Evolução material e espiritual II

Planos de Aula

Evolução material e espiritual II

Prece inicial

Primeiro momento: iniciar escrevendo no quadro a palavra EVOLUÇÃO. Perguntar aos evangelizandos o que significa. Evoluir é mudar para melhor. Evolução é sinônimo de progresso, de transformação positiva.

Segundo momento: contar a história E=E+E+T+P. Se possível, leve para a sala de aula um skate, bilhetes azuis e o e-mail, a fim de ilustrar a narrativa (os bilhetes podem ser distribuídos aos evangelizandos, a medida que se conta a história). Conversar com os alunos acerca da história, perguntando qual a mensagem, o que é preciso para evoluir (ESTUDO, ESFORÇO, TRABALHO E PERSEVERANÇA).

Terceiro momento: colocar vários objetos em cima da mesa: telefone, lâmpada, caneta, chuveiro, remédio, livros. Perguntar se eles sabem como surgiram aqueles objetos. (Alguém um dia acordou e disse: Hoje vou criar o telefone? Não.) Todos esses objetos foram resultado de muito estudo, esforço, trabalho e perseverança. Lembrar que:

-Alexander Graham Bell, o inventor do telefone, nasceu em Edinburgo, na Escócia, em 1847; em 14 de fevereiro de 1876, solicitou a patente pelo “telefone elétrico falante”;

-Thomas Alva Edison estudou e trabalhou muito para criar a lâmpada elétrica, fez milhares de tentativas para conseguir o sucesso almejado;

- as vacinas e os remédios são utilizados após anos de pesquisa e trabalho;

-o primeiro povo que utilizou a escrita, que origina os livros, foram os Simérios, que viviam no sul da Mesopotâmia (hoje Oriente Médio), há 3.000 a.C;

- a água encanada é resultado de trabalho e pesquisa de muitas pessoas.

Pedir, por um momento, que eles imaginem a vida sem água encanada, sem remédios, sem escrita, sem telefone. Concluir que evoluir é importante, muda para melhor a vida das pessoas (água encanada, luz elétrica), saúde (vacinas, remédios), divulga o conhecimento (livros). Perguntar que tipo de evolução é esta? Evolução Material. Essa evolução não acontece de um momento para outro, é fruto de muita pesquisa, trabalho, esforço e persistência. Levar um cartaz (ou escrever no quadro) EVOLUÇÃO = ESTUDO + ESFORÇO + TRABALHO + PERSISTÊNCIA.

Quarto momento: perguntar que outro tipo de evolução existe? Evolução espiritual. Evoluímos espiritualmente quando, através de nossas atitudes e pensamentos, nos esforçamos para ser uma pessoa melhor. Também essa evolução não acontece de uma hora para outra, precisamos de:

- ESTUDO: analisar nossas atitudes para ver como podemos mudar;

- ESFORÇO E PERSISTÊNCIA: é preciso esforçar-se para ser uma pessoa melhor, mais caridosa, mais fraterna. A mudança não ocorre de um dia para outro; ninguém diz: “agora tenho paciência” e passa a sempre ter paciência; é preciso esforçar-se para, a cada situação, ser paciente, até que tenha realmente desenvolvido a virtude da paciência. Não se pode desistir, é necessário perseverar, continuar tentando, dedicar-se a mudar;

- TRABALHO: trabalhar-se internamente, vigiando as atitudes para ser alguém que toma as decisões certas, é educado, gentil, faz o bem, respeita os outros; é um trabalho interno de melhora, onde a pessoa, por meio do seu esforço, se torna melhor.

Quinto momento: pedir que as crianças citem exemplos de como podemos evoluir espiritualmente:

- estudar, fazer os temas;

- participar das aulas de evangelização;

- ajudar nas tarefas domésticas;

- cuidar do irmão sem reclamar;

- não falar mal dos outros;

- respeitar todas as pessoas;

- cuidar dos bichos de estimação;

- não ficar emburrado;

- emprestar os brinquedos e os livros;

- cuidar do que pegou emprestado, etc.

Sexto momento: distribuir a cada criança o desenho de um coração, a fim de que eles escrevam em um dos lados uma qualidade que eles possuem e no outro lado uma atitude que eles desejam melhorar ou uma virtude que eles queiram conquistar (evolução espiritual).

Sugestão de texto para distribuir aos evangelizandos:

Evolução Material e Espiritual

Evoluir é melhorar, é ter boas atitudes e melhores condições de vida.

Existem dois tipos de evolução: a evolução material e a evolução espiritual, que são resultado do ESTUDO, ESFORÇO, TRABALHO E PERSEVERANÇA dos seres humanos.

EVOLUÇÃO MATERIAL é a melhora das condições de vida das pessoas. Antigamente os seres humanos viviam em cavernas, andavam a pé ou a cavalo e comiam o que encontravam nas florestas. Com o passar dos séculos, as pessoas passaram a morar em cabanas, usaram o fogo, descobriram a roda, plantaram frutas e vegetais para comer. Nos dias de hoje moramos em casas, usamos carros, temos roupas que nos esquentam, produzimos vários tipos de alimentos. O homem vem evoluindo materialmente, adquirindo melhores condições de vida, de saúde, de divertimento e de trabalho.

EVOLUÇÃO ESPIRITUAL é a mudança para melhor das atitudes das pessoas, quando elas aprendem amar e respeitar o próximo. Nos primeiros tempos, as pessoas viviam em pequenos grupos que brigavam entre si. Aos poucos os indivíduos foram viver em vilas e descobriram que juntos podiam viver bem melhor. Hoje moramos em cidades, valorizamos a família, dividimos os afazeres do trabalho e do lar, obedecemos às leis, estudamos, trabalhamos e estamos aprendendo a fazer o bem e ajudar os outros.

Temos muito a crescer e a evoluir ainda, para vivermos em um planeta onde não existam brigas, nem ódio, onde haja paz, e as pessoas se ajudem. Cada um de nós deve fazer sua parte, estudando, fazendo o bem e ajudando os outros.

Importante: caso o tempo disponível para a aula não seja suficiente para abordar os dois tipos de evolução, pode-se dividir a aula sugerida em duas etapas: em um encontro aborda-se a Evolução Material e no seguinte (após uma recapitulação breve da aula anterior) desenvolve-se a parte da aula acerca da Evolução Espiritual.

Prece de encerramento

História:

E = E + E + T + P

Os olhos de Talita brilharam quando ela viu o presente enviado por sua tia: um skate. Seus primos tinham o brinquedo, mas não deixava ela andar, dizendo que ela era muito pequena e podia se machucar. Talita sonhava em um dia disputar os campeonatos de skate que assistia pela televisão e fazer todas aquelas manobras radicais.

Pegou o skate, pôs um pé e … caiu. Percebeu então, que ao lado do skate havia um capacete, joelheiras, cotoveleiras e um envelope. Colocou o equipamento de proteção e descobriu que no envelope havia uma carta . Nela a tia parabenizava a sobrinha pelo aniversário e lembrava que andar de skate pode ser perigoso e que era necessário uma qualidade que Talita ainda não tinha: paciência. Mas dizia também que para aproveitar bem o presente, Talita deveria usar a fórmula: E = E + E + T + P, que vinha explicada em 3 bilhetinhos azuis, numerados. A garota deveria abrir um bilhete por dia, a fim de entender o recado.

A garota achou estranho, mas adorava a tia, que sempre tinha idéias divertidas, e resolveu entrar na onda.

Assim, abriu o bilhete número um. Nele estava escrito apenas: EVOLUÇÃO = ESTUDO + E + T + P. Abaixo, em letras menores: Observe os bons exemplos. O que era aquilo? Uma fórmula de matemática? Ela não entendeu. Foi perguntar a sua mãe, que respondeu com uma cara de quem já conhece o esquema:

- Acho que tua tia está querendo te ensinar a andar de skate.

Como assim? A mãe disse então que aprender é uma forma de evoluir e que a tia devia estar se referindo a aprender a andar de skate. E que não diria mais nada. A garota ficou mais intrigada ainda. Entendeu a parte da EVOLUÇÃO, mas e ESTUDO? Como assim, estudo? Ela não conhecia sites de como andar de skate, não havia livros sobre o assunto… Pensou um pouco e resolveu ir até a pista de skate perto de sua casa, para observar os bons exemplos, conforme dizia o bilhete.

Chegando lá, tentou novamente andar e… nova queda. Só que desta vez ela estava de capacete, joelheiras e cotoveleiras. Sentou em cima do skate e ficou observando… Olhou como os garotos faziam com os braços e as pernas para se equilibrar. Logo tentou novamente, ficou em pé em cima do skate e …caiu de novo. E assim passou a tarde: observava, estudando os movimentos dos outros meninos skatistas e tentava fazer também. Chegou em casa, à tardinha, exausta, mas satisfeita com os seus progressos.

No dia seguinte, abriu o segundo bilhete. Nele estava escrito: EVOLUÇÃO = ESTUDO + ESFORÇO + T + P. Mas era o que ela havia feito no dia anterior: estudava os movimentos dos garotos e se esforçava para fazer igual. Assim, ao final do segundo dia, Talita já andava de skate, mas sem a graça e a leveza que ela tanto admirava nos outros skatistas.

Ao abrir o terceiro bilhete, a garota já não tinha o mesmo entusiasmo, afinal, ela já andava de skate. O bilhete dizia: EVOLUÇÃO = ESTUDO + ESFORÇO + TRABALHO E PERSEVERANÇA. Quando voltou para casa naquela tarde, percebeu que era verdade o que diziam os bilhetes, pois para participar dos campeonatos de skate seria preciso muito trabalho, durante muito tempo, afinal, as manobras radicais não eram tão fáceis como ela imaginou.

Naquela noite, havia um e-mail para Talita. Era de sua tia, perguntando se ela havia gostado do presente e se havia aberto os bilhetes na ordem certa. Nele a tia também explicava que, assim como para andar de skate, que é um tipo de aprendizado, para aprender a ter paciência Talita poderia usar a mesma fórmula: EVOLUÇÃO = ESTUDO + ESFORÇO + TRABALHO + PERSEVERANÇA. Estudar suas atitudes, entendendo quando e por que fica impaciente, esforçar-se para mudar, trabalhar a paciência, praticando-a todos os dias e ser perseverante, ou seja não desistir de ser mais calma e ter paciência quando a situação exigir. Terminava o e-mail prometendo que viria, em breve, ver os progressos da sobrinha skatista.

