Melhores Amigos – Cap III Zahir – O sal da terra

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Cap. III – ZAHIR – O SAL DA TERRA
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Zahir adorava sair de casa todos os dias para perambular pelos mercados da Cesaréia, observar a movimentação da turba entusiasmada, os negociantes ofertando suas mercadorias, a logística organizada pelo entra e sai de sacolas, malotes e caixarias, que continham tudo aquilo que um homem pode cobiçar para realização de seus desejos e fantasias.
Sabores e aromas diversificados, vestimentas, sedas, jóias, bebidas, especiarias…
Mas o que Zahir mais gostava era mesmo conhecer as histórias dos personagens locais, saber da vida, conhecer fatos, para poder sair contando tudo depois sobre o que ouvia. E o que era pior, muitas vezes aumentando o grau da lente de sua visão amoral para valorizar as emoções do audiente para com suas vãs filosofias .
Sentia-se orgulhoso ao transmitir informações que julgava relevantes, revelar estratégias entre os mercadores concorrentes, provocar intrigas  que acabavam em confusões irascíveis e ignorantes. Rompendo laços entre famílias que mantinham laços afetuosos de longa data.
O tratante nunca sentira-se responsável por tudo aquilo e convencia-se cada vez mais ser um paladino da verdade consonante. 
E se acusado por  sua língua ferina e malvada, defendia-se veemente, ora dizendo-se vítima, ora inocente.
Corrupto que por qualquer quantia dispunha-se a espionar e descobrir situações ou mesmo inventá-las para aviltar um inimigo conforme a conveniência de seu contratante.
Assim conseguia que amigos passassem a se detestar, esposas e esposos injuriava com calúnias até conseguir separar, patrões passaram de seus empregados a desconfiar, e empregados antes dedicados começaram a sentirem-se injustiçados e explorados, muitos desmotivados para continuar a  trabalhar, comerciantes antes justos e honestos viram-se em condições tão péssimas que decidiram que era melhor trapacear, até os índices de preços inflacionaram e tudo estava tão abalado com as notícias negativas que o caos e a crise não tardara a se instalar.
Zahir considerando-se o principal interlocutor da desordem só via nisto oportunidade e motivo para se assoberbar.
No poço da discórdia podia saber que seu nome estava lá, mas ninguém se dava conta disso, trabalhavam tanto, tentavam reverter a desgraceira e a má sorte, que mais fácil era atribuir aquela terrível situação aos castigos divinos, a ação de entidades malévolas e aos azares de toda ordem.
Em pouco tempo muitos daqueles negócios tiveram que se encerrar .
Ria o patife dos pobres falidos, noticiando-lhes os revéses com tom jocoso e atrevido, acusando-lhes as incompetências, o que fizera com que muitos não suportassem a vergonha, intentando a própria morte. 
Aproveitava-se do desespero e das extremas necessidades,  comprando esses negócios a preço de banana. Com isso tornava-se um homem materialmente rico, mas cada vez mais pobre de espírito e frio de coração.
Continuava a instaurar a mentira e a fraude sempre pensando em levar vantagens e criar somente para sí boas oportunidades.
Soubera pela boca de alguns mercadores que um homem de nome Khaléo buscava um bom ponto comercial para vender suas especiarias e Zahir sabendo disso saiu em busca do tal para oferecer um de seus imóveis em locação.
Encontrando-o não demorou a fazer pose de cidadão emérito de boa categoria.
Agradou Khaléo, dispondo-se a alugar uma de suas melhores lojas por bom preço e ainda divulgar por toda a Cesaréia a qualidade de suas mercadorias.
O velho comerciante era um empresário e sobretudo um homem impoluto e experiente, que sabia de longe reconhecer um embusteiro inconsequente. Aquele tipo de bom papo que esforçava-se o máximo para parecer extremamente bondoso e com excesso de simpatia, que escondia um caráter frívolo e de vilania, capaz de prejudicar a quem quer que fosse em beneficio próprio, prejudicando se fosse preciso até a própria família.
Para Khaléo as más intenções por trás daquela máscara eram tão claras , e tão falsa era aquela alegria, que era como se enxergasse em sua frente uma víbora dançando para encantar a presa e pronta para o bote em  inescrupulosa perfidia.
Deixou por horas Zahir expor suas argumentações pobres, demonstrando da vida quase nenhuma sabedoria. Como a maioria das pessoas que precisam convencer não só as outras pessoas de um conteúdo que não possui, mas como se quisesse acreditar em sí mesmo. Variadas e múltiplas vezes, indo e vindo a argumentação se repetia.
Estranhava porém o libertino pois que não encontrava guarida naquela “vítima” que lhe parecera num primeiro momento muito fácil, por se tratar de uma pessoa de idade avançada, e acreditando de poucos conhecimentos levando-se em conta de onde vinha.
O idoso calado, deixou o rapaz falar e falar, apenas ouvia, nem mesmo um traço em suas expressões, nem um músculo sequer se movia, não demonstrava o descontentamento mas também não lhe sorria.
