconiza a questão 886 de O Livro dos Espíritos. Vale apena recordarmos a pergunta de Kardec e a resposta dada pelos espíritos.

Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?

“Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições

dos outros, perdão das ofensas.”

                Esse é o primeiro norteador de toda ação espírita.

                Surgem, no entanto, duas perguntas: Como as fraquezas de algumas pessoas podem envolver e fragilizar o grupo? Se, apesar dessas contingências, o grupo estivesse suficientemente numa comunhão de idéias e sentimentos, haveria espaços para a disseminação de influencias perturbadora? Se a resposta para essa última indagação for negativa, significa que o problema não deve ser pessoalizado, mas tratado em nível de grupo.

                Nesse caso, reuniões gerais de trabalhadores, palestras e seminários sobre o assunto com o fim de alertamento e esclarecimento, podem surtir efeitos positivos. Quando, no entanto, o problema fica mais localizado, envolvendo um determinado setor da instituição ou algumas pessoas, acreditamos que seja um dever dos dirigentes atuar, também, sobre esses indivíduos, buscando auxiliá-los direta e indiretamente, com o verbo doce ou enérgico e com os recursos de assistência que a Casa disponibiliza.

                Mas Kardec bem alertou que o Espiritismo não poderia escapar das fraquezas humanas. É imperativo não se ignorar os desafios que surgem, sob o pretexto de que tudo está bem. Muitas vezes, quando ignoradas, essas pequenas fissuras, irrompem mais tarde em terríveis rachaduras de complexa solução.

                Allan Kardec, nos discursos que fez na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas,  não cansava de observar a necessidade de moderação, bom senso e equilíbrio, ferramentas indispensáveis para harmonia pessoal e institucional. O contrário disso: irritações, ciúme, fofoca, indignação, melindres, disputa de cargos, entre outros, fragilizam as estruturas de defesa da Casa Espírita.

                Semelhante fato acontece com o corpo quando o sistema imunológico enfraquece, facilitando a instalação e ação de agentes nocivos à saúde. O fortalecimento do grupo em torno da oração e do esforço para a vivência da ética cristã, apontam novos horizontes para a convivência salutar e produtiva no ambiente de nossas instituições. O descompromisso com esse propósito abrirá possibilidades para conflitos insidiosos.

                No Capítulo 29, item 340 e 341, de O Livro dos Médiuns, Kardec analisa o problema da influência espiritual negativa nos grupos, prescrevendo um roteiro de valores para afastar essas influências:

  • Perfeita comunhão de vistas e de sentimentos;
  • Cordialidade recíproca entre todos os membros;
  • Ausência de todo sentimento contrário à verdadeira caridade cristã;
  • Um único desejo: o de se instruírem e melhorarem, por meio dos ensinos dos espíritos e do aproveitamento de seus conselhos.

 

                Kardec compreendia que os nossos maus pendores são para nós, piores que os maus espíritos, porquanto são esses pendores que os atraem. Por isso mesmo, conviver é uma Lei Moral, pois são dessas interações psicossociais que o espírito cresce na direção de si mesmo.

Texto extraído do livro “A Convivência na Casa Espírita” de Jerri Roberto Almeida, editado p/FERGS

 

Joel em outubro 17th, 2011 | Categoria: Textos | Sem Comentários -

Filme “O Filme dos Espíritos”

Cinemateca

http://www.ofilmedosespiritos.com.br/home.html

Joel em outubro 13th, 2011 | Categoria: Cinemateca | Sem Comentários -

Mensagem da Criança – Emmanuel

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Mensagem de Emmanuel: 132 – MENSAGEM DA CRIANÇA

Dizes que sou o futuro.
Não me desampares no presente.
Dizes que sou a esperança da paz.
Não me induzas à guerra.
Dizes que sou a promessa do bem.
Não me confies ao mal.
Dizes que sou a luz dos teus olhos.
Não me abandones às trevas.
Não espero somente o teu pão.
Dá-me luz e entendimento.
Não desejo tão só a festa de teu carinho.
Suplico-te amor com que me eduques.
Não te rogo apenas brinquedos.
Peço-te bons exemplos e boas palavras.
Não sou simples ornamento de teu caminho.
Sou alguém que te bate à porta em nome de Deus.
Ensina-me o trabalho e a humildade, o devotamento e o perdão.
Compadece-te de mim e orienta-me para o que seja bom e justo…
Corrige-me enquanto é tempo, ainda que eu sofra…
Ajuda-me hoje para que amanhã eu não te faça chorar.