Talita guardou com carinho o envelope com os bilhetinhos azuis e o e-mail da tia. Aquele foi um aniversário especial, pois aprendeu a usar a fórmula E = E + E + T + P para se tornar uma boa skatista e, principalmente, para adquirir outras virtudes importantes ao longo de sua vida.

Claudia Schmidt

Família – liberdade e limites

Prece Inicial

Primeiro momento: contar a história Liberdade e limites na família usando fantoches de dedo, gravuras coladas no quadro ou álbum seriado. Em nossa aula usamos o “Kit Avental” - é um avental feito de feltro que o evangelizador veste e vai contando a história e colando os personagens no próprio avental. Eles podem ser feitos de feltros com velcro ou de papel mais grosso, como cartolina ou cartão e colados com durex mais largo. Utilizamos desenhos de bonecos tipo palitos que são fáceis de desenhar. Veja abaixo os modelos e a história.

Segundo momento - questionar aos evangelizandos:

§ Qual o ensinamento dado pelo pai?

§ O que fez a família a partir desse ensinamento?

§ Falar sobre as regras de cada família e de cada escola.

§ O que é necessário em uma família para haver harmonia no lar?

Terceiro momento: confeccionar uma flor onde no centro (miolo), se escreverá a palavra FAMÍLIA e nas pétalas se escreverá o que é necessário uma família possuir para que todos os membros possam conviver em harmonia (cada aluno escreverá o que julgar necessário para que isso se realize). Após, efetuar a dobradura das pétalas, colar um pedacinho de imã para fazer um enfeite de geladeira. Veja abaixo modelo de flor.

Quarto momento: escrever no quadro os sentimentos ou valores escritos nas flores, marcando com um X ao lado dos que aparecem mais vezes para ver qual sentimento eles acharam mais importante.

Prece de encerramento

Modelos:

História:

Liberdade e limites na família

Em uma casa humilde vivia a família do seu Luís. Apesar das dificuldades viviam felizes, cada um com seus afazeres ou tarefas que lhes eram atribuídas.

Certo dia, Aninha, a filha mais velha, então com dez anos, chamou seus irmãos e lhes disse:

- A partir de hoje só eu posso entrar no quarto de dormir, pois vocês só bagunçam e não ajudam a arrumar. E traçou uma linha imaginária no chão perto da porta dizendo aos irmãos que eles não poderiam ultrapassar aquele limite sem que ela autorizasse.

Roberto com oito anos disse, então, que ninguém poderia entrar na cozinha, pois era ele que lavava a louça do café, e repetindo o gesto da irmã traçou também uma linha imaginária no chão dizendo que a partir daquele momento a cozinha seria um espaço só dele, que estava proibida a entrada dos irmãos sem a sua permissão.

Júnior, o caçula de quatro anos, olhou para os dois e sem compreender direito o que estava acontecendo foi até o banheiro e fez com o pé o mesmo gesto dos irmãos.

Dona Amélia, que a tudo observava, ficou em silêncio, dirigindo-se a lavanderia para realizar suas tarefas.

De repente, Aninha lhe chamou, dizendo que estava com sede, mas Roberto não lhe deixava entrar na cozinha para pegar água.

Roberto, por sua vez, necessitava usar o banheiro e Júnior não o deixava entrar. Júnior queria tirar a sua sonequinha e Aninha lhe barrava a entrada no quarto.

Dona Amélia chamou seu Luís, que estava trabalhando no jardim e lhe explicou o que estava acontecendo.

Seu Luís pensou um momento, e convidou a todos a se dirigirem até a sala, pois necessitavam conversar.

Com muita calma falou aos filhos que, a cozinha, o banheiro e os demais cômodos da casa eram de todos os que viviam naquele lar, que quem tinha sede ou fome poderia usar a cozinha, que quem necessitasse ir ao banheiro assim deveria fazê-lo, bem como todos poderiam usar o quarto, que era compartilhado pelos três, no momento que desejassem repousar. Disse-lhes que tudo na vida possui regras e que todos devem cumpri-las para não haver bagunça. Que cada um deveria cuidar da sua tarefa e respeitar o trabalho do outro, fazendo uso da liberdade com responsabilidade.

Foi então que eles resolveram realizar uma reunião familiar, uma vez por semana, para discutir as regras e, se necessário, criar outras novas dentro das necessidades, para o bom convívio em família.

Adaptação da história “As regras do Jogo” do Roteiro Sugestivo para os encontros de Estudo FERGS
- Modulo 3 - Conduta Espírita - Vivência Evangélica.
Ciclo: 2º da Infância.

Modelo de flor:

Família - laços corporais e laços espirituais

Prece inicial

Primeiro momento: fizemos uma encenação de um fato fictício que teria acontecido com uma das evangelizadoras. Logo após a prece uma das evangelizadoras chamou a outra bem alto e disse que queria conversar com ela. Deixamos o material pronto anteriormente: mesa, cadeira para sentarmos e conversar. Os evangelizandos prestaram a atenção naturalmente. Veja abaixo sugestão de diálogo entre as evangelizadoras.

Obs.: se a evangelizadora trabalhar sozinha, poderá trazer dois convidados para participarem da aula neste momento.

Segundo momento: logo após a encenação fazer as perguntas abaixo:

· Entenderam a história?

· O que estava acontecendo?

· Porque a amiga está indo embora?

· O que está sentindo a amiga que fica? Por que ela está assim?

· Na história, as duas eram parentes de sangue?

· Que tipo de laços as uniam para elas se darem tão bem?

· Alguém já passou por uma situação semelhante? Ouvir a resposta dos evangelizandos e relacionar com os laços corporais e espirituais.

Terceiro momento: reforçar os conceitos:

Família corporal (mesmo sangue, parentes em comum, mesma árvore genealógica) São os pais, os irmãos, tios, primos, avós.

Família espiritual (amizade, mesmos objetivos, laços de afeto, afinidade de interesses, amor e respeito mútuos). Podem ser parte da nossa família corporal ou serem nossos amigos, vizinhos ou pessoas com quem convivemos e mantemos uma amizade especial. Lembrar que herdamos dos pais o corpo físico. O espírito é criado por Deus.

Nós escolhemos a família que desejamos reencarnar para conviver com certas pessoas, aprender determinadas coisas. Reencarnamos para evoluir. A convivência pode gerar laços de afeto. Um dia faremos parte de uma grande família espiritual.

Salientar que o nosso grande desafio está em amarmos os nossos inimigos e aquelas pessoas que não simpatizamos. Isto exige esforço e perseverança de nossa parte. Podemos começar a desenvolver o amor, nesse caso, respeitando, tratando bem e não desejando mal a quem não gostamos.

Explicar que, apesar das brigas e discórdias, no ambiente familiar, “os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, na maioria das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações de amizade e afeto”.

Obs.: para subsídios ao evangelizador sugerimos a leitura de O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XIV, parentela corporal e parentela espiritual e Cap. XII, Amai os vossos inimigos.

Quarto momento: dar exemplos de laços corporais e espirituais para que eles identifiquem.

1 - Duas vizinhas que têm uma amizade muito grande, se ajudam e estão sempre uma apoiando a outra nas dificuldades que surgem. (Laços espirituais)

2 - Dois irmãos que brigam muito. (Laços corporais, pois são da mesma família. Podem vir a desenvolverem laços espirituais fortalecendo uma verdadeira amizade).

3 - Duas irmãs que se dão bem, se ajudam, gostam da companhia uma da outra, tem uma amizade muito legal. (Laços corporais e laços espirituais).

Quinto momento: o evangelizador deverá dar um ou dois minutos para cada um identificar mentalmente a sua família espiritual. Poderá ser colocada uma música de fundo sobre o tema família neste momento.

Sexto momento - atividade: solicitar que desenhem a sua família espiritual, lembrando que podem ou não fazer parte de sua família de sangue ou família corporal.

Prece de encerramento

Sugestão de diálogo:

A – Não me conformo! Minha melhor amiga não pode ir embora! Desde que a gente se conheceu, nunca nos separamos! Combinamos em tudo.

B - Mas ela passou no concurso, conseguiu um emprego, está feliz da vida! Você não quer o melhor para ela?

A - É, quero sim…

B - Então você não deve pensar assim. Devemos desejar o que é melhor para os outros.

C - E ai, o que tá rolando?

B - A amiga dela vai morar em outra cidade e ela está triste.

C - A vida é assim mesmo. Se houver laços de afeto de verdade, a amizade continua.

A - Mas vou ficar com saudade…

B - Saudade é normal, mas tem telefone, e-mail, tem também os feriados, vocês podem se visitar.

C - Eu tenho uma amiga, que eu adoro, que foi morar em Santa Maria há dois anos atrás. Fiquei com saudade, mas com o tempo a saudade diminui, fiz novos amigos, o tempo passa e sempre conversamos. Continuamos amigas, tão amigas quanto antes, só que moramos longe. Mas a amizade é a mesma.

B - Temos que lembrar que Deus faz sempre pelo melhor. Vocês devem ser da mesma família espiritual. E que todos possuímos uma família com laços de sangue e uma família com laços espirituais.

A - Como assim?

B - Nossa família de sangue são os nossos pais, os irmãos, os tios, os avós. E nossa família espiritual são aquelas pessoas que temos laços de profundo afeto, de amizade, podendo ser ou não da nossa família de sangue. Você entendeu?

A - Acho que entendi.

C - E nós vamos orar por você, para que compreenda melhor e apóie sua amiga neste momento de mudança na vida dela.

A - É mesmo não tinha pensado nisso. Legal saber que nos fizemos parte da mesma família espiritual. Vou me esforçar para ser, realmente, uma verdadeira amiga, pois ela está precisando muito de mim, neste momento.

Família - Significado dos laços familiares

Prece inicial

Primeiro momento: análise de um cartaz, que será colado na sala, para descobrir o tema da aula.

Segundo momento - técnica de sensibilização: solicitar aos alunos que sentem confortavelmente, relaxem todo o seu corpo, fechem os olhos e tentem imaginar tudo o que a evangelizadora vai dizer (colocar uma música suave para auxiliar no relaxamento).

“Imaginem-se saindo da escola, está um lindo dia, o sol brilha no céu azul, há flores por toda parte, uma brisa suave afaga o seu rosto. Você está percorrendo o caminho de volta para casa, sozinho. Ao chegar em casa você abre a porta. A casa está em silêncio, você vai percorrendo os cômodos e não encontra aquelas pessoas que fazem parte de sua família. Nesse momento vocês devem chamá-los, mentalmente, pelos seus nomes… Chame-os diversas vezes… Ninguém responde. Você percorre todas as dependências da casa e não encontra ninguém… Chame mais uma vez… Finalmente eles aparecem… Quem são? Identifique um a um quem são… Eles estão contentes em ver você… Abrace-os mentalmente, sinta o seu carinho, o amor que há entre vocês… Sinta-se abraçado, amado… Você agora está se sentindo muito bem. Agora você pode abrir os olhos lentamente.