Fixando os olhos no leviano parecia que daquela alma doente o velhinho era capaz de fazer  uma radiografia , e aos poucos o rapaz começou a sentir-se flagrado em seus interesses mundanos e a sua idiotia. Sentia como se sua alma vomitasse os seus interesses hostis e sujos para quem desejasse ver, despindo moralmente sua existência vazia. E mesmo tentando encontrar as palavras certas cada vez mais no diálogo se perdia, sentindo horríveis caláfrios e uma queimação no peito em forma de azia.
De repente seus olhos prorromperam em lágrimas e a garganta travada não mais lhe obedecia, era um misto de raiva e desespero, pensava em sair correndo, mas o orgulho ainda o vencia.
Khaléo tentando disfarçar não perceber as emoções em que o rapaz se debatia, saiu para calmamente selecionar as suas especiarias.
Pimentas, ervas de muitas espécies, condimentos variados, algumas cheiravam muito bem e outras fediam. Algumas doces e de bom gosto, outras que ardiam, e muito sal puro, substância incólume que a nada se corrompia. Eram muitas cores, cheiros e sabores que propagavam-se no ambiente caracterizando o ar espetacularmente.
Zahir sentindo-se mais aliviado em seu achaque nervoso, curioso em conhecer todas aquelas substâncias passou logo a especular sobre elas, para que se destinavam  e como lhes fazer gozo.
Calmamente o velho começou a explicar, aproveitando o desvio do assunto para finalmente tentar mostrar ao rapaz o quanto ele estava errado em tentar enganar seu próximo quando na verdade vinha enganando a sí mesmo.
Primeiro mostrou-lhe as pimentas e suas variações de picância.
- São lindas e muito atrativas, coloridas, chamativas, mas muitas delas basta que as toquemos para provocarem grande desconforto e urticâncias. inclusive podendo provocar a morte se consumidas sem parcimônia, só mesmo conhecendo cada uma se poderá extrair o melhor de suas propriedades e de seu interior, tornando-as benéficas e agradável de sabor.
Passou as demais ervas e deu continuidade a conversa .
- Temos aqui tempeiros, mas também remédios e até venenos letais, um mal conhecedor jamais pode utilizá-las pois pode causar sérios problemas, caso não as estude ou não consulte seus anais. As comparo com as palavras que tanto podem ser bálsamo curador ou causadoras de grande dor  e prejuízos, quando mal direcionadas, ou em ferino tom, uma mesma palavra pode destruir o que muito tempo levou para se construir de bom, mas se bem assertivas e intencionadas a mesma palavra pode consolar, alegrar e regenerar corações aflitos.
E diante de um saco de cristais intensamente brancos, Khaléo apanhou um punhado, passando de uma mão para outra mostrava-se ainda muito admirado.
 - E aqui aquele que não se deixa perverter, jamais deixa-se mostrar como verdadeiramente é, pois quem já ouviu falar do sal que se torna ínsipido na tentativa de se disfarçar? Não, o sal sempre será um sal em qualquer estado que se apresentar, sólido, líquido ou gasoso, manterá sua força e capacidade de conservar e preservar. Desse símbolo de conservação se utilizou o Maior de todos os Mestres ao dizer :
- Vois sois o sal da Terra…(Mateus 5).
Criados para sermos ativos em nossa marcha evolutiva, nunca insonsos e sem valor. Mostrarmos nossas melhores qualidades depende apenas da quantidade de esforços que fizermos em favor das nossas próprias edificações. Ainda que disfarcemos nosso caráter com os mais variados “condimentos”, mas somente o “sal moral” é que revelará de fato quem somos, pois a consciência do bem, é o sal que dará o gosto as nossas palavras, pensamentos e atitudes.Heis o sal da terra exemplificado por Jesus.
Dizendo essas palavras o ancião andou mais um pouco e abriu outra caixa, da qual imaginou Zahir que o velho tiraria mais alguma importante especiaria de sua coleção, mas dalí tirou um enorme livro, meio puído e amarelado e colocou em suas mãos.
 E aqui está a receita , o condimento certo para uma vida maviosa, que ensina a fazer um homem digno e de bem.
Este livro que parece tão velho contém ensinamentos deste  Grande Amigo, um homem que conhecia todos os segredos de paz interior e do incondicional amor e deles fez bom uso, acrescentando a quantidade exata do sal perfeito e benéfico  na vida dos homens que seguiram o seu evangelho.
Zahir um tanto macambúzio em torno de suas próprias reflexões aceitou o presente e saiu da loja disposto a mudar o comportamento e transformar suas intenções.
Dias depois voltou ao mercado para agradecer o amigo por ter lhe aberto os olhos a tempo de arrrepender-se, compreender os próprios erros e tentar corrigir as imperfeições.
Os dois tornaram-se grandes amigos e Zahir até a última hora ajudou Khaléo em obras em favor dos necessitados, sentindo-se um pouco melhor em poder auxiliar um irmão, lembrando a quem muito prejudicou em outrora.
(Respeite o conteúdo e a autoria – Paty Bolonha – 2013)
Joel em agosto 16th, 2013 | Categoria: Textos | Sem Comentários -