Espírito: MEIMEI
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: Antologia da Criança – Edição FEB

Joel em setembro 25th, 2011 | Categoria: Textos | Sem Comentários -

Mudar para melhor

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Mudar para Melhor
         Pedrinho era um menino preguiçoso. Tinha preguiça de estudar, de ler, de desenhar e até de brincar.
         A mãe de Pedrinho, dona Lili, é doceira, faz doces para vender. Pedrinho costumava ir junto com ela entregar os pedidos, ajudando a carregar os confeitos, mas reclamava sempre.
         Um dia, dona Lili foi entregar uma torta em uma Escola e Pedrinho foi junto.
         Logo que chegaram Pedrinho ficou esperando em uma enorme sala onde estavam muitos alunos.
         Ele observou um pouco e viu que eram crianças especiais: algumas não falavam, outras não enxergavam ou não ouviam; mas todas se comunicavam por sons, gestos ou mímicas. Elas estavam aprendendo animadamente uma música.
         Em um canto dois alegres garotos desenhavam com pincéis. Pedrinho reparou que eles tinham apenas uma das pernas. Ficou impressionado com a alegria e a vontade de aprender deles.
         Ele não viu ninguém triste, reclamando ou com preguiça. Sentiu que havia muito amor e respeito naquele local, pois as crianças ajudavam umas as outras.
         Lembrou-se de seu corpo perfeito, de sua família legal e dos muitos amigos que tinha. Concluiu que devia aproveitar a vida para aprender e ajudar os outros, como aquelas crianças estavam fazendo.
         Pouco tempo depois, dona Lili retornou e eles foram embora.
         A experiência daquela tarde Pedrinho nunca mais esqueceu. Deixou de lado a preguiça e o mau-humor e se tornou um garoto alegre e estudioso. E dona Lili ficou contente porque Pedrinho mudou para melhor, muito melhor.
(BIS nº 19 – Junho de 2000 )
(http://paginas.terra.com.br/religiao/searainfantil/estoria.htm#mudar)
Um dia todinho bombom pra você: cobertinho de luz e recheadinho de amor.
abraços com carinho
Equipe CVDEE CVDEE – Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo
www.cvdee.org.br  
setor: vamos papear via e-mail

SITE DA GENTE- Espiritismo para crianças :

Estudo via e-mail:
inscrições:

Bate-papo on line
Para Crianças de 07 à 12 anos:

Sala “Espiritismo Net Kids” no PalTalk
 categoria Central & South America – Brazil
Horário de funcionamento:
DOMINGOS: de 17:30 às 18:30

Para Adolescentes de  13 à 15 anos: 

DOMINGOS: de 18:30 às 19:30

Esperamos voce, tá legal?!!:)

Joel em agosto 25th, 2011 | Categoria: Textos | Sem Comentários -

10 Mandamentos para a paz na familia

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10 Mandamentos Para A Paz Na Família.

 

1º) Tenha fé e viva a Palavra de Deus, amando o próximo como a si mesmo.

2º) Ame-se, confie em si mesmo, em sua família e ajude a criar um ambiente de  amor e paz ao seu redor.

3º) Reserve momentos para brincar e se divertir com sua família, pois a criança aprende brincando e a diversão aproxima as pessoas.

4º) Eduque seu filho através da conversa, do carinho e do apoio e tome cuidado: quem bate para ensinar está ensinando a bater.

5º) Participe com sua família da vida da comunidade, evitando as más companhias e diversões que incentivam a violência.

6º) Procure resolver os problemas com calma e aprenda com as situações difíceis, buscando em tudo o seu lado positivo.

7º) Partilhe seus sentimentos com sinceridade, dizendo o que você pensa e ouvindo o que os outros têm a dizer.

8º) Respeite as pessoas que pensam diferente de você, pois as diferenças são uma verdadeira riqueza para cada um e para o grupo.

9º) Dê bons exemplos, pois a melhor palavra é o nosso jeito de ser.

10º) Peça desculpas quando ofender alguém e perdoe de coração quando se sentir ofendido, pois o perdão é o maior gesto de amor que podemos demonstrar.

                                                                                                                         Autor desconhecido

Joel em julho 29th, 2011 | Categoria: Textos | Sem Comentários -

Ensinos de Jesus – 4 a 7 anos

Planos de Aula

TEMA BÁSICO:

ENSINOS DE JESUS

UNIDADE: DEUS

FAIXA ETÁRIA: 4 A 7 ANOS

OBJETIVO:Identificar que o Evangelho,reunindo os ensinos e exemplos de Jesus,indica-nos o caminho para a paz e verdadeira felicidade.

ATIVIDADE INTRODUTÓRIA

Levar grãos de mostarda e outros tipos de sementes tais como: abacate, laranja e outras, para que as crianças possam observar as diferenças de tamanho em relação ao grão de mostarda.