Obs: ao aplicar essa técnica o evangelizador deverá conhecer a realidade dos evangelizandos. Havendo necessidade, deve adaptar a técnica.

Terceiro momento: conversar com os evangelizandos, solicitando que eles digam o que sentiram quando se imaginaram sozinhos. Questionar:

· Como eles se sentiram quando não encontraram ninguém em casa?

· Quais foram as pessoas que eles abraçaram?

· O que eles sentiram nesse momento de afeto?

· Qual a importância da nossa família em nossas vidas?

· O que significa o quarto mandamento recebido por Moisés: “Honrai o vosso pai e a vossa mãe”? Perguntar qual o significado de amor e respeito filial. Lembrar que esses sentimentos estendem-se aos pais adotivos e também a todas aquelas pessoas que são responsáveis por nós. A família é formada não só pelos laços de sangue, mas também por laços espirituais. Os familiares que já desencarnaram continuam fazendo parte da família.

Obs.: o evangelizador poderá utilizar como fonte de pesquisa “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, cap. XIV, especialmente os itens “Piedade filial e A parentela corporal e a parentela espiritual”.

Quarto momento: confeccionar o colar da “família ideal” (colar das mãos). Entende-se “família ideal” aquela que se ajuda mutuamente, desenvolvendo atitudes positivas entre seus membros.

O colar é feito a partir de desenhos da mão aberta, com os dedos fechados, devidamente recortadas e coladas até formar um colar. Veja o modelo de.colar:

Escrever em cada mãozinha, atitudes que devemos ter no lar, com a família para que o lar seja mais harmonizado. Ex.: paciência, amor, respeito, amizade.

Lembrar aos alunos a importância de nossas mãos, pois é através delas que nos vestimos, penteamos nossos cabelos, escovamos os dentes, escrevemos. Podemos e devemos utilizá-las para realizar muitas coisas boas a nós mesmos e aos membros de nossa família.

Prece de encerramento

Família - modelos de famílias

(Sentimentos importantes em família)

Prece inicial

Primeiro momento: relembrar a aula anterior Família - laços corporais e laços espirituais.

Segundo momento: solicitar aos evangelizandos que falem como é composta a sua família corporal. Após ouvir algumas respostas, perguntar se eles acham que existem tipos de famílias diferentes da deles.

Terceiro momento: dizer para cada evangelizando um número e pedir para que não esqueçam. Na seqüência colocar na mesa, misturado, diversos cartões coloridos numerados, para que eles localizassem aqueles correspondentes ao seu número, formando diferentes tipos de famílias.

Sugestões de famílias:

(Se o evangelizador já conhece seus evangelizandos poderá colocar como exemplo as famílias das crianças).

PAI          MÃE          FILHOS

PAI          MÃE          FILHOS          AVÓS

PAI          MADRASTA          FILHOS

IRMÃOS (PAIS DESENCARNADOS)

ESPOSO          ESPOSA          SOGRA

ESPOSO          ESPOSA          IRMÃO

AVÓS          NETOS

PAI          MÃE          FILHA          NETO

FILHO (PAIS DESENCARNADOS)

MÃE          FILHO

PAI          FILHA

PAI          MÃE          NETOS

MÃE          PADRASTO          FILHOS

MÃE          PAI          FILHOS ADOTIVOS

MÃE          FILHA          SOBRINHO

ESPOSO          ESPOSA

Quarto momento: comentar os tipos de famílias que eles formaram, lembrando que se trocarem alguns cartões com os colegas surgirão outros tipos de famílias.

Quinto momento: perguntar se eles acham que existe a família ideal. Após as respostas concluir que não existe um modelo certo de família, a família ideal. Cada família é ideal para as pessoas que a compõem. Lembrar que cada um tem a família certa para o seu crescimento e convive com as pessoas que podem lhe ajudar a evoluir moral e espiritualmente. Levá-los a perceber a importância de suas famílias e o respeito que devemos ter pelas famílias de nossos irmãos, eliminando assim o preconceito e o julgamento.

Sexto momento: há sentimentos que devem estar presentes em todos os tipos de famílias. Perguntar quais são e ir escrevendo no quadro. Exemplo: paciência, amizade, paz, carinho, bom humor, perdão, compreensão, união, respeito, caridade, amor, tolerância, alegria. Nesse momento o evangelizador poderá dar exemplos de situações familiares que envolvam os sentimentos citados.

Sétimo momento - atividade: fazer um acróstico (em nossa aula explicamos o que significava a palavra e fizemos um exemplo no quadro), com os nomes de alguns ou de todos os integrantes da família corporal, utilizando os sentimentos que devem estar presentes no convívio familiar.

Oitavo momento - tema: solicitar que durante um ou dois minutos eles pensem em alguém que tenham dificuldades de relacionamento. Após, distribuir uma cartolina em forma de círculo duplo para que, durante a semana, eles façam alguma coisa de bom com relação a esta pessoa. Quem quiser pode escrever no círculo para compartilhar a experiência com os colegas no próximo encontro. Escrevemos na frente da cartolina uma frase: “Promova a paz fazendo o bem.”

Prece de encerramento

Família – laços espirituais e laços corporais II

Primeiro momento: distribuir um pedaço da música do Cd Cancioneiro Espírita, vol. 3 , EU QUE PEDI PRA NASCER. O evangelizador deve ler pausadamente o texto e solicitar que eles pensem um pouquinho sobre o que está escrito.

Abaixo a parte da letra da música utilizada, retirada do site www.cancioneiro.com.br.

Eu que pedi pra nascer

Eu que pedi prá nascer, eu que pedi prá viver do jeito que eu vivi

Eu que pedi o meu pai, minha mãe, meu irmão

Avó, patrão e avô, amigos, a conta do banco

Pedi minha mulher e filha com quem posso contar

Certo que também me pediram

Pedi família e mobília, talvez até meu cachorro e o carrinho de pilha

Conheça toda a música:

Eu que pedi pra nascer

Eu que pedi prá nascer, eu que pedi prá viver do jeito que eu vivi

Eu que pedi o meu pai, minha mãe, meu irmão

Avó, patrão e avô, amigos, a conta do banco

Pedi minha mulher e filha com quem posso contar

Certo que também me pediram

Pedi família e mobília, talvez até meu cachorro e o carrinho de pilha

Se lembra daquele acidente onde morreu tanta gente somente eu não morri

É que a turma de cima pôs cinto de segurança

Air-bag, reza santa prá eu não ter que partir

Naquele incrível acidente perdi da boca alguns dentes coisa que eu não pedi

Disso também não reclamo, pois sei que ganhei mais uns anos prá poder me eximir

Pedi até mesmo o jeito de morrer e morri por isso peço de novo

Para nascer e viver, para poder prosseguir, para poder progredir

Por isso peço de novo

Para nascer e viver, para poder prosseguir, para poder progredir

Segundo momento: conversar com eles a respeito das conclusões que chegaram através da letra da música.

*Todos nós pedimos para nascer?

*Pedimos a família que temos?

*O que mais pedimos? O corpo, os amigos.

*Escolhemos a nossa família, ela é a família ideal para nossa evolução.

*Escolhemos só as coisas boas? Não, escolhemos o necessário para nossa evolução. Também escolhemos situações que vão nos auxiliar a evoluir, que podem ser boas ou não (nosso corpo físico, situação financeira, doenças).

* Lembrar que nem todas as pessoas tiveram condições de escolher, muitas vezes são os amigos espirituais que escolhem as melhores condições para nossa reencarnação, que irão nos oportunizar a evolução espiritual.

*Sempre temos um bom relacionamento com os membros de nossa família? Nem sempre. Se alguém que brigou com uma pessoa, ficou de mal, pode pedir para reencontrar aquele espírito em outra vida a fim de fazer as pazes. Se magoou, traiu a confiança de alguém nos negócios, no casamento, causou mal a alguém, depois do desencarne, no Mundo Espiritual se dá conta que errou e pede uma nova oportunidade para se reconciliar.

*Por bondade de Deus não lembramos o que aconteceu, mas Deus nos dá uma nova oportunidade com os mesmos espíritos (em outros corpos). Se temos dificuldades com alguém pode ser que tenhamos tido dificuldades em outra existência. Mas pode ser que não, que seja apenas má vontade nossa nesta vida.

Terceiro momento: perguntar se eles sabem que tipo de laços unem os membros de uma mesma família. Laços espirituais e corporais.

Laços espirituais são os verdadeiros laços de família, podem ser entre pessoas do mesmo sangue ou não. Se revelam pela simpatia e comunhão de idéias, isto é, pelo afeto, afinidade de interesses e pelo amor que expressam entre si. Na maioria das vezes os espíritos que encarnam em uma família são ligados por laços de afinidade, tendo assim, além dos laços corporais, os laços espirituais.

Laços corporais existem entre as pessoas que tem o mesmo sangue, são da família corporal. Quem já desencarnou também continua fazendo parte da família corporal. Devemos nos esforçar para fortalecer os laços de simpatia com os membros de nossa família corporal.

*É importante lembrar que herdamos de nossos pais a semelhança física, os olhos, o nariz, o jeito de falar mas não as virtudes, as qualidade. Ex: calma, humildade, bom-humor.

Ex.: pais bons podem ter filhos de natureza má e vice-versa. Filhos pacientes e bem humorados, podem ter pais tristes e impacientes.

Subsídios ao evangelizador: O Livro dos Espíritos cap. IV, Parentesco, filiação e Parecenças físicas e morais. O Evangelho Segundo O Espiritismo cap. XIV, item 8.

Quarto momento: pode-se contar uma situação em que uma família adota uma criança e solicitar que eles digam quais os laços que unem aqueles espíritos. Não possuem laços corporais (sangüíneos) porém, como nada acontece por acaso, eles poderão ter laços espirituais, podendo ser uma oportunidade de apertar os laços de afeto que já os unem ou de desenvolver bons sentimentos em família (aprender a amar-se e respeitarem-se mutuamente).

Quinto momento: solicitar que alguns digam quem são as pessoas que fazem parte da família corporal e também que cite uma pessoa com quem tenha laços espirituais (de preferência de fora da família corporal). Para exemplificar o evangelizador poderá iniciar citando os próprios exemplos.