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Josafa
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Cap. II – JOSAFÁ – O PODEROSO
Na Galiléia por volta de 20 d.C, nasceu um menino batizado por : Josafá.
Primogênito de uma família abastada e poderosa, trouxe por destino a missão de dar continuidade ao nome e a riqueza de toda a sua geração.
Influência, fortuna e escravos explorados á exaustão eram a sua herança.
Coberto de cuidados em berço dourado, era cultuado como um pequeno Deus aquela linda criança.
Unico filho varão, o patriarca depositara nele todo seu orgulho e suas esperanças.
O menino tinha uma infância feliz, arrodeado de mimos e amas servis.
Mas em certo momento, quando completara mais ou menos uma década fora acometido por grave enfermidade, padecendo em impressionantes convulsões e constantes ataques febris.
Suava frio, tinha dores horríveis e fortes sangramentos pelo nariz.
A família entrou em colapso diante da possibilidade de perdê-lo, pois tudo piorava com o passar do tempo.
O pai via a vida de seu filho esvaindo-se qual areia fina que escapa pelos dedos, e assim entrava em profundo aturdimento.
Oferece uma signficativa recompensa aquele que pudesse diagnosticar e curar aquela maldita doença.
Por toda a localidade se espalha a notícia, e de muitos conhecedores das ciências medicinais chama a atenção.
Dentre os que se apresentam vieram médicos, curandeiros, sacerdotes oficiais, mas também curiosos e charlatães.
Alguns com propostas de cura, outros apenas movidos  pela curiosidade ou ambição.
Foram aplicados beberagens, unguentos e bálsamos, mas nenhum conseguira a definitiva solução.
Nada obtivera êxito até o momento, e dia após dia o menino definhava sem reestabelecimento, aumentando para os familiares a cota de sofrimento.
Em uma dessas visitas, um amigo aventa uma questão, fala que ouvira falar sobre um homem que vinha operando feitos maravilhosos aos doentes daquela região.
Não se sabia ao certo quem era, se um mago dado as práticas da prestidigitação ou se um sábio, mas aquela fama já corria a entrelábios.
Entre os de maior poder poucos sabiam, e os poucos que haviam ouvido falar menosprezavam a hipótese ou buscavam desmerecer, para não sofrerem retaliações ou serem taxados de heresia.
Sem outra alternativa o pai resolve arriscar, e mesmo desafiando a opinião de seus asseclas, manda o seu escravo ir atrás e trazer a qualquer custo o tal asceta.
O escravo se informa e descobre que Jesus está próximo aquele território e não demorou a encontrá-lo.
Em uma praça das redondezas o povo se reunia, alguns aglomeravam-se como se estivessem em um circo e prestes a assitir um espetáculo de magia, outros por  boa fé em seus feitos milagrosos , e outros como ato de afronta e ousadia.
O escravo se aproxima munido de duas bolsas de moedas de ouro e com respeito dirige-se a Jesus ;
- Senhor, meu dono ordena que venha curar seu filho dos ataques de epilepsia !
Jesus, olha-o compadecido e responde com cortesia :
- Diga ao seu dono que estarei lá em 3 dias .
E sem maiores delongas retorna a sua prédica .
O súdito volta incomodado e temeroso sem saber como dará a resposta ao seu dono arrogante e impetuoso.
Diante daquela refutação, o pai do doente se revolta e enfurecido manda castigar aquele que desafiara sua autoridade, mas depois passa ao estado de perplexidade e reflexão, e envia novamente o escravo para dobrar a oferta, pensando que teria sido negado seu pedido por um problema de negociação.
Tirando conclusões por sí mesmo, e tal como ele estabelece seu preço para tudo, aquele curandeiro seria um esperto que cobrava boa paga pelos seus atos “complacentes”.
E dessa vez o escravo leva quatro bolsas de moedas de ouro para Jesus, e se impressiona ainda mais com a humildade do “profeta” a quem viera buscar.
Ao avistá-lo novamente Jesus sem demora o recepciona e dirige-se a ele com presteza.
Envergonhado o escravo repete a ordem de seu patrão.
- Meu senhor ordena-o com impaciência que compareça sem demora em sua residencia ! Para isso paga-lhe em dobro do que lhe ofertara da outra vez…
E estende as bolsas com o pesado ouro.
Jesus sorri e responde :
- Pois já não vos disse que comparecerei em 3 dias a casa do seu dono ?
O servo com medo implora-o mais uma vez :
- Pobre homem ! Assim como tu também sirvo ao meu Senhor, mas com uma diferença o faço por amor e tu o fazes por temor…Vai e tenha boa fé servo fiel, pois meu Pai não abandona os aflitos e deles será o reino dos céus . Diga ao seu dono que prepare no terceiro dia o melhor banquete, devolva-lhe o dinheiro pois não o preciso .
Novamente o abnegado serviçal retorna ao palacete amedrontado pois sabe que não conseguirá escapar de severa punição por ter tido seu intento frustrado .