Observação:O educador poderá levar uma lupa para que as crianças possam observar melhor os grãos de mostarda.

ATIVIDADE REFLEXIVA

Explorar o fato do grão de mostarda ser muito pequeno e dizer que, apesar do tamanho diminuto,ao crescer se transformará em uma árvore.(anexo 1)

Dizer que Jesus comparou o grão de mostarda que cresce… cresce… até ficar uma folhagem bonita, com os sentimentos bons que temos no nosso coração,como o amor e a fé. Ter fé é ter confiança no Pai do Céu e nas coisas boas que estão dentro de nós.

NARRAR: O grão de Mostarda

Avaliar a compreensão da história através de perguntas tais como:

- Como o grão de mostarda se sentiu diante da zombaria das outras sementes?

- E como o grãozinho ficou depois de ouvir a história que Jesus contou?

- O que Jesus ensinava para as pessoas?

- Quando a sementinha de luz brilha muito no coração das pessoas?

Conversar com as crianças a respeito da sementinha de luz que temos no nosso coração, estimulando-as para que falem de ações que a façam brilhar (ser amigo,ajudar a mamãe..)

Concluir dizendo a importância de fazer coisas boas que Jesus ensinou,explicando que,assim, fazemos as pessoas felizes e fazemos com que luzinhas brilhem em nossos corações.

ATIVIDADE CRIATIVA

Dividir as crianças em subgrupos, colocando à disposição cola,papel e sementinhas (grão de milho ou semente de girassol) e, caso queiram, areia brilhante, para as crianças fazerem colagem.

Observação :P ara fazer areia brilhante, basta misturar a areia da praia com purpurina.

HARMONIZAÇÃO FINAL/ PRECE

Distribuir uma sementina para cada criança pedindo que as plantem em um vaso com terra.Explicar que as sementinhas, para desenvolverem-se melhor, necessitam de água, de terra fofinha. Quando também enviamos amor, que faz a luzinha brilhar no coração,a plantinha cresce mais depressa.

PRECE

O Grão de Mostarda

Nossa história aconteceu há muito tempo atrás,na época que Jesus esteve entre nós contando histórias.

Fig 1-Joaquim comprou um saco com muitas sementes para plantar muitas árvores frutíferas.

Fig 2- Entre as sementes estava um pequeno grão de mostarda,que veio por engano entre as outras.Por ser muito pequenina,não foi percebida pelo homem.

As outras sementes,quando viram aquela coisinha miúda, começaram  rir e a zombar.

-Olha a nanica!- gritou uma semente de laranja.

-É uma semente ou uma formiga? – perguntou a semente de pêssego, só de gozação.

A zombaria continuou dentro do saco e o grão de mostarda foi ficando cada vez mais tristinho…

Foi então  que todos ouviram uma voz muito bonita.

FIG 3- Olharam para fora e viram um belo moço que falava para muitas pessoas:

“O Reino dos Céus* é como um grão de mostarda que um homen plantou na terra.

Apesar de ser  a menor de todas as sementes,a plantinha vai crescendo…

Depois, torna-se uma grande planta com muitos ramos e as avezinhas do céu vêm morar neles”

-Quem está contando essa história? – perguntou feliz o grãozinho de mostarda encolhido num cantinho.

-É Jesus! Ele é uma pessoa muito especial!- respondeu uma das sementes.

E logo todas pararam de rir.

O grão de mostarda soube, então, que Jesus ensinava muitas coisas importantes como o amor, o respeito aos pais, o bem…

As histórias de Jesus eram como se fossem sementinhas de luz no coração de todos que ouviam. A sementinha de luz brilhava muito forte sempre que as pessoas faziam coisas boas.

O tempo passou. A sementinha de mostarda cresceu… cresceu….botou muitos ramos…

Fig 4-… virou uma árvore. E fez tudo aquilo que Jesus contou na história:os passarinhos e pequenos animais se abrigavam debaixo da sua sombra.

Em gratidão à bondade do pé de mostarda, eles contavam para ele as histórias que ouviam de Jesus.

*Explicar para a criança que é o reino do bem, onde todos vivem felizes.

Fonte- Educação do ser integral – LFC

MUSICA

PARÁBOLA DO GRÃO DE MOSTARDA

Adaptação e musica:Clecy Petrilo

Esse é o grão do meu coração, esse é o grão do meu coração

Esse é o grão do meu coração,esse é o grão do meu coração.

Jesus um dia contou

Que um homem veio e pegou

Um grãozinho de mostarda

E em seu campo semeou.