Sexto momento - atividade: fazer um coração de cartolina ou de origami. Pode ser escrita uma frase no centro do coração e do lado de fora do coração desenhar a família corporal.

Colar um imã na parte de trás do coração para que os evangelizandos possam colar na geladeira.

Sugestão de atividade 2: distribuir o desenho de uma flor em EVA (já levar riscada no EVA com o miolo e as folhas em separado) e solicitar que os evangelizandos montem a flor, escrevendo no miolo o nome das pessoas que fazem parte de sua família e nas pétalas atitudes importantes para manter a união da família. Exemplo: amor, amizade, perdão, carinho, colaboração, paciência.

Para fazer o caule utilize palitos de churrasco, com as pontas cortadas, que podem ser pintadas de canetinha verde ou enroladas em papel crepom verde. As folhas podem ser coladas com cola quente.

Na seqüência, distribua pequenas folhas para cada criança montar o seu jardim ou, então, pode-se fazer um grande cartaz, construindo um lindo jardim com o trabalho de todos, onde, inclusive, podem ser colados borboletas e passarinhos em EVA (previamente desenhados e recortados).

Também podem ser usados potinhos de iogurte, sem rótulo, que devem ser pintados com canetinhas e cola colorida, colocando dentro folhas amassadas e as flores que foram feitas em EVA.

OBS: o evangelizador pode escolher se deseja que as crianças escrevam os nomes das pessoas que fazem parte da família espiritual e corporal, ou deixar que cada evangelizando faça a sua escolha.

Veja abaixo sugestões de desenhos enviados por Cristina Chaves, do terceirto ciclo da infância, da Sociedade Espírita Casa do Caminho, bairro Jardim das Palmeira em Porto Alegre - RS, responsável polo site http://www.freewebs.com/sementinhasdocaminho.

Prece de encerramento

Sugestão: Segundo e Terceiro ciclos.

Família - amor e respeito

Prece inicial

Primeiro momento: falar que temos uma surpresa. Distribuir a cada criança um copo de plástico transparente com água (um pouco mais que a metade do copo deve estar preenchido com água). Entregar a cada criança uma flor pequena (dobrada), que dentro deve estar escrito um sentimento positivo. A flor deve ser colocada suavemente sobre a água. As crianças devem observar o copo, esperando que cada flor abra, revelando o sentimento que está escrito nela.

Nesse momento pode ser colocada uma música que fale sobre família, para dar um fundo musical.

Exemplos de sentimentos para serem escritos nas flores: amor, paciência, respeito, carinho, amizade, humildade, colaboração, compreensão, união, confiança, perdão, educação, saber falar, saber ouvir, saber calar, alegria, bom-humor, não mentir.

Obs.: Pintar as bordas de cada flor com canetinhas coloridas, em um traço bem largo (forte), pois as flores ficarão no copo e soltarão tinta, colorindo a água. As flores não devem ser muito grandes, nem dobradas em muitas vezes. É importante testar antes, para ver se o tipo de dobradura realizada vai abrir.

Segundo momento: explicar que sentimentos positivos são qualidades, virtudes importantes. Pedir que leiam o que está escrito nas flores (são sentimentos, qualidades, virtudes importantes a serem desenvolvidas). Perguntar onde esses sentimentos devem começar a ser desenvolvidos/trabalhados/aperfeiçoados e são extremamente importantes? Na família. Por que são tão importantes? Para a harmonia no lar, respeito e crescimento espiritual. E também porque a família é o primeiro lugar onde podemos (e devemos) exercitar os bons sentimentos.

Terceiro momento: recolher os copos todos em uma bandeja (para evitar acidentes). Deixar, porém, eles em um lugar visível, no centro da mesa, para que as crianças possam observar a água sendo colorida pela tinta da flor.

Quarto momento: lembrar que existem situações difíceis em família, que nem tudo está sempre bem. Narrar a seguinte situação, perguntando o que teria acontecido com as diferentes reações frente a cada fato:

* Pai que chega em casa cansado, de mau-humor. Mãe está atarefada e preocupada com o filho que trouxe um bilhete da escola. O filho de 9 anos está tirando notas baixas na escola e seus dois outros irmãos menores estão brigando pelo controle remoto da tv.

Perguntar como está o ambiente do lar?

*O pai está com problemas no trabalho, e ao chegar em casa, encontra os dois filhos brigando pelo controle remoto. O que ele pode fazer? * pode entrar na briga e gritar com os filhos * pode conversar e acalmar os filhos, sugerindo uma solução.

* E os filhos que estão brigando (na verdade eles querem a atenção dos pais), que atitudes eles podem ter frente a chegada do pai? * alguém pode ceder e parar a briga *continuar brigando e ir para o castigo.

* A mãe, com relação ao filho que está com notas baixas pode: *dar uma bronca *chamar o filho para uma conversa.

* O filho que está com problemas na escola porque não entregou os trabalhos, não fez os temas e conversou demais durante a aula, pode: * mentir que os colegas incomodam, que a professora faz prova surpresa * conversar com a mãe e mudar de atitude, compreendendo que estudar é importante para o seu futuro, que estuda para si mesmo e não para os pais ou para a professora, pois precisa recuperar a confiança dos pais.

Quinto momento: perguntar que sentimentos foram utilizados para resolver os conflitos? União, saber falar, saber ouvir, não mentir, respeito, carinho, compreensão, amor, respeito. O que teria acontecido se os sentimentos usados não fossem esses, mas outros, que são sentimentos negativos? Haveria discórdia, brigas e o ambiente ficaria repleto de energias negativas. Lembrar que na família (e na vida) sempre podemos escolher que atitude tomar frente as situações difíceis.

Obs.: importante o evangelizador aproveitar as diversas respostas dos evangelizandos, concluindo com eles qual a atitude mais adequada a ser tomada em cada situações.

Sexto momento: verificar os copos com as flores. A água ficou colorida pela tinta das canetinhas. Concluir que assim como as cores se propagaram no copo, os bons e os maus sentimentos também se espalham na família e no ambiente em que estamos, por isso a importância de escolhermos com amor como vamos agir perante as dificuldades.

Sétimo momento: fazer um acróstico, explicar o que significa (palavras ou frases que são formadas, usando-se letras de palavras ou frases).

Sugestões:

FAMÍLIA

NOME DOS MEMBROS DA FAMÍLIA

UMA FRASE SOBRE O TEMA DA AULA

Prece de encerramento

Sugestão: Segundo ciclo.

Joel em novembro 19th, 2009 | Categoria: Planos de Aula | Sem Comentários -

Eu temia

Textos

Eu Temia

Eu temia ficar sozinha

Até que aprendi a GOSTAR DE MIM MESMA.

Eu temia fracassar

Até perceber que só fracasso se desistir.

Eu temia o que as pessoas pudessem pensar de mim

Até perceber que o que conta realmente é O QUE EU PENSO DE MIM MESMA.

Eu temia ser rejeitada

Até perceber que devo ter fé em mim mesma.

Eu temia a dor

Até perceber que o sofrimento só me ajuda a crescer.

Eu temia a verdade

Até descobrir a fealdade de uma mentira.

Eu temia a morte

Até aprender que a morte não é um fim mas um começo.

Eu temia o ódio

Até aprender que o ÓDIO É APENAS “IGNORÂNCIA”

Eu temia o ridículo

Até aprender a rir de mim mesma.

Eu temia ficar velha

Até compreender que ganho sabedoria a cada dia que passa.

Eu temia ser ferida nos meus sentimentos

Até aprender que NINGUÉM CONSEGUE ME FERIR SEM A MINHA PERMISSÃO.

Eu temia a escuridão

Até entender a luz e a beleza de uma estrela.

Eu temia mudanças

Até perceber as mudanças por que tem de passar uma bela borboleta antes de poder voar.

Acima de tudo aprendi que não vale a pena temer nada, pois vou enfrentar cada obstáculo à medida que aparecer na minha vida, com coragem e confiança pois…

No final existirá sempre mais uma esperança…

Se vivermos a vida sem temor!

Joel em outubro 29th, 2009 | Categoria: Textos | Sem Comentários -

Prece de Cáritas

Textos

                                             PRECE DE CÁRITAS

DEUS, nosso Pai, que sois todo Poder e Bondade, dai a força àquele que passa pela provação, dai a luz àquele que procura a verdade; ponde no coração do homem a compaixão e a caridade.

DEUS! Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.

PAI! Dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, ao órfão o pai.

SENHOR! Que vossa bondade se estenda sobre tudo o que criastes.

Piedade. Senhor, para aqueles que vos não conhecem; esperança para aqueles que sofrem. Que vossa bondade permita aos Espíritos consoladores derramarem por toda parte a paz, a esperança e a fé.

DEUS! um raio, uma faísca do vosso amor pode abrasar a Terra; deixa-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão. Um só coração, um só pensamento, subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor como Moisés sobre a montanha, nós vos esperamos com braços abertos, ó Bondade, ó Beleza, ó Perfeição! e queremos, de alguma sorte, merecer vossa misericórdia.

DEUS! Daí-nos a força de ajudar o progresso, a fim de subirmos até Vós, dai-nos a caridade pura; dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará das nossas almas o espelho onde se deve refletir vossa Imagem.

Assim Seja.


Joel em outubro 9th, 2009 | Categoria: Textos | Sem Comentários -

Familia

Planos de Aula

Família – liberdade e limites

Prece Inicial

Primeiro momento: contar a história Liberdade e limites na família usando fantoches de dedo, gravuras coladas no quadro ou álbum seriado. Em nossa aula usamos o “Kit Avental” - é um avental feito de feltro que o evangelizador veste e vai contando a história e colando os personagens no próprio avental. Eles podem ser feitos de feltro com velcro ou de papel mais grosso, como cartolina ou cartão e colados com durex mais largo. Utilizamos desenhos de bonecos tipo palitos que são fáceis de desenhar. Veja abaixo os modelos e a história.

Segundo momento - questionar aos evangelizandos:

§ Qual o ensinamento dado pelo pai?

§ O que fez a família a partir desse ensinamento?

§ Falar sobre as regras de cada família e de cada escola.

§ O que é necessário em uma família para haver harmonia no lar?

Terceiro momento: confeccionar uma flor onde no centro (miolo), se escreverá a palavra FAMÍLIA e nas pétalas se escreverá o que é necessário uma família possuir para que todos os membros possam conviver em harmonia (cada aluno escreverá o que julgar necessário para que isso se realize). Após, efetuar a dobradura das pétalas, colar um pedacinho de imã para fazer um enfeite de geladeira. Veja abaixo modelo de flor.