Ao transmitir a informação ao patrão, sente calafrios e tremem suas pernas e suas mãos.
Ensandecido o homem empalidece de tanto ódio, explodem seus olhos em vermelhidão. Chama seu capataz mais forte e manda que dê uma surra no escravo e deixe-o vários dias alimentando-se somente de pouca água e pão.
Ao levantar a chibata para açoitar o pobre criado, o feitor é tomado por torpor sem explicação e tomba ao chão como se estivesse fortemente embriagado.
O servo que seria castigado agradece em pensamento ao abrandamento de sua penalização .
O pai do menino entra em estado de descrédito e alienação, e esquecendo as possibilidades de ser atendido pelo tal Jesus, desesperado vê naqueles dias só piora da situação.
Um filho delirando, com o corpinho enregelado quase em morbidez, em febre incessante , o coloca em estado de tristeza extrema e insensatez .
A casa que fora palco de muitas festas, brincadeiras e alegrias, agora parecia uma tumba escura, silenciosa e fria. A morte se anunciava sem demora, e poucos arriscavam a ofertar apoio naquelas penosas e arrastadas horas.
Uma das amas que ouvira o recado trazido  pelo servo, ousa em ir a cozinha e prepara o banquete, imagina ao menos que se não comparecesse como prometera o profeta arguto, serviria aquele alimento ao menos para aliviar a fome dos que estivessem de luto. E preparou a refeição com carinho, em última  homenagem ao seu amado patrãozinho.
No terceiro dia conforme combinado chega na mansão sombria, um homem simples acompanhado de alguns discipulos e pediram pela licença do patriarca familiar. Mas de tão prostrado pelo desgosto, o pai de Josafá, não encontra forças nem para se opor a entrada de Jesus, apesar de odiá-lo por ter desafiado seus imperativos gostos.
Ao cômodo onde encontra-se a criança já quase sem vida adentra a pequena comitiva.
Jesus toma o menino ao colo e sobre ele impõe as mãos, erguendo seu clamor ao Pai Maior em fervorosa oração. Os discipulos o seguem e também todos aqueles que compõem aquela cena em franca comoção. Dirigem seus pensamentos de amor e desejo de recuperação, e não tarda a ser observada na criança alguma reação.
Primeiro Josafá abre os olhos e seu corpinho estremece , absorvendo todas a energias daquela suma prece. O semblante onde antes se via apenas dor fora se aliviando, e a temperatura alta transforma-se em abundante suor, a face  lívida começa a voltar a cor.
O pai que estava incrédulo, e já considerava todo aquele rito um ato de heresia, ao penetrar na câmara e rever o filhinho sorrindo e descansando em paz que há muito não se via,  é tomado por uma imensurável sensação de emoção e alegria. Joga-se de joelhos aos pés do leitoe chora comovido, e sente abraçar-lhe dois bracinhos envolventes.
Extremamente grato aquele que promovera a volta da felicidade e da saúde naquele lar, ordena serviçais que preparem o ágape para a comemoração.
Jesus estão dirige-se a ele e pede com sua habitual lisura :
- Peça que busquem também aquele ouro que me ofereceu em troca de sua cura …
Os discipulos olham-no com estranheza pois jamais viram o mestre cobrar um único ceitil ou pedir qualquer coisa em troca de suas obras.
O grato pai ordena aos escravos  que dobrem mais uma vez a quantia e tragam o pagamento, imaginando que assim poderia voltar a contar com seus favores em qualquer momento.
Quando chegam as bolsas com os valiosos talentos, Jesus exclama :
- Senhor não é a mim que estais devendo pela melhora de seu filho, mas sim a todos esses que o acompanham e servem por tanto tempo.Enquanto estiveras sem condições de fomentar seus proventos, ou de orientar os seus a contento, foram eles que permaneceram ao seu lado, trabalhando e dando-lhe o necessário encorajamento. A mim nada deveis, nem ao meu Pai, a quem sirvo por amor, e isso plenamente me satisfaz.
E conclui Jesus com a mais absoluta razão :
- Mais valiosos que os tesouros da terra são os tesouros do coração…
Assim o pai de Josafá compreende que não fora devidamente reto com seus serviçais até então, e consciente da lição recebida, sente sua alma iluminada e aquecida pelo sentimento da gratidão. Distribuindo entre todos os criados uma merecida quantia, promete-lhes que nunca mais naquele lar haverá desumanidade e agonia.
Convidando todos ao banquete para compartilharem de sua imensa alegria, lembra com arrependimento que deixara um dos seus fiéis servos sem comer há dias, pede que vão buscá-lo, pedindo perdão e anunciando de todos a alforria.
Jesus se despede abençoando aquela família, desejando que realmente vivam agora em paz e harmonia.
Josafá cresceu saudável e herdando do pai a supremacia, torna-se um soberano justo, honesto, e muito amado por todos os seus criados e tutelados .
(Paty Bolonha – Respeite o conteúdo e autoria – 2013)
Joel em abril 30th, 2013 | Categoria: Textos | Sem Comentários -