E esse grãozinho nasceu

Tão vigoroso e forte ele cresceu

Que abrigou os passarinhos

Pois ficou bem maior que eu

E assim é o amor

Que mora no coração

Nasce bem pequenininho

Mas depois fica grandão.

Joel em julho 18th, 2011 | Categoria: Planos de Aula | Sem Comentários -

Dona Filó Sophia – Início,Meio e Fim – Capítulo XVI Grandes Descobertas

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D. Filó Sophia – Início, Meio e Fim. Capítulo XVI Grandes Descobertas

Sem nenhum ruído e sem emissão de gases poluentes, o veículo viajor do tempo partiu do velho oriente, todos acomodados e embalados por um relaxante som ambiente.   Eram tantas reflexões provocadas por aqueles acontecimentos que ninguém ousou quebrar o oportuno silêncio por algum tempo.   A última parada daquela primeira viagem estaria programada em alguns segundos, o período previsto se esgotava e logo estariam todos de volta ao pátio do Liceu, tudo havia valido muito a pena, e a enriquecedora aventura junto as maravilhas dos homens e de Deus, seria o maior tesouro que levariam consigo, fariam parte das emocionantes lembranças vividas nos bancos escolares da infância, e tomara um  todos pudessem recordá-los com alegria no dia de suas formaturas.   Uma leve guinada a esquerda, um giro a direita, uma ajustada nos ponteiros e seguiam agora ao roteiro final.   Paris,  1860, um edificio com amplas janelas de arquitetura colonial, na Avenue  Sainte-Anne nº 59, com uma pesada aldrava no seu lindo portal.   Bateram, e um Sr. de meia idade lhes recebeu com um sorriso largo e bonachão, D. Filó reconheceu-o logo como Hipollyte, o seu amigo de maior afetividade e confiança, atrás dele vinha também Amélie, uma senhora de aparência agradável, que abraçando uma a uma das crianças, dava-lhes boas vindas á hospitaleira maneira daquele cantinho da França.   Um bule de café cheiroso e fumegante e legítimos petit-fours acabados de sair do forno os esperavam na bandeja de oferendas para uma deliciosa merenda   O casal Rivail, fizeram questão de apresentar o pequeno, porém aconchegante lar onde viviam, sendo que um cômodo era reservado ao escritório do Professor, com uma biblioteca de fazer inveja a quem sofre desse tipo de pecha, já aos amantes da boa leitura, admirariam e curtiriam aquele local e aquela família que valorizava as boas conquistas da cultura.   Sr. Hippolyte era excelente docente, pedagogo, e como D. Filó explicou, também um pesquisador de mão cheia, um apaixonado pelos estudos e pelas disciplinas em que instruia.   Naquele instante por exemplo, estava aplicadíssimo em experiências investigativas para provar uma revolucionária teoria.   As tinha batizado de “Ensaios Espíritas”.   Trabalhava sob  tríplice aspecto que o conduziriam pelos caminhos da verdade, apoiado em bases ciêntificas, no raciocínio teologico e na livre filosofia.   Empenhado em provar que o dom da  vida e a criação, não se determinava por começo, meio e conclusão, que tudo ia muito mais além do que se conhecia, e que era contínua sua evolução. Que o que anima os seres vivos que conhecemos tão rudimentarmente, é um príncipio cósmico elementar provindo de uma Energia similar entretanto infinitamente mais inteligente. Independente da matéria física palpável, transmigra entre variadas moradas e planos, progressivamente. A esse elemento etéreo permanente, deu o nome de “espírito, que sujeito a lei de ação e reação, vai se burilando moral e intelectualmente, adquirindo em vários estágios existenciais a sua qualificação natural, da simplicidade e ignorância em que foi criado até atingir a sublimidade, chegando o mais próximo que puder da perfeição divinal.   Com muita observação e experimentação e antes de dar por finalizada sua razão, percebeu também que era passível a comunicação entre esses seres, qualquer que fosse o seu estado, estivesse encarnado ou não. Essa informação corroborava com o que já haviam trazido outros mestres antepassados, concluindo que era possível a ligação mental pelos pensamentos em fina sintonia frequencial. A esse tipo de emissão e recepção de mensagens denominou de “mediunidade”. Analisando pelo método de percepção orientada, atribuiu a este experimento grande finalidade, a de codificar junto aos “espíritos” de sabedoria superior uma doutrina que traria á luz desconhecidas revelações, que colaborariam para abrir os olhos da humanidade em relação a uma única verdade.   Infelizmente este amigo, como os demais sábios que ousaram desafiar aqueles que se julgavam formuladores das crenças e conhecimentos considerados irrefutáveis, foi fortemente combatido e teve até seus livros queimados em praça pública por  detratores inconformados que não conceberam  rever conceitos e  possibilidades que pudessem interferir no seus domínios e mexer com a realidade. Provavelmente furtando-lhes o poder.   Para tornar acessível seus estudos Sr. Hippolyte utilizou um pseudônimo meio estranho e confuso, Allan Kardec, que segundo revelado por um “nobre” amigo de ideal, havia sido a alcunha quando fora um druida em sua penúltima experiência existencial. O Sr. Kardec, entusiasta e defensor do livre pensamento e da digna sabedoria, e ainda que vitimado por muitas iniquidades ,escreveu muitas obras levando a frente o que tinha certeza que futuramente seria um grande feito, uma descoberta que levaria os homens a descobrirem os meios e os fins que o conduzirão a Real Felicidade.   As crianças antes de se despedirem daquele simpático casal foram presenteados com uma coleção autografada de cinco livros daquele autor tão querido e que lhes advertia assim :   “Unindo o senso de justiça de Moisés , de Jesus o amor incondicional e a luz da sapiência trazida pelos amigos da superior orbe espiritual, seja esta a terceira revelação, ”Amor Verdadeiro e dedicada e contínua Instrução”. Dedico esta obra a minha amiga especial D.Filó, aos seus pupílos,  e a um que mora em meu coração sem pagar aluguel, meu querido bisneto que hoje aqui me visitou sem saber este “Menino’ que eu sou seu bisavô.   Um abraço muito apertado depois daquela significativa surpresa, e todos já estavam á postos novamente na “nave da imaginação”,  após um dia agitado de muito aprendizado e considerações. Retornaram para a estação inicial pousando bem de mansinho, os pais já esperavam a porta da sala de aulas, com saudades e ansiosos para saberem as novidades que envolveram naquele dia os seus amados filhinhos.   (Fim)