Quarto momento: escrever no quadro os sentimentos ou valores escritos nas flores, marcando com um X ao lado dos que aparecem mais vezes para ver qual sentimento eles acharam mais importante.

Prece de encerramento

Modelos:


História:

Liberdade e limites na família

Em uma casa humilde vivia a família do seu Luís. Apesar das dificuldades viviam felizes, cada um com seus afazeres ou tarefas que lhes eram atribuídas.

Certo dia, Aninha, a filha mais velha, então com dez anos, chamou seus irmãos e lhes disse:

- A partir de hoje só eu posso entrar no quarto de dormir, pois vocês só bagunçam e não ajudam a arrumar. E traçou uma linha imaginária no chão perto da porta dizendo aos irmãos que eles não poderiam ultrapassar aquele limite sem que ela autorizasse.

Roberto com oito anos disse, então, que ninguém poderia entrar na cozinha, pois era ele que lavava a louça do café, e repetindo o gesto da irmã traçou também uma linha imaginária no chão dizendo que a partir daquele momento a cozinha seria um espaço só dele, que estava proibida a entrada dos irmãos sem a sua permissão.

Júnior, o caçula de quatro anos, olhou para os dois e sem compreender direito o que estava acontecendo foi até o banheiro e fez com o pé o mesmo gesto dos irmãos.

Dona Amélia, que a tudo observava, ficou em silêncio, dirigindo-se a lavanderia para realizar suas tarefas.

De repente, Aninha lhe chamou, dizendo que estava com sede, mas Roberto não lhe deixava entrar na cozinha para pegar água.

Roberto, por sua vez, necessitava usar o banheiro e Júnior não o deixava entrar. Júnior queria tirar a sua sonequinha e Aninha lhe barrava a entrada no quarto.

Dona Amélia chamou seu Luís, que estava trabalhando no jardim e lhe explicou o que estava acontecendo.

Seu Luís pensou um momento, e convidou a todos a se dirigirem até a sala, pois necessitavam conversar.

Com muita calma falou aos filhos que, a cozinha, o banheiro e os demais cômodos da casa eram de todos os que viviam naquele lar, que quem tinha sede ou fome poderia usar a cozinha, que quem necessitasse ir ao banheiro assim deveria fazê-lo, bem como todos poderiam usar o quarto, que era compartilhado pelos três, no momento que desejassem repousar. Disse-lhes que tudo na vida possui regras e que todos devem cumpri-las para não haver bagunça. Que cada um deveria cuidar da sua tarefa e respeitar o trabalho do outro, fazendo uso da liberdade com responsabilidade.

Foi então que eles resolveram realizar uma reunião familiar, uma vez por semana, para discutir as regras e, se necessário, criar outras novas dentro das necessidades, para o bom convívio em família.

Adaptação da história “As regras do Jogo” do Roteiro Sugestivo para os encontros de Estudo FERGS
- Modulo 3 - Conduta Espírita - Vivência Evangélica.
Ciclo: 2º da Infância.

Modelo de flor:

Família - laços corporais e laços espirituais

Prece inicial

Primeiro momento: fizemos uma encenação de um fato fictício que teria acontecido com uma das evangelizadoras. Logo após a prece uma das evangelizadoras chamou a outra bem alto e disse que queria conversar com ela. Deixamos o material pronto anteriormente: mesa, cadeira para sentarmos e conversar. Os evangelizandos prestaram a atenção naturalmente. Veja abaixo sugestão de diálogo entre as evangelizadoras.

Obs.: se a evangelizadora trabalhar sozinha, poderá trazer dois convidados para participarem da aula neste momento.

Segundo momento: logo após a encenação fazer as perguntas abaixo:

· Entenderam a história?

· O que estava acontecendo?

· Porque a amiga está indo embora?

· O que está sentindo a amiga que fica? Por que ela está assim?

· Na história, as duas eram parentes de sangue?

· Que tipo de laços as uniam para elas se darem tão bem?

· Alguém já passou por uma situação semelhante? Ouvir a resposta dos evangelizandos e relacionar com os laços corporais e espirituais.

Terceiro momento: reforçar os conceitos:

Família corporal (mesmo sangue, parentes em comum, mesma árvore genealógica) São os pais, os irmãos, tios, primos, avós.

Família espiritual (amizade, mesmos objetivos, laços de afeto, afinidade de interesses, amor e respeito mútuos). Podem ser parte da nossa família corporal ou serem nossos amigos, vizinhos ou pessoas com quem convivemos e mantemos uma amizade especial. Lembrar que herdamos dos pais o corpo físico. O espírito é criado por Deus.

Nós escolhemos a família que desejamos reencarnar para conviver com certas pessoas, aprender determinadas coisas. Reencarnamos para evoluir. A convivência pode gerar laços de afeto. Um dia faremos parte de uma grande família espiritual.

Salientar que o nosso grande desafio está em amarmos os nossos inimigos e aquelas pessoas que não simpatizamos. Isto exige esforço e perseverança de nossa parte. Podemos começar a desenvolver o amor, nesse caso, respeitando, tratando bem e não desejando mal a quem não gostamos.

Explicar que, apesar das brigas e discórdias, no ambiente familiar, “os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, na maioria das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações de amizade e afeto”.

Obs.: para subsídios ao evangelizador sugerimos a leitura de O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XIV, parentela corporal e parentela espiritual e Cap. XII, Amai os vossos inimigos.

Quarto momento: dar exemplos de laços corporais e espirituais para que eles identifiquem.

1 - Duas vizinhas que têm uma amizade muito grande, se ajudam e estão sempre uma apoiando a outra nas dificuldades que surgem. (Laços espirituais)

2 - Dois irmãos que brigam muito. (Laços corporais, pois são da mesma família. Podem vir a desenvolverem laços espirituais fortalecendo uma verdadeira amizade).

3 - Duas irmãs que se dão bem, se ajudam, gostam da companhia uma da outra, tem uma amizade muito legal. (Laços corporais e laços espirituais).

Quinto momento: o evangelizador deverá dar um ou dois minutos para cada um identificar mentalmente a sua família espiritual. Poderá ser colocada uma música de fundo sobre o tema família neste momento.

Sexto momento - atividade: solicitar que desenhem a sua família espiritual, lembrando que podem ou não fazer parte de sua família de sangue ou família corporal.

Prece de encerramento

Sugestão de diálogo:

A – Não me conformo! Minha melhor amiga não pode ir embora! Desde que a gente se conheceu, nunca nos separamos! Combinamos em tudo.

B - Mas ela passou no concurso, conseguiu um emprego, está feliz da vida! Você não quer o melhor para ela?

A - É, quero sim…

B - Então você não deve pensar assim. Devemos desejar o que é melhor para os outros.

C - E ai, o que tá rolando?

B - A amiga dela vai morar em outra cidade e ela está triste.

C - A vida é assim mesmo. Se houver laços de afeto de verdade, a amizade continua.

A - Mas vou ficar com saudade…

B - Saudade é normal, mas tem telefone, e-mail, tem também os feriados, vocês podem se visitar.

C - Eu tenho uma amiga, que eu adoro, que foi morar em Santa Maria há dois anos atrás. Fiquei com saudade, mas com o tempo a saudade diminui, fiz novos amigos, o tempo passa e sempre conversamos. Continuamos amigas, tão amigas quanto antes, só que moramos longe. Mas a amizade é a mesma.

B - Temos que lembrar que Deus faz sempre pelo melhor. Vocês devem ser da mesma família espiritual. E que todos possuímos uma família com laços de sangue e uma família com laços espirituais.

A - Como assim?

B - Nossa família de sangue são os nossos pais, os irmãos, os tios, os avós. E nossa família espiritual são aquelas pessoas que temos laços de profundo afeto, de amizade, podendo ser ou não da nossa família de sangue. Você entendeu?

A - Acho que entendi.

C - E nós vamos orar por você, para que compreenda melhor e apóie sua amiga neste momento de mudança na vida dela.

A - É mesmo não tinha pensado nisso. Legal saber que nos fizemos parte da mesma família espiritual. Vou me esforçar para ser, realmente, uma verdadeira amiga, pois ela está precisando muito de mim, neste momento.

Família - Significado dos laços familiares

Prece inicial

Primeiro momento: análise de um cartaz, que será colado na sala, para descobrir o tema da aula.

Segundo momento - técnica de sensibilização: solicitar aos alunos que sentem confortavelmente, relaxem todo o seu corpo, fechem os olhos e tentem imaginar tudo o que a evangelizadora vai dizer (colocar uma música suave para auxiliar no relaxamento).

“Imaginem-se saindo da escola, está um lindo dia, o sol brilha no céu azul, há flores por toda parte, uma brisa suave afaga o seu rosto. Você está percorrendo o caminho de volta para casa, sozinho. Ao chegar em casa você abre a porta. A casa está em silêncio, você vai percorrendo os cômodos e não encontra aquelas pessoas que fazem parte de sua família. Nesse momento vocês devem chamá-los, mentalmente, pelos seus nomes… Chame-os diversas vezes… Ninguém responde. Você percorre todas as dependências da casa e não encontra ninguém… Chame mais uma vez… Finalmente eles aparecem… Quem são? Identifique um a um quem são… Eles estão contentes em ver você… Abrace-os mentalmente, sinta o seu carinho, o amor que há entre vocês… Sinta-se abraçado, amado… Você agora está se sentindo muito bem. Agora você pode abrir os olhos lentamente.

Obs: ao aplicar essa técnica o evangelizador deverá conhecer a realidade dos evangelizandos. Havendo necessidade, deve adaptar a técnica.

Terceiro momento: conversar com os evangelizandos, solicitando que eles digam o que sentiram quando se imaginaram sozinhos. Questionar:

· Como eles se sentiram quando não encontraram ninguém em casa?

· Quais foram as pessoas que eles abraçaram?

· O que eles sentiram nesse momento de afeto?

· Qual a importância da nossa família em nossas vidas?

· O que significa o quarto mandamento recebido por Moisés: “Honrai o vosso pai e a vossa mãe”? Perguntar qual o significado de amor e respeito filial. Lembrar que esses sentimentos estendem-se aos pais adotivos e também a todas aquelas pessoas que são responsáveis por nós. A família é formada não só pelos laços de sangue, mas também por laços espirituais. Os familiares que já desencarnaram continuam fazendo parte da família.

Obs.: o evangelizador poderá utilizar como fonte de pesquisa “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, cap. XIV, especialmente os itens “Piedade filial e A parentela corporal e a parentela espiritual”.