Capitulo I – João, O soldado

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Cap. I – João, O soldado .
 
Oi, sou João.
Filho de Maria Isabel,
Nascido em meio ao sertão,
Donde o sol abrasa a terra qual fogueira de anunciação.
 
Onde tudo parece miséria,
Onde domina a tristeza,
Que sem ter o que por na mesa,
Lutam pra não perecer,
Qe clamam por esperança, e reza o povo cantando pra chuva aparecer.
 
E em meio a cantoria, heis que surge a mãe : Maria.
Com o menino pela mão.
Entrega ao pároco e diz.
- Já não posso criar mais e lá em casa tem mais seis .
Mas esses já são “maior”, e tendo mais idade vão trabaiá em otra cidade.
em construção, prantação…mas esse coitadinho, tão mirrado pobrezinho, num guenta nem com ancinho e nem com o enxadão.
 
Por lá era tão comum entregar filho pra igreja que o padre só concordou.
Segurando  a criança ,continuou a andar  nem dando conta sequer das lágrimas que corriam na face daquela mulher.
 
E aí começa a história, a história de João e do encontro com seu melhor amigo.
 
Entre tantos outros meninos na mesma condição, João era o mais franzino, mas nem por isso poupado nas tarefas daquela congregação.
Da faxina de esfregão,
As panelas do fogão, todos entendiam que alí o lema era : Respeito e Colaboração.
 
Alguns freis mais austeros, outros verdadeiros irmãos , mas na sua maioria eram homens muito bons.
E apesar da ausencia da verdadeira família, João era uma criança feliz.
Alí tinham água para a sede saciar, pão e roupas, e um colchão para poder descansar.
Tinha disciplina riigida e acesso a educação.
Hora para estudar,
Hora para trabalhar,
Hora para comer,
Hora para brincar,
E sagradas horas para rezar.
E numa dessas horas de preciosa meditação,
Que João encontrou um amigo que lhe ofereceu uma inesquecível lição.
Foi nesse dia que o menino entendeu o conceito do autoperdão.
 
De olhar fixo a cruz do altar, os pensamentos infantis divagavam entre o ser e o estar.
Estava alí mas não estava.
Era apenas um garoto mas tinha impressões que já experimentara outras experienciações.
Sua mente voava para outros lugares,
Lugares mis distantes,
Outras eras, outros instantes.
 
Uma mão plácida toca seu ombro e o rapaz percebe a companhia com assombro.
Um Homem de barba cerrada e madeixas longas.
De expressão tênue entretanto resoluta.
Joâo já o conhecia pelas imagens , e sabia que era Jesus com certeza absoluta.
 
O menino porém não trazia mais a aparencia da meninice, mas sim de um homem na média idade.
E a paisagem ao redor tampouco se parecia com a da sua cidade.
Tudo era diferente, o solo, a vegetação, as vestimentas…
Era possível entender que se estava sonhando fora transportado a uma época muito aquém.
Na face a rusticidade, no corpo o traje militar,
Escudo e espada em punho, a postura de um guerreiro pronto para se defender ou atacar.
 
O soldado ainda trazia nas mãos o sangue da última batalha, nos ombros o cansaço e na mente o peso da culpa acumulada por anos de profissão, ao servir os exércitos soberanos.
Não por vocação mas pela imposição hieráquica dos clãs romanos.
Já ouvira falar de um homem nazareno que vinha causando polêmicas e variadas impressões .
Desde a cólera dos que temiam perder poderes, aos mais humildes votos de admiração e gratidão.
 
Ele curava chagas, multiplicava pães,
Contava-lhes histórias , e com isso despertava profundas emoções.
Chamavam-no : O Cristo.
Seguiam-no e entregavam-lhe seus corações.
 
O bravio soldado sentiu as pernas bambearem e caiu em pranto aos seus pés
Jesus ofereceu-lhe a mão para que se soergue do chão.
As lágrimas corriam ácidas sobre aquele rosto amargurado,  que mais do que tudo implorava por  perdão.
 
Na mente as imagens de tantas vidas ceifadas no fio daquela espada.
Tantas mães a chorar na sangria dos filhos por ele derramadas.
Tantas feridas, tantas almas atormentadas…
 
Ao tocar aquelas mãos por um instante viu-se envolto por grande luz que o livrou por um instante das perturbações.
Colocando-o em pé, Jesus o convidou a caminhar de seu lado,
E João viu renovada sua esperança e fé.
Ao avistar a frente uma pequena nascente de água límpida , a boca seca e os lábior ardentes clamaram por aquele líquido sagrado e a disposição. E João até esquece do Novo Amigo e corre para lá, ajoelhando-se avança rapidamente com as mãos em concha, na ansia de aplacar aquela terrível sensação.
Umaa carência que o consumia  nas brasas febris da ensolação.
Mas conforme movimentava o liquido com velocidade, a água turvava-se e sumia no turbilhão.
Rareava, e tornava impossível de sorvê-la.
 
Misturada aos sólidos, tornava-se insalubre.
E a sequidão só fazia aumentar.
Jesus observava ao longe a frustração daquele pobre homem em não poder solucionar uma necessidade por uma mal elaborada ação.
Entre a angustia e a ira, em ensandecida lamentação.
O desconhecimento e a impaciência lançaram-no a dolorosa consequencia .
 
João percebeu-se flagrado por dois olhos claros, serenos , de um amor consagrado em um espírito de elevada condição.
Jesus sorri e senta com ele próximo, pede que aguarde com calma a retomada do curso d`água, que após um tempo recompôe-se, filtrando na areia suas impurezas e filtrando-se sózinha.
Logo a água podia novamente ser bebida, e dessa vez sem pressa, com todo cuidado no manejo, João mata a sede em um córrego limpinho.
 