Joel em junho 3rd, 2011 | Categoria: Textos | Sem Comentários -

Dona Filó-Inicio,Meio e Fim-Capítulo XV A Mais bela história que o tempo escreveu-Parte II

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D. Filó Sophia – Início, Meio e Fim. Capítulo XV A Mais Bela História que o Tempo Escreveu -PARTE II   Os melhores sentimentos afloraram ao contato com aquele espírito tão elevado, ficar pertinho de Jesus era reconhecer o Amor no mais alto grau purificado.   Naquela tarde primaveril subiram todos ao monte conhecido por Horto das Oliveiras, um lugar que pela suas belezas naturais despertava nas pessoas que o visitavam uma inexplicável renovação de emoções e energias. Alguns mais cheios de fé afirmavam que estar alí era chegar mais perto de Deus. A visão magnífica que tinham do céu era motivo suficiente para o elegerem como a “Divina Moradia”, o verdadeiro paraíso onde todos desejavam desfrutar da paz e sossego algum dia.   Jesus também gostava de permanecer algumas horas por alí para meditar, refletir e também reunir as pessoas para conversar, ouvir e ensinar. Irmãos pequeninos que buscavam naquele sábio moço, de quem sempre alguém já tinha ouvido falar, um pouco de compaixão e esperança.   O Homem de olhos claros e cabelos longos, viu o grupo de crianças, acenou com a mão e sorridente convidou-os a se aproximar :   – Vinde a mim os de corações puros, brandos e pacificos, pois a vocês pertence o reino de Deus !   E todos, como um bando de andorinhas, assentaram-se a sua volta com a naturalidade juvenil de se alegrar.   Com histórias interessantes e envolventes, a voz grave que ao mesmo tempo falava pausada e suavemente, tornava impossível não levar aquela imagem para sempre no coração e na mente.   Um mestre-amigo, que fazia fácil a compreensão de seus conhecimentos, usando com praticidade e linguagem acessível a todos, em seus exemplos.   Horas e horas pareciam voar para aqueles que estavam ao seu lado, ouvindo entoar belos cânticos de adoração ao Pai Celestial, com intensa e emocionante entrega espiritual.   Uma oração de louvor, súplica e gratidão, ensinada por nosso doce amigo dava o tom da despedida e a certeza de que o Pai nunca nos abandona nem mesmo na hora da partida.   Pai Nosso, que estais no céu e em todos os lugares, Santificado seja o teu nome porque és o Amor verdadeiro e puro, Venha nós o vosso verdadeiro reino, que é o espiritual.  Seja feita a vossa vontade porque ainda não temos capacidade de escolher justamente com sabedoria divinal . Que o Seu e o nosso desejo sejam um só, em toda a Luz, assim como em todas as formas, em toda existência individual,   O pão nosso de cada dia nos dai hoje e que saibamos sempre repartir. Perdoa as nossas dívidas, ensinando-nos a perdoar nossos devedores com o esquecimento e o perdão para o que julgamos com a nossa razão condicional. Não permitas que venhamos a cair sob os golpes da tentação de nossa inferioridade moral;
Livra-nos da inconsciência do bem que insiste em não despertar em nossos pensamentos e ações. Porque só em ti brilha a luz da caridade e da paz,   Assim seja!   Após conhecermos ao menos um pouquinho da vida de Jesus de Nazaré, soubemos que nunca mais veríamos e sentiriamos da mesma maneira a nossa fé.   Um até breve foi mais do que suficiente pois sabiamos que mesmo deixando nosso grande amigo alí, ele estaria para sempre junto da gente.   Continua…   (Paty Bolonha – 2010/2011 – Respeite o conteúdo e a autoria)