Quarto momento: confeccionar o colar da “família ideal” (colar das mãos). Entende-se “família ideal” aquela que se ajuda mutuamente, desenvolvendo atitudes positivas entre seus membros.

O colar é feito a partir de desenhos da mão aberta, com os dedos fechados, devidamente recortadas e coladas até formar um colar. Veja o modelo de.colar:

Escrever em cada mãozinha, atitudes que devemos ter no lar, com a família para que o lar seja mais harmonizado. Ex.: paciência, amor, respeito, amizade.

Lembrar aos alunos a importância de nossas mãos, pois é através delas que nos vestimos, penteamos nossos cabelos, escovamos os dentes, escrevemos. Podemos e devemos utilizá-las para realizar muitas coisas boas a nós mesmos e aos membros de nossa família.

Prece de encerramento

Família - modelos de famílias

(Sentimentos importantes em família)

Prece inicial

Primeiro momento: relembrar a aula anterior Família - laços corporais e laços espirituais.

Segundo momento: solicitar aos evangelizandos que falem como é composta a sua família corporal. Após ouvir algumas respostas, perguntar se eles acham que existem tipos de famílias diferentes da deles.

Terceiro momento: dizer para cada evangelizando um número e pedir para que não esqueçam. Na seqüência colocar na mesa, misturado, diversos cartões coloridos numerados, para que eles localizassem aqueles correspondentes ao seu número, formando diferentes tipos de famílias.

Sugestões de famílias:

(Se o evangelizador já conhece seus evangelizandos poderá colocar como exemplo as famílias das crianças).

PAI          MÃE          FILHOS

PAI          MÃE          FILHOS          AVÓS

PAI          MADRASTA          FILHOS

IRMÃOS (PAIS DESENCARNADOS)

ESPOSO          ESPOSA          SOGRA

ESPOSO          ESPOSA          IRMÃO

AVÓS          NETOS

PAI          MÃE          FILHA          NETO

FILHO (PAIS DESENCARNADOS)

MÃE          FILHO

PAI          FILHA

PAI          MÃE          NETOS

MÃE          PADRASTO          FILHOS

MÃE          PAI          FILHOS ADOTIVOS

MÃE          FILHA          SOBRINHO

ESPOSO          ESPOSA

Quarto momento: comentar os tipos de famílias que eles formaram, lembrando que se trocarem alguns cartões com os colegas surgirão outros tipos de famílias.

Quinto momento: perguntar se eles acham que existe a família ideal. Após as respostas concluir que não existe um modelo certo de família, a família ideal. Cada família é ideal para as pessoas que a compõem. Lembrar que cada um tem a família certa para o seu crescimento e convive com as pessoas que podem lhe ajudar a evoluir moral e espiritualmente. Levá-los a perceber a importância de suas famílias e o respeito que devemos ter pelas famílias de nossos irmãos, eliminando assim o preconceito e o julgamento.

Sexto momento: há sentimentos que devem estar presentes em todos os tipos de famílias. Perguntar quais são e ir escrevendo no quadro. Exemplo: paciência, amizade, paz, carinho, bom humor, perdão, compreensão, união, respeito, caridade, amor, tolerância, alegria. Nesse momento o evangelizador poderá dar exemplos de situações familiares que envolvam os sentimentos citados.

Sétimo momento - atividade: fazer um acróstico (em nossa aula explicamos o que significava a palavra e fizemos um exemplo no quadro), com os nomes de alguns ou de todos os integrantes da família corporal, utilizando os sentimentos que devem estar presentes no convívio familiar.

Oitavo momento - tema: solicitar que durante um ou dois minutos eles pensem em alguém que tenham dificuldades de relacionamento. Após, distribuir uma cartolina em forma de círculo duplo para que, durante a semana, eles façam alguma coisa de bom com relação a esta pessoa. Quem quiser pode escrever no círculo para compartilhar a experiência com os colegas no próximo encontro. Escrevemos na frente da cartolina uma frase: “Promova a paz fazendo o bem.”

Prece de encerramento

Joel em outubro 7th, 2009 | Categoria: Planos de Aula | Sem Comentários -

Respeito a propriedade alheia

Planos de Aula

Respeito à propriedade alheia

Prece inicial

Primeiro momento: contar a história Respeito à propriedade alheia. Utilizamos para contar a história duas gravuras (veja abaixo), porém podem ser utilizados outros recursos: desenhar a história no quadro enquanto vai sendo contada, recortes de revistas, gravuras de livros.

Segundo momento: logo após breves comentários com as crianças a respeito da história, fazer a “brincadeira de perguntas e respostas”. Levar várias perguntas referentes ao assunto, em uma caixinha. Colocar uma música e deixar que as crianças passem a caixa umas para as outras. Quando a música parar, a criança que estiver com a caixa deve retirar uma pergunta e respondê-la. Caso o evangelizando não saiba ler, o evangelizador poderá fazê-lo. Esta aula foi utilizada no jardim, onde muitas crianças não estão alfabetizadas.

Sugestões de perguntas:

§ Pedro viu que Vinícius deixou cair R$10,00. O que ele deve fazer?

§ Se fazermos algo escondido, quem é que sempre vai saber o que fizemos?

§ Eduardo pegou o carrinho de Pedro emprestado sem pedir. O que você diria a Eduardo se tivesse visto?

§ Quando achamos algo que não nos pertence, o que devemos fazer?

§ Jesus nos ensinou a amar nossos irmãos. Então, cuidando e respeitando as coisas dos outros estaremos colocando em prática os ensinamentos de Jesus?

§ O irmão de Antônio ganhou um chocolate. Antônio ficou com uma vontade enorme de comê-lo, ele deve pegar o chocolate ou pedir ao irmão?

§ Helen emprestou sua boneca para Natália, o que Natália deve dizer?

Terceiro momento: pintar uma gravura que ilustra a história contada.

Prece de encerramento

História:

Respeito à propriedade alheia

Era uma tarde de domingo muito bonita e ensolarada. Os pássaros cantavam, as borboletas enfeitavam alegremente as flores e todos os animais brincavam felizes.

Foi então que Joãozinho disse a seu amigo Antoninho:

- Vamos aproveitar este dia bonito e passear no pomar de maçãs do Seu Joaquim?

Antoninho, com água na boca, respondeu:

- Oba! Vamos sim, quero comer aquelas maçãs maravilhosas!

Assim, foram correndo até o pomar. Chegando lá, olharam para todos os lados, para ver se não havia ninguém. Foi então, que após espreitarem com cuidado, subiram nos pés de macieiras.

Joãozinho dizia sorridente:

- Olha, Antoninho, que frutas deliciosas!

- São saborosas!

Antoninho, com o os olhos brilhando, respondeu:

- É verdade, ainda bem que podemos comer de graça. Vamos comer muitas maçãs e levar o que pudermos para casa.

E assim o fizeram.

Continuaram a comer muitas maças e quando já estavam apanhando algumas frutas para levarem embora, avistaram uma menina que se aproximava.

Era a Aninha, a sobrinha do Seu Joaquim.

Ficaram assustados, mas depois pensaram: é só uma menina!

Aninha se aproximou e perguntou:

- Quem são vocês? O que vocês fazem no pomar do tio Joaquim?

Eles responderam baixinho:

- Viemos comer algumas maças.

- E vocês pediram permissão para meu tio? - indagou Aninha.

Os dois se olharam e disseram que ninguém estava vendo.

Aninha apontou para o céu e disse:

- Deus está vendo, Ele sabe tudo o que fazemos e somos responsáveis pelas nossas atitudes.

Após ouvirem o que Aninha falou, Joãozinho e Antoninho ficaram envergonhados.

- Você tem razão Aninha, Deus vê tudo o que fizemos, por isso, devemos sempre agir corretamente, disse Joãozinho.

Antoninho tomou coragem e pediu desculpas. Disse que desse dia em diante sempre pediriam permissão para pegarem coisas que não fossem suas, respeitando as coisas alheias.

Carla Kitzmann

Gravuras utilizadas para contar a história:

Joel em setembro 27th, 2009 | Categoria: Planos de Aula | Sem Comentários -

Alcoolismo - “O diabólico elixir”

Textos

Diabólico Elixir

Diz o abstêmio:

- Não sabe que
beber é uma morte lenta?

Responde o
beberrão:

- Tudo bem…
não tenho pressa.

Ambos estão
equivocados.

Todos morremos
lentamente.

Programados
biologicamente para uma existência aproximada de um século, sofremos lento,
progressivo, inexorável desgaste celular que culminará com o colapso orgânico,
transferindo-nos para o Além.

Por outro lado,
o vício sobrecarrega e compromete o funcionamento de órgãos vitais, o que
acelera o processo.

O alcoólatra,
portanto, morre mais depressa.

Situando o corpo
como uma máquina que nos é emprestada para a viagem terrestre, imaginemos nosso
constrangimento ao sermos informados por mentores espirituais de que
arrebentamos com ela, indiferentes à sua preservação…

- Meu filho,
lamento dizer que você regressou extemporaneamente. Está incurso no suicídio
indireto! *

- Não é
possível: Há algum engano!… Adorava a existência humana!

- Adorava beber!
Nunca se conscientizou de que estava prejudicando seu corpo, embora ele o
avisasse, freqüentemente, sinalizando com males variados. Eram doridos e
ignorados pedidos de socorro de um servo que você está afogando em
álcool.

- E
agora?

- É esperar pela
reencarnação. Alguns decênios com um fígado sensível, um aparelho digestivo
complicado e você esquecerá a bebida, como irrealizável paixão que se esvai com
o tempo. Uma úlcera gástrica obstinada, talvez um câncer depois, o ajudarão a
recompor o perispírito ferido pelo vício…

Não é fácil
vencer o condicionamento.

Dentre os
padecimentos que a morte reserva ao alcoólatra, um surpreendente:

Continua
sequioso da “água que passarinho não bebe”, porquanto o álcool, além dos
estragos no corpo, provoca um condicionamento no corpo espiritual que lhe impõe
a mesma premência de beber.

Com
satisfazer-se se lhe falta o corpo?

Um único meio,
não menos espantoso, que ele logo dominará: ligar-se ao psiquismo de um viciado
“vivo”, o que lhe permitirá experimentar as sensações da bebida.

Um transe
mediúnico invertido.

Ao invés de o
encarnado colher as impressões do Espírito, este colhe suas sensações ao fazer
uso da bebida, satisfazendo-se.

Pessoas
sensíveis a essa influência são facilmente dominadas, transformando-se em
canecos humanos.