Ao longo do tempo João compreendeu a lição do amigo-mestre, onde todos somos como aquele fluxo de água, criados puros, mas no anseio de aplacarmos as vontades e o que acreditamos por necessidades, nos agitamos impacientes, e sem analisarmos escolhemos partir  em ações apressadas, impensadas e inconsequentes. Agregando resíduos, contaminando o espírito, pesando ao longo da jornada.
Mas o amor do Criador nos dá o tempo necessário para que como aquele leito de água possamos nos recuperar, aprender a filtrar as impurezas e a esperar, agir com consciência e buscar conhecimento para não mais errar.
 
Também foi possível entender sua história atual conhecendo a de outrora, a história de um João agora nascido no sertão,
ainda sequioso, não só da água que provém o corpo material, mas da água provinda da fonte viva de amor espiritual.
Aquele que um dia lhe falou : ”  Quem crê em mim nunca terá sede …João 6:35.
 
João não tinha raiva da mãe que o abandonara pois sabia-se devedor por um dia ter afastado muitos filhos de suas mães tmbém, mas tinha por ela a gratidão por tê-lo dado a oportunidade de conhecer tantas outras pessoas boas em sua vida, sobretudo ter lhe proporcionado aquele encontro com Aquele que tornou-se seu Melhor Amigo, o Verdadeiro Amigo, com quem sabia poder contar em todas as suas horas .
 
(Paty Bolonha – 2013 – Respeitar a autoria e o conteúdo)
Joel em abril 5th, 2013 | Categoria: Textos | Sem Comentários -

Apostilas da FEB-Federação Espírita Brasileira

Diversos

Para baixar apostila da Federação Espírita Brasileira, clique no endereço abaixo:

http://www.dij.febnet.org.br/evangelizador/banco-de-aula/

Joel em fevereiro 19th, 2013 | Categoria: Diversos | Sem Comentários -

Dona Filó Sophia: Ínicio, Meio de Fim – Cap.XX-Um Deus Chamado Amor

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D. FILÓ SOPHIA : ÍNICIO, MEIO E  FIM
CAP.XX
UM DEUS CHAMADO AMOR
 
 
D. Filó adentrou na sala de professores e não pode ignorar uma acalorada discussão de seus colegas sobre o tema “As Religiões e Suas Fundamentações”. Cada qual buscando ser o potentor da Verdade, pelos seus dogmas e diferenciadas argumentações.
 
Era impossível não perceber que a maioria defendia a crença em um “Deus” cheio de orgulho e sanha, a punir com crueldade, cobrando altos percentuais por seus feitos milagrosos e façanhas. Uma figura personificada, fastuosa, sentada em Seu trono, rodeado de ouro e vitrais lá no Alto da Sua Morada.
Selecionando rigorosamente a quem premiar com  Felicidade.
 
A Professorinha pensou com seus botões :
 
- Lamentável só assim reconhecer o Criador, energia límpida que emana do todo, sem necessidade de vários nomes, nem pronomes de tratamento como Vossa Onipotência ou Senhor, mas que  chamassemos todos, única e simplesmente de AMOR.
Energia em sua plena organização, que forma e transforma, dinâmica e inteligente, de ação e reação. Cientificamente ponderada, mas que em forma romantizada como deseja a maioria,  podemos conceber como os melhores sentimentos que o espírito em evolução pode desenvolver, até alcançar em diversas experienciações  a  sua plenitude. Indegradáveis e eternos, que acionam faculdades extraordinárias, mas que nada possuem de espetaculoso ou sobrenaturalidades. O aprimoramento intelectual e moral do homem desperta a Divindade presente em forma de sentimentos conscientes, o chamado Bem – Benevolencia, Estudo e Moral na sua concepção mais genuína e essencial.
 
Ficaria contente se no futuro as pessoas  pudessem reconhecê-lo simplesmente assim, pelos melhores sentimentos que pudessem desenvolver em sí, o respeito pelas opiniões, aceitar as diferenças, exercitar a compaixão, praticar a caridade sem propósito de troca ou esperar gratidão, a esperança e a luta incansável pela paz entre os povos, o interesse na igualdade econômico- social, a temperança, a alegria nos sorrisos de todas as crianças. Esse sim talvez a mais perfeita forma material que o Divino poderia escolher para aparecer. 
 
Talvez por isso Jesus e outros grandes homens, espíritos superiores, que por aqui já passaram tentaram nos mostrar, pois substitua em qualquer referência a Deus que esses mestres nos ensinaram, pela palavra Amor e perceba se não seria mesmo assim :
 
- Não crês que estou no Pai e o Pai está em mim ? As palavras que vos digo nâo as digo de mim mesmo, mas o Pai que está em mim é quem faz as obras . (Jesus)
 
- O homem quando, pela sua perfeição, se houver aproximado de Deus, ele O verá e compreenderá.”
 
E tantos mais ensinamentos que indiferem de doutrina mas que nos direcionam igualmente a um mesmo caminho, verdade e vida, colocando-nos como de Deus, Amor legítimo e cabal, sua obra mais linda e amada, onde sem pedir favores, cobrar taxas ou louvores ou precisar de licença para entrar, faz a Sua morada. Que nos permite a aprendizagem pelas próprias escolhas e capacidades e que vai se fortalecendo a medida que O aplicamos com consciência e sinceridade.
De nada servem os símbolos os rituais ou as terminologias quando apenas O usamos por interesses egoístas, desfrutando da Boa Vontade em uma sensação remota e artificial para ” Nosso poder e alegria…”, apenas pensando no benefício individual. Se a Grandeza Misericordiosa do Pai Universal é adimensional, porque destinaria alguns a eternidade infernal e a outros a assunção celestial? 
 