Joel em maio 24th, 2011 | Categoria: Textos | Sem Comentários -

D.Filó Sophia-Inicio,Meio e Fim-Capítulo XIV A mais bela história que o tempo escreveu

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D. Filó Sophia – Início, Meio e Fim.   Capítulo XIV    A Mais Bela História que o Tempo Escreveu   O passeio pelo Egito lhes trouxe experiências incríveis, mas nada seria comparável a surpresa que lhes aguardavam o próximo destino.   E no ajuste da hora partiram sem demora, ansiosos demais por vivenciarem uma inesquecível história, provavelmente a que mais marcaria em suas memórias.    Pela primeira vez chegaram ao local planejado ao anoitecer, logo que desceram puderam admirar a abóbada celestial com seus bilhões de estrelas cintilando como se estivessem alí estrategicamente dispostas para lhes receber. Um espetáculo que provocava um indescritível afã de euforia misturada com prazer.  Uma estrela de brilho incomum pareceu-lhes ainda mais especial, e nela estava toda a resposta da charada, pois era nada mais e nada menos do que a “Estrela Guia” também conhecida por “Estrela de Natal”.   Em meio aquela linda paisagem, as crianças não imaginavam a importância que teria em suas vidas aquela viagem e Seu principal personagem.   Ainda que pudessem contar apenas com o alumiar provindo da luz natural, observaram um pouco distante ainda, uma casinha, que pelo barulho e o movimentar de alguns animais puderam identificar como sendo uma estrebaria. A curiosidade infantil incontida levou-os para aquela direção, um pouco andavam, um pouco corriam, e rapidamente fizeram aproximação. O balir alto de um caprino chamou-lhes mais ainda a atenção e quando arriscaram alguns passos adentro do pequeno estábulo, se assustaram com uma estranha visão. De dentro da penumbra, surgiu um rosto sob um facho de luz bruxuleante, um homem que veio-lhes ao encontro para saber o que havia, apesar de simpático parecia demonstrar um tanto de agonia.   De maneira atenciosa recebeu as crianças e contou que estava alí alojado com sua esposa e que em breve seriam uma família. Era o melhor lugar que conseguira para seu filhinho nascer. A mulher já estava em trabalho de parto e precisaria voltar lá para o interior das instalações para  assistí-los e proteger.   A moça era Maria, tinha no olhar a cândura e a pureza virginal no coração, estava pronta para receber nos braços o fruto bendito daquela abençoada união. Não lhes restara dúvidas que em seu ventre estava uma alma eleita para desempenhar no mundo uma missão de revelação do amor divinal.   O primeiro choro do recém nascido levou as lágrimas de emoção todos os que puderam presenciar aquele momento único, onde pareciam ouvir o côro dos anjos a cobrir aquela sagrada família com uma aura azulínea que os aquecia e envolvia.   Era um menino, uma criança saudável, para os pais a significação da completa felicidade. Jesus, foi lhe escolhido por nome, “O que viera para derramar a Luz da vida, luz que conduzirá aos caminhos da paz e da verdade  todos os homens de fé e boa vontade”.   Em nossos ouvidos pareciam que sinos dobravam em melódicas canções, saudando a vinda daquele menino que nos traria tantas e maravilhosas lições.   Com o sentimento maior renovado em esperanças, viajaram mais a frente desejando conhecer um pouco mais os desígnios daquela criança.   Nazaré, fora a cidade escolhida pelo clã do nosso novo amigo, Sr. José, para a definitiva moradia, uma casinha caiada de branco, simples, encrustrada entre as árvores frondosas e as colinas da Samaria, com típicos ares galileus.    Um lar bem cuidado para quem alí adentrasse se sentisse muito próximo de um pedacinho do céu.   Encontramos a mesma Maria, do sorriso doce como o mel, um olhar cheio de ternura, zelando pela harmonia familiar e dedicada aos afazeres maternais do dia a dia. Um José aplicado nos serviços da marcenaria, trabalhando com prazer e  excelência que a profissão escolhida lhe exigia. Um pai austero porém piedoso, que retornava ao lar cansado mas tinha sempre um tempo para participar da educação filial e ao cumprimento dos deveres de esposo. Fundado na força do afeto e na clareza dos princípios éticos e morais, professando uma fé judaica, estabelecida pela certeza da existência de um Deus acima de tudo justo e amoroso.   Nosso menino Jesus, era um menino amado e feliz, que sonhava, que brincava, estudava as escrituras e tinha a certeza do amor de um  Pai, Divino Criador por todas as Suas Criaturas, e com o respeito e a alegria, um espirito inteligente em um corpinho na fragilidade infantil, crescendo em forças, graça e sabedoria.   Subia aos montes para contemplar os horizontes e a natureza, contemplando do Pai eterno a beleza, em notável perfeição, com o servilismo de um jardineiro fiel que deveria plantar no coração dos homens a semente do amor verdadeiro e da compaixão.   (Continua )   (Paty Bolonha – 2011)