Bebem
descontroladamente, agindo como instrumentos para a satisfação dos parceiros
invisíveis.

- É um
sem-vergonha! Devia curtir sua bebedeira na prisão  dizem as pessoas,
referindo-se ao bebum.

- É um
obsidiado. Precisa de tratamento médico e assistência espiritual – ensina a
Doutrina Espírita.

Nos bares, onde
o consumo de alcoólicos é expressivo, o ambiente espiritual assustaria o médium
vidente.

Turbas de
Espíritos viciados a envolver os habitués, sustentando neles a compulsão
alcoólica.

Reuniões sociais
regadas a álcool são muito freqüentadas por penetras desencarnados, viciados do
Além.

Aproveitam o
alto consumo de bebidas nesses ambientes, porquanto o álcool é reconhecido como
recurso desinibidor. Algumas doses são suficientes para superar a timidez,
favorecendo a comunicação, sem o que muitos convidados sentem-se
marginalizados.

O que nem todos
sabem é que o álcool nada faz senão anestesiar centros de controle do
comportamento. E como ali estão também as bases físicas da reflexão e do senso
de avaliação, o beberrão passa a oscilar entre a expansividade e a
agressividade, a comunicabilidade e o ridículo, a descontração e a
inconveniência, algo como sugere velha lenda judaica:

Conta-se que
quando Noé deixou a arca, após o dilúvio, plantou uma vinha. Veio o diabo*, matou
um leão, um macaco e um porco. Em seguida regou a plantinha tenra com o sangue
desses animais.

A partir daí, os
que fazem uso da bebida produzida com a fermentação da uva revelam três tipos de
comportamento animal:

Violentos como o
leão.

Inconvenientes
como o macaco.

Pachorrentos
como o porco.

E fazem pior,
porquanto o irracional é contido pelo instinto, enquanto que o Homem não tem
limites quando transita pela irracionalidade.

Não raro,
sobrepondo-se aos viciados desencarnados, que buscam os “canecos humanos”, há
obsessores cruéis que se aproveitam das brechas psíquicas abertas pelo
álcool.

Acidentes,
brigas, agressões, crimes, desentendimentos, desuniões, desequilíbrios surgem a
partir da insidiosa ação de entidades das sombras que se infiltram na mente
indefesa do alcoolizado, levando-o a um comportamento anti-social.

O problema
fundamental do viciado é a incapacidade de ajustar-se às realidades
existenciais.

Alimentando uma
visão distorcida, empolga-se pela busca de sensações, perseguindo uma euforia
artificial, um céu efêmero sempre sucedido por um inferno de
desequilíbrios.

Impermeável aos
conselhos e orientações de amigos e familiares, insiste no vício, perdendo as
melhores oportunidades de edificação da jornada humana. Depois, situa-se em
longos estágios de sofrimento depurador na Espiritualidade, qual o lavrador
desavisado que colhe espinhos semeados em campo fértil.

Quantos males
seriam evitados! Quantas dores não aconteceriam! Quantos problemas seriam
resolvidos se o alcoolismo das conversas vazias de fim de expediente, de fúteis
reuniões sociais, de preguiçosos fins de semana fosse substituído pela visita ao
enfermo, pelo atendimento do necessitado, pelo estudo edificante, pela
participação na atividade religiosa…

Os que assim
fazem não precisam de drinques para experimentar alguma descontração ou fugaz
euforia, porquanto há neles aquela vida abundante a que se referia Jesus. Aquela
força divina que vibra em nossas veias quando nossa mente se povoa de ideais e
nosso coração vibra ao ritmo abençoado de serviço no campo do Bem.

Richard
Simonetti

* Ver, em “O
Livro dos Espíritos”, a Q. 952, sobre suicídio moral. (N.R.)

= Diabo [do grego diábolos]
1. Espírito ou gênio do mal. Demônio.
Satanás. 2. Conforme a Doutrina dos Espíritos,
constitui-se a personificação do mal; é um ser
alegórico, resumindo em si todas as paixões más dos
Espíritos imperfeitos.(
fonte: Dicionario espirita on line: http://www.annex.com.br/pessoais/confrariahpe/d.htm)   

Joel em setembro 18th, 2009 | Categoria: Textos | Sem Comentários -

Programa, Planejamento e preparo de aula

Programas


PROGRAMA, PLANEJAMENTO E PREPARO DE AULA

 

1– Programa/conteúdo

O conteúdo básico deve
respeitar a doutrina espírita e estar baseado nos livros da codificação:

a)                
O Livro dos Espíritos

b)               
O Evangelho Segundo o Espiritismo

c)               
O Livro dos Médiuns

d)               
O Céu e o Inferno

e)                
A Gênese

 

2) Conteúdo Complementar

Pesquisar material adequado
à faixa etária tendo o cuidado de analisar os livros, revistas, sites, etc,
.visando sempre o esclarecimento e o desenvolvimento da criança.

Dicas:

·                    
Apostilas de evangelização
da Editora Aliança:
Jardim: Volumes 1, 2 e 3

           Material didático ( para todos os
ciclos)- volume 10

           Maternal– volume 11

           Letras de músicas com CD ou fita
Cassete– volume 12

 

            A FEESP - Federação Espírita do Estado de São
Paulo editou uma coleção de livros para infancia e juventude , no total são 8
livros que compõe duas séries: Brincando e Aprendendo o Espiritismo (de 7 a 11 anos) e Jesus já falava
em Espiritismo ( de 12 a
15 anos)

 

            A FEB Federação Espírita Brasileira  possui apostilas com programas e temas para
aulas infantis já preparados.

 

3) Planejamento do trabalho

O planejamento envolve:

·                    
A escolha do ciclo para que se vai dar aula;

·                    
Conhecer as características psicológicas da idade com
a qual vai trabalhar;

·                    
Adaptar-se ao local/espaço e diversidade das crianças;

·                    
Conhecer os companheiros com os quais vai trabalhar;

·                    
Escolher o programa a ser desenvolvido;

·                    
Estudar os assuntos contidos nas aulas;

·                    
Fazer adaptações das aulas para a realidade de sua
classe;

·                    
Participar de reuniões com outros evangelizadores para
troca de experiências e busca de auxílio;

·                    
Estar sempre alegre e animado

 

4) O planejamento da aula

A aula deve ser planejada
em função das necessidades e da realidade apresentada pelas crianças,
prevendo-se estímulos adequados a fim de motivá-las a criar uma atmosfera de
comunicação entre evangelizadores e crianças que favoreça a aprendizagem,
levando-se em conta as disponibilidades da Casa Espírita (salas,
evangelizadores, tempo, recursos).

 Toda atividade bem planejada traz resultados
satisfatórios. Naturalmente o planejamento não deve ser rígido e inflexível,
que poderá ser mudado para atender às reais necessidades das crianças.

O
planejamento deverá prever:

·                    
Os objetivos gerais a serem alcançados pelas crianças;

·                    
Os conteúdos para o desenvolvimento do programa do
ciclo para um período determinado;

·                    
Os procedimentos ou técnicas passíveis de serem
utilizados e os recursos de ensino.

O plano de
aula deve constar:

·                    
Escolha, estudo e elaboração da aula;

·                    
Escolha e preparo do material didático a ser utilizado
e das várias fases em que se divide a aula;

·                    
Gravuras

·                    
 Cartazes

SUGESTÕES DE
ATIVIDADES: Exemplos

·                    
Visita a um parque ou chácara ou até um
Jardim Zoológico

          Levar a criança em contato direto com
a natureza. Durante o passeio surgerimos as atividades:

  3

 

          a) observação-
 leva-las a observarem todas as coias
criadas por Deus: a grama, as arvores, a água, os animais, as aves, etc. Deixá-las
tocarem no que for possivel, sentindo pelo tato, cheirando, soprando,
olhando…O elemento   intuitivo entra em ação. Lembre-se
que voce é um  modelo para a criança. Ela
respeitará a natureza  se observar que
voce a        respeita.

         b) conversação-    Depois de observarem bem, pedir que
façam um circulo sentando-se sobre a grama.

Aproveite os instantes para
vivificar os ensinamentos da aula. Elas podem fechar os olhos e procurar sentir
cheiros ou barulhos.            Depois
dizerem o que sentiram.

        c) Coleçao de amostras Cada
criança devera receber uma sacolinha para recolher os materiais. Devem re                              colher diversos
materiais possiveis: folhas, pedras, areia, flores soltas, penas etc.

        ATIVIDADE NA SALA: 

            Selecionar o material recolhido no passeio

            Analisa-los, classificando-os em : os que nao tem vida (
minerais) e os que tem vida (vegetais e animais)

            CRIATIVIDADE– as crianças poderao fazer um painel em
grupo (colagem), colar folhas, usando sua imaginação

            RELAXAMENTO E SILÊNCIO–

            AUTO-AVALIAÇÃO– Comentarios sobre o que
cada um achou, como se comportou, etc.

·                    
Quando a aula for sobre animais levar
pequenos animais vivos , como por ex: um cachorrinho, coelho, aquario, se
possivel, passar filmes sobre animais, sua importancia na natureza

·                    
Quando a aula for sobre  a Natureza leve vasinhos, terra
e sementes e plante-as com a turma, regando-as para observar seu crescimento

 

OUTRAS
ATIVIDADES:

·                    
Horta 
quando ha um espaço fora para plantar legumes, é uma ótima
oportunidade das crianças exercitarem seus sentidos e sensibilidade e
socializaçao;

·                    
Dobraduras (conforme
o nivel das crianças)- comece ensinando dobraduras facinhas depois que
estiverem mais treinadas, vá aumentando o grau de dificuldades, mas sempre
mostrando como faz.

·                    
Painel com colagem, desenhos, etc

·                    
recorte e colagem :  Utilize revistas, jornais e gravuras.
Na colagem a criança trabalha com formas prontas, como quando constroi
estruturas com blocos de madeira. Monte painéis sobre diversos temas em
estudo.Ex: Deus, prece, o amor etc.

Outra
idéia é a de você levar folhas com desenhos já impressos, conforme o para
que  as crianças colem materiais em cima  por exemplo:      algodão
ou feijão, pauzinhos, glitter, areia, pedrinhas, papeizinhos picados formando
mosaico, lã, retalhos de tecidos, etc.

Pode-se
confeccionar Quebra-cabeças (pregue uma figura em cartolina mais dura, depois
recorte as peças– no inicio poucas peças para que os pequeninos possam montar
com facilidade, com o passar do tempo elas mesmas poderão cortar em mais
pedaços, para montarem). As crianças podem ajudar a fazer joguinhos de
concentraçao, de memoria, fazer livrinhos, etc.