E se os Filhos desejarem conhecer o Pai, pois  saibam que nem na figura de barro, escrito no papel ou mesmo no céu, não O encontrarão. O reconheçam tão somente no AMAR, Ação Moral, Amor Real. O único  milagre que conduzirá a humanidade a felicidade e a salvação.
 
(Paty Bolonha – 2012, respeite o conteúdo e a autoria)
Joel em novembro 28th, 2012 | Categoria: Textos | Sem Comentários -

Dona Filó Sophia: Ínicio, Meio e Fim – Cap.XX Game Over

Diversos
D. FILÓ SOPHIA : ÍNICIO, MEIO E FIM .
 
CAP. XX
 
GAME OVER
 
Não haviam edições de jornais que crimes e tragédias correlacionados ao tráfico de entorpecentes não estampassem as páginas policiais.
 
As denominadas drogas ilegais compostas de substâncias viciantes, envolvem e seduzem almas de caráter vacilantes.
 
Que não conseguem definir-se, que buscam a inclusão, que desejam prazeres ou que choram em solidão…afinal, quem são ?
 
Personagens que adentram em um cenário de ilusão, buscando grandes emoções e alegorias, fugindo dos monstros que os assombram no dia a dia.
 
Em labirintos sem saída se deparam, e encontram  pelo caminho o que a humanidade mais teme : O horror, o abandono, e a morte, onde para nocauteá-los nem sempre basta a vontade ou um belo golpe de sorte.
 
Esses terríveis e implacáveis vilões levam embora seus sonhos e sugam até a última gota de suas energias vitais, reduzem seu tempo no jogo da vida, fazendo-os escravos, prisioneiros espirituais.
Tornando-se impossível avançar nas casas da evolução, sucumbem e definham em sofreguidão…
 
Por isso D. Filó que já andava bastante apreensiva com o problema, resolveu que suas crianças e jovens iria proteger, e lançou o seu lema :
 
” Drogas, nesse jogo eu não entro não …da vida sou um vencedor”
 
E nossa pequena heroina de grande coragem, saiu a combater as causas deste flagelo moral que assola a humanidade. Investindo firmemente no intuito de salvar tantas vidas por este mal subjugadas, zumbis em farrapos destruídos pelas bombas da desilusão, mergulhados em abismos profundos de tristeza e dor, perdidos no nada.
 
- São vítimas sociais ou almas atormentadas ?
 
Não importa, são espíritos doentes, e precisam urgentemente serem curadas, resgatadas, abraçadas, amadas…conscientizadas… munições poderosas que devem ser colocadas em ação no combate dessa assustadora questão.
 
Neste jogo não levaria mais “GAME OVER”, defenderia seu espaço, o planeta do BEM – Benevolência, Estudo e Moral , entrando para ganhar com arma de mais poderoso alcance e precisão, essa sim  a única capaz de transformar e multiplicar forças e que se chama : EDUCAÇÃO .
 
 
” A todos os heróis que fazem parte desta Liga Extraordinária e auxiliam nesta missão de amor:  Um lindo e Feliz Dia do Professor “.
 
 
 
 
CONTINUA…
 
(Paty Bolonha -respeite o conteúdo e a autoria )
 
Joel em outubro 25th, 2012 | Categoria: Diversos | Sem Comentários -

Confiar é Seguir

Diversos
Confiar é seguir
(letra e melodia Paty Bolonha)

O teu Senhor enaltece
Erguendo a voz em prece
Mas se vê sem esperanças…

Entregando-te a intemperança
Reclamando a porfiar .
Humilhando-te aos Meus pés
Não silencia para ouvir a Minha voz
Pedindo-te a própria fé.
Confiar é seguir. (Refrão)
Deixa-Me te conduzir .
Vem comigo meu amigo
Os joelhos não precisam estar dobrados
Levanta e anda ao meu lado
Somos irmãos em um mesmo Pai.
Para Ele somos iguais : Filhos amados.
Confiar é seguir. (Refrão)
Deixa-Me te conduzir .
Prepararei teus caminhos
Te levarei ao Amor.
Cuidarei dos teus afetos.
Proverei teu alimento
Dissiparei teu temor.
Confiar é seguir (Refrão)
Deixa-me te conduzir…
Joel em outubro 14th, 2012 | Categoria: Diversos | Sem Comentários -