Joel em maio 3rd, 2011 | Categoria: Textos | Sem Comentários -

Mocidade – Com amor e criatividade a gente alcança estes corações

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Mocidade – Com amor e criatividade a gente alcança esses corações
Patrícia Bolonha
Este artigo surgiu pela observação em um grande evento espírita, onde alguns jovens perambulavam pelo local sem que houvesse praticamente nenhuma atividade voltada para eles, enquanto se desenvolviam as atividades programadas. Todas as palestras eram direcionadas a um público provavelmente mais antigo de Doutrina, pois se utilizava de uma linguagem dificultosa, rebuscada, própria do Espiritismo e do espírita do século XIX e XX, mas que nos dias atuais, onde até a comunicação é “comprimida” para tornar-se mais ágil, certamente ainda não atinge, e talvez não vá atingir nunca essa faixa de público.

O tema era interessante, mas não parecia provocar naqueles jovens nenhum estímulo. O pouco interesse deles era explícito, talvez pelo formato adotado pelos palestrantes, pois pude sentir que estavam sequiosos por respostas que envolviam o assunto, já que estavam de alguma forma presentes, porém ignorados pela sua condição jovial no meio, como se despertassem uma certa “inveja” em quem já não pode mais desfrutar de tanta energia, vitalidade, criatividade e memória.

Era possível observar que enquanto as palestras “para adultos” “rolavam”, aquele pessoal entregava-se às ilusões de um “game” de mão e seus joguinhos nada educativos ou aos aparelhinhos de iPod, que os impediam de ouvir as boas mensagens do evento para ouvir os ídolos do momento e suas músicas com mensagens não tão boas, porém bastante dançantes.

Os Bons Educadores de que se tem relato na história, de Sócrates à Piaget, e outros mais atuais, que a maioria de nós tem na memória como sendo “aquele professor que marcou sua trajetória escolar…”, se fossem colocados juntos, em uma mesa redonda, provavelmente concordariam que Educar é “LIBERTAR ALMAS”, e também que nenhuma fase é mais profícua para que essa libertação ocorra do que a adolescência, quando o Espírito finalmente desperta e anseia pelo seu espaço no universo.

Infelizmente, poucos são os preparados para compreender essa ansiedade, esse desassossego interior e essa busca exterior que causam um certo “rebuliço” na vida de familiares, professores e na sociedade em geral, que percebem essa movimentação, esse “grito pelo lugar ao sol” por causa da insegurança e do medo que vivem.

Por esta falta de compreensão e conhecimento, na maioria das vezes, acaba-se perdendo esse enorme potencial criativo e inteligente, essa busca pelo ser consciente para uma culturalização massificada e negligente, e para um modelo de educação obsoleto, onde raramente se permite que o jovem cresça e amadureça por suas próprias escolhas, impedindo-o de reinventar, de participar diretamente nas atividades e decisões, de trabalhar seus melhores dons e de explorar e fazer, à sua maneira, o que vem sendo feito igual há muito tempo.