Textos

D. Filó Sophia em  Inicio, Meio e Fim Cap. XVII As Diferenças são tão Iguais.    

Iniciava-se o semestre após as férias de inverno. O liceu voltava a iluminar-se com a presença animada das crianças no cotidiano hodierno. Cheios de disposição e cadernos, lá vinham os pequenos, saudando colegas e professores com afeto fraterno.   – Olá Menino ! – Gritaram Verônica e Luzia. – Quanta falta sentí de vocês meninas ! – Olhem, olhem , lá vêm chegando Evangelina ! – D. Filó, D. Filó …chegamos…- Anunciaram as quatro crianças em coro efusivo.   A Professora ergueu os olhos, estampando no rosto um sorriso largo para receber seus pupílos. Perceberam eles que ela não estava só dessa vez, com ela um garoto , sentado em um cadeira de rodas, a acompanhava, e puderam notar que tinha um semblante simpático e expressivo.   – Crianças, este é Cândido, um novo amigo para todos nós . Vocês irão perceber que nossos espaços foram adaptados para o recebermos bem, para que sinta-se confortável e protegido de perigos causados por empecilhos ou obstruções. Nossos irmãos que possuem limitações tem esse direito, aliás outros mais, como o direito de locomoção, permanência, e ativa participação na sociedade como qualquer outro cidadão, e ter assegurado os direitos de acessibilidade e assistência, de saúde, a trabalho compatível, a cultura e a educação. Cândido, assim como tantos outros irmãozinhos que por alguma razão apresentam insuficiências físicas ou mentais, podem possuir algumas pequenas diferenças, mas não resta dúvida que aos olhos de Deus os seus Filhos amados são todos iguais. Nossa ignorância muitas vezes não percebe a riqueza da inclusão, o bem conviver com as diferenças é um tesouro de incalculável valor, onde se ensina e se aprende pelo verdadeiro amor.   Logo o grupo já estava completamente entrosado, gentil e naturalmente todos propunham-se a ajudar. O que Cândido tinha por restrição na dificuldade de movimentação, sobrava em inteligência, franco humor e comunicação. Compartilhando com os amigos seus conhecimentos, era feliz e admirável por sua capacidade de superação. Uma prova de que o que nos faz diferentes ou iguais, é aquilo que chamamos de sintonias espirituais.     (Paty Bolonha – Respeite a autoria e o conteúdo)

Joel em junho 22nd, 2012 | Categoria: Textos | Sem Comentários -

Evangelização infanto-juvenil

Textos

Evangelização infanto-juvenil

Autor: Heloísa Pires

Lendo os jornais, observando os problemas do planeta Terra no momento  atual começamos a entender a importância da evangelização. Nos países de primeiro mundo a violência infantil é terrível; nos Estados Unidos, crianças matam amiguinhos e adultos com a mesma facilidade com que trocam de roupa. A incompreensão da finalidade da existência, a violência estimulada nos filmes e jogos de computador, a falta do diálogo com os pais, são alguns fatores geradores do desequilíbrio dos reencarnantes que, como explica o Livro dos Espíritos, vieram à Terra preparados para a vitória.

Como vamos preparar crianças e jovens para enfrentarem o momento difícil de transição que a Terra atravessa, sem conscientizá-los da necessidade de fazermos ao próximo o que desejamos que o próximo faça?

A conscientização é possível através do estudo das palavras e exemplificação do nosso irmão mais velho Jesus de Nazaré.

O Livro dos Espíritos explica que Jesus é o modelo de homem ideal. O pensamento de Jesus, a sua paranormalidade excepcional, fruto da evolução espiritual, a sua capacidade de cura, atraem crianças e jovens que meditam então sobre o caminho da ética que conduz o homem ao desenvolvimento da serenidade e da capacidade de amar.

No momento atual encontramos no capítulo de A Gênese: Jesus, milagres e profecias, e nos estudos do Evangelho Segundo o Espiritismo, uma fonte preciosa para o desenvolvimento da auto-imagem positiva indispensável ao crescimento espiritual do homem, para o seu equilíbrio emocional.

O Evangelizador precisa conhecer a Doutrina Espírita.

Amar as crianças, porque educar é um ato de amor.

Compreender as necessidades das crianças.

a) Ser amada; aceita com as suas facilidades e dificuldades.

Basta nos lembrarmos da aceitação do Plano Espiritual Superior, em relação às nossas necessidades.

b) Formar auto-imagem positiva. Depende da nossa aceitação da criança e da compreensão dos princípios básicos do Espiritismo, entre os quais a Reencarnação. Jesus nos auxilia: sois deuses e luzes.

c) Propiciar os estímulos necessários que desenvolvem a criatividade e a capacidade de análise e crítica construtiva. Não vale formar papagaios repetidores. As tarefas apresentadas na Casa Espírita devem permitir a construção do pensamento da criança em um sentido positivo, na construção da couraça da fé e da caridade do apóstolo Paulo.

d) Desenvolver o bom humor, o otimismo, a alegria saudável e responsável. O equilíbrio emocional, que como lembra Daniel Goleman, é tão ou mais importante do que o intelectual.

e) Entender o Evangelho como possibilidade de integrar a criança, o jovem e o maduro, como peça útil numa sociedade necessitada.

Formar, como lembra José Herculano Pires, elementos indutores ao progresso.

f) Desenvolver a compreensão das palavras de Paulo sobre a Caridade, única forma de transformarmos a nossa sociedade para melhor.

Conclusão: A Evangelização na Casa Espírita vai desenvolver, como queria Kant, as perfectibilidades do indivíduo: as potencialidades, como explica o Espiritismo. Vai fazer surgir o “Homem de bem” do Evangelho Segundo o Espiritismo”…

Joel em junho 20th, 2012 | Categoria: Textos | Sem Comentários -

Forum da Mocidade Espírita (Facebook)

Diversos

Joel em maio 30th, 2012 | Categoria: Diversos | Sem Comentários -