Não se permite que fujam dos conceitos pré-estabelecidos, sem que sejam vistos com olhos de censura por aqueles que se julgam mais hábeis por serem mais “experientes”. Vivemos, porém, em um tempo onde temos uma explosão de informações que nos chegam com velocidade quase imensurável, informações estas que atingem com maestria os objetivos da influência, da sedução e do envolvimento, seja de forma subliminar ou diretamente, e que competem com este modelo educacional que muito se firma ainda na filosofia do “SIM é SIM, NÃO é NÃO…”, “FAÇA ASSIM QUE É MELHOR…”, “ESTE É O MELHOR MODELO…”, “ISTO NÃO É PARA VOCÊ…”, enfim, se contrapondo ao avanço e ao salto tecnológico da atualidade, que lhes permite argumentações, interrogações e investigações com um alto grau perceptivo, onde tudo é muito dinâmico e atrativo, e o que é o melhor agora já não será mais moderno e melhor amanhã. É assim que os jovens de hoje concebem o mundo ao seu redor.

Não se justifica mais tentar ensinar e orientar nos mesmos moldes em que fomos educados em meados do século XX, porque certamente seremos atropelados por outros meios talvez menos eficazes, contudo, mais pragmáticos, para os quais, infelizmente, perderemos o “alvo” que desejamos atingir, que são nossos jovens corações ou nossos corações jovens, que não terão a mínima motivação para seguir o que parece-lhes tedioso e ultrapassado.

O Educador atento precisa caminhar ao lado de seus educandos, se aproximando deles o mais que puder pela linguagem pura e simples, acompanhando tendências, instruindo e indicando o caminho, mas investindo nas capacidades das escolhas e nas habilidades, confiando a responsabilidade dos atos determinados pelas circunstâncias e oportunidades do cotidiano, pois o Espírito que cresce com liberdade aproxima-se muito mais da verdade.
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Aos mais Moços…
Aos mais moços não ofereçam apenas as respostas, mas solicitem-lhes as dúvidas, agucem as curiosidades, proponham-lhes múltiplas escolhas para que atribuam-nas valores que os conduzirão a Deus e a verdade.

Não lhes deem apenas uma chance, deem-lhes credibilidade.

Eles não querem apenas ouvir, desejam ser ouvidos.

Não querem apenas o conhecimento do mestre; querem o abraço e a compreensão do amigo.

Não querem apenas um modelo para ser cegamente seguido; querem a visão de um herói e a vivência do ídolo, por isso não basta oferecer o guia, é preciso que sejam conquistados por ele, caso contrário os perderemos para os heróis e ídolos do dia a dia.

Não querem apenas defender seus direitos; sonham com um mundo justo e livre de desamor e preconceitos.

Não se apegam mais aos vocabulários de difícil entendimento; se informam e se comunicam pela linguagem do seu tempo.

Não querem apenas experiências; desejam e podem ser futuros formadores de opiniões e de consciências.

O fulgor da jovialidade em que lhes desabrocha todo o potencial para, por si mesmos, agirem, pensarem, interagirem, acreditarem, sonharem, defenderem, integrarem, doarem, provarem, descobrirem, aprenderem e ensinarem… Esse é o momento para que lhes aproveitemos essas vontades, direcionando-os para o BEM – Benevolência-Estudo-Moral, para que participem ativamente da construção de uma sociedade mais evoluída, com dinamismo, motivação e criatividade.

O bom mestre não se apoia em austeridades, mas em bons exemplos e desenvolvimento de suas capacidades, exercendo empatia e acreditando em habilidades. Ingressa no mundo de seus educandos, conhece seus interesses e multiplica talentos, animando qualidades, extrai-lhes o que tem de melhor, tal como se extraem seivas das árvores, purificam-nas, transformam-nas, aproveitando os melhores ativos para oferecerem como bálsamos curativos, alimentos nutritivos e maravilhosos perfumes à humanidade.

Paty Bolonha – 2011

Viver com menos
Quanto mais coisas se tem, mais tempo e esforço se gasta para administrá-las. Transformar objetos reais em arquivos digitais, reduzir os pertences ao mínimo e se manter superconectado são os princípios de um movimento que permite viver mais leve e trabalhar de qualquer lugar. Claudia Cardamone comenta.
Congresso de ciência, saúde e espiritualidade acontece em Maceió
A Associação Médico-Espírita de Alagoas promove o IV Congresso Universitário de Ciência Saúde e Espiritualidade, nos dias 21 e 22 de maio de 2011, com o tema central “A Ética da Vida, Ecologia e Espiritualidade”. As inscrições já se encontram abertas.
Cooperativa emprega ex-moradores de rua para reciclar lixo
Há 21 anos em Pinheiros, bairro nobre da capital paulista, a Coopamare tem como objetivo conseguir moradia e a reinserção social, empregando moradores de rua, e ensina vizinhança de classe média a conviver com a diferença. Cristiano Carvalho Assis comenta.
Joel em abril 27th, 2011 | Categoria: Textos | Sem Comentários -