·                    
Pintura– diversas
técnicas–  prepare a sala anteriormente
forrando as mesas com jornais e tendo-se agua e panos para limpeza por perto, o
ideal é que nesse dia as crianças possam ir com uma roupa velha ou com uma
proteção plástica na blusa. No inicio elas aprendem a manejar o pincel,
conhecer as cores, treinar sua coordenação. Depois aprendem as técnicas (vc
pode acessar o site do CVDEE– Evangelização infantil que encontrara bastante
técnicas de se pintar)

·                    
Maquete— pode
ser feita com papel, argila, madeira, etc

·                    
Modelagem:  com argila  (preferencialmente, pois elas podem pinta-la
depois) ou massinha caseira (as próprias crianças podem ajudar a fazê-la)

·                    
Montagem com sucata– quase
tudo pode ser aproveitado: tampinhas, palitos de sorvete, clips, garrafas de
refrigerantes, garrafas pásticas, carretéis, brinquedos velhos, potinhos de
iogurte, botões, tubo de papel higiênico, etc. 
Ex: uma lata se transforma num porta-escova se for enfeitada, um tubo de
papel em um porta-guardanapo, caixinhas, tampinhas e um copinho se transformam
em um carrinho, dois copos de jogurte unidos por uma fita crepe com feijões
dentro- transforma-se em um instrumento ritmico…

·                    
Estorinhas encenadas,  contadas com gravuras ou
fantoches, bonecos de vara, teatrinho de sombra, etc,

·                    
Poesia, parlendas, quadrinhas  - Não leia a poesia:
declame-a, pois ela tem ritmo.  Sugestao
de livro: Pai Nosso, Meimei-F.C.Xavier

·                    
Música– bandinha
ritmica; ( os instrumentos
podem ser confeccionados com material de sucata) - utilize também
música de fundo nas atividades de artes plásticas. Procure trabalhar com os
pequeninos os sons da natureza. Grave sons da natureza: grilos, latido de cães,
canto de pássaros, sons metálicos, etc e leve para que eles escutem e
adivinhem. Trabalhe a diferença de sons:metal, madeira, instrumentos musicais.
A diferença entre ruído e música.

·                    
Dança: 
criativa, brincadeira de roda, expressão corporal ou
primeiros passos: imitação de gestos, dança livre.

·                    

4

 

Teatro, dramatizaçao— Os
pequeninos adoram. Se você quiser, com papel crepon, ou jornal  poderá fazer roupas,  no recorte e colagem você poderá levar
máscaras para que pintem e ajude-as a corta-las para depois usarem no teatro,
coroas, etc. Pode-se contar uma estória ligada ao tema do dia e depois pedir
que a dramatizem, divida os papéis. 
Apresentar varias idéias para representarem: estátua, passarinho voando,
macaco, gato. Ao bater de palmas elas deverão trocar de imitação. Use sua
criatividade!

·                    
Exposiçao de trabalhos  -elas gostam de mostrar do
que são capazes!

·                    
Atividades de interação entre as crianças
e os adultos
– passeios no campo, exposiçao , atividades
artisticas, etc,

·                    
Integração com a família
manter os pais informados dos projetos com as crianças. Pedir que trabalhem com
as crianças em casa o tema trabalhado em sala, no dia a dia.

·                    
Diálogo e mímica   Ex: Coxixar o ouvido da criança o nome de um
animal, depois cada uma deverá fazer, por mímica a representação do bicho para
que as outras adivinhem.

·                    
Brincadeira de casinha, por
ex:  Brincar de chá, leve suco, frutas  e aproveite o ensejo para entrar no mundo
infantil levando ensinamentos  morais e
também  procurar conhecer o
evangelizando.

 

Joel em setembro 15th, 2009 | Categoria: Programas | Sem Comentários -

Ficar ou namorar?

Planos de Aula

Ficar ou namorar

Prece inicial

Primeiro momento: técnica Baile de Máscaras.

Preparar o ambiente da sala com clima de salão de festas, com música. Pode-se colocar uma música espírita alegre. Não colocar músicas que incentivem a sensualidade.

Entregar materiais para uma caracterização: roupas de palhaços, figurinos antigos, máscaras alegres, fantasias, lenços, faixas coloridas, cintos. Deixar os evangelizandos livres para criar seu personagem, enquanto ouvem a música. As máscaras poderão ser feitas conforme sugestões expressas no quinto momento.

Convidá-los para participarem de um baile de máscaras. Se a aula for à noite, pode-se diminuir as luzes do centro, deixando alguma outra fonte de luz, tipo um abajur ou velas. A caracterização do ambiente fica a cargo do responsável pela aula.

Para que esta técnica seja bem aplicada é preciso boa disposição dos evangelizadores incentivando os evangelizandos a participarem alegremente da atividade. Se for necessário, os jovens podem ser alertados sobre o respeito perante o colega e o local onde se encontram.

Pedir que os jovens se organizem dois a dois, e dancem ao som da música. No momento em que parar a música, todos devem trocar de par. Quem ficar sem par vai ter que tirar uma foto com pose engraçada. O evangelizador também pode tirar uma foto do grupo logo após a caracterização, pois esse material é riquíssimo para relembrar bons momentos com nossos jovens.

Segundo momento: organizar o grupo em semicírculo e conversar sobre a relação entre ficar e o baile de máscaras.

Como eles se sentiram, se se divertiram;

Se a máscara proporcionou que eles se sentissem mais à vontade;

Na idade média, quando a corte europeia tinha o hábito de realizar grandes bailes com fantasias e máscaras, era muito comum que as pessoas trocassem de personalidade: princesas que trocavam de lugar com suas criadas para conseguir despistar o rei para que ele não soubesse que ela “estava ficando” com o jovem plebeu… e muitas outras histórias como esta.

Será que as pessoas teriam coragem de trocar de personalidade sem a utilização de máscaras?

Qual a época do ano em que as pessoas ainda mantém essa ideia de ilusão dos bailes de máscaras? No carnaval, quando muitos ainda pensam que nessa época eles estão brincando e tem que aproveitar, sem responsabilidade por seus atos, pois é a única época do ano em que eles podem esquecer quem são e brincar…

Será que podemos esquecer quem somos?

Terceiro momento: falar sobre responsabilidade perante si e os outros. Sabemos que temos responsabilidades com nosso corpo e com nossas atitudes, mas alguém sabe as consequências que podem trazer um “ficar”?

1. Podemos deixar alguém apaixonado e sofrendo por não ter nosso afeto. Perguntar se eles conhecem alguém que ficou e depois sofreu por ter se apaixonado por esta pessoa que não lhe retribuiu o afeto. Infelizmente há muitos casos. O evangelizador pode levar casos de reportagens curtas para ler em aula.

2. A realidade de Espíritos que se aproximam apenas para aproveitar os fluídos físicos, para sugar as energias como vampiros. Lembrar que isso não acontece se a aproximação do casal ocorre através de uma relação verdadeira de amor.

3. Os próprios cuidados com relação ao corpo, pois quando você “fica” com alguém sem saber direito quem é essa pessoa, também não sabe que hábitos ela tem. Pode pegar alguma doença ou ter uma desagradável surpresa de ficar com alguém que bebeu ou usou drogas, e essas substâncias vão para seu corpo.

Obs.: através do namoro, podemos conhecer a pessoa com a qual estamos nos relacionando, seus gostos, atitudes e valores, coisa que não acontece quando “ficamos” com alguém, em uma escolha momentânea e sem reflexão.

Quarto momento: falar a respeito das máscaras de cada um. Exemplificar com: jovens bonzinhos em casa que são ladrões e causam tumultos na rua; jovens que escondem sua tristeza debaixo da cara de uma pessoa feliz ; amigos falsos; jovens que usam drogas para enfrentar as dificuldades ou ter coragem.

Será que sabemos reconhecer quando usamos máscaras?

Será que precisamos delas? Por quê?

Obs.: é importantíssimo que o evangelizador tenha paciência para fazer as perguntas, induzindo a um diálogo fraterno. Não deve dar respostas prontas, mas ensinar a ver as possibilidades para que possam saber escolher a melhor para eles, lembrando que toda escolha tem consequências.

Quinto momento: pedir que olhem a máscara que usaram para o baile (de papel sulfite). Essa máscara é dupla e podemos destacar e ver as duas partes de que são feitas: um lado de papel laminado prata, para dar efeito de espelho, e o outro com uma frase sobre amor e comportamento.

Veja abaixo sugestões de frases:

“Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceito, desconfio que haja falta de amor.” Vladimir Maiakovski

“É fácil amar os que estão longe. Mas nem sempre é fácil amar os que vivem ao nosso lado.” Madre Teresa de Calcutá

“Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção.” Antoine de Saint-Exupéry

“Amar o próximo como a si mesmo: fazer pelos outros o que quereríamos que os outros fizessem por nós”. Jesus

“Todas as coisas me são lícitas; mas nem todas me convém”. Paulo de Tarso

Sexto momento: sugerir que eles levem para casa a máscara para refletir durante a semana acerca da frase.

Prece de encerramento

Joel em setembro 15th, 2009 | Categoria: Planos de Aula | Sem Comentários -

A Segunda Revelação

Planos de Aula

Plano de aula baseado no livro Evangelização no lar

Tema: A Segunda Revelação

Bases doutrinárias: Evangelho Segundo o Espiritismo, Livro dos Espíritos, a Gênese cap.1 itens 3,4 e 5

Objetivo:levar a crianças a entenderem que:

Ø A segunda revelação de Deus aos homens se fez através de Jesus, consubstanciada no Evangelho, e a sua característica essencial é o AMOR.

Ø Jesus, sem destruir a Lei de Direito e Justiça, até então conhecida e implantada por Moisés, implantou a Boa Nova, resumindo todos os mandamentos em “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.”

Atividades iniciais:

1 . Canto

2 . Prece inicial

3 . Introdução ao tema: Voltar um pouquinho à aula passada relembrando alguns fatos de Moisés.

Moisés foi a 1ª revelação e trouxe para o povo a lei sagrada. Ele teve que exagerar um pouco e mostrar um Deus Vingativo, pois o povo daquela época tinha que temer alguém.

Depois disso, o que vocês acham que aconteceu com o povo?

Mostrar uma gravura de Jesus indagando quem é?        O que ele fez?

Ouvir as respostas e apresentá-lo como Governador Espiritual da Terra, ou seja, aquele que veio nos ensinar, através de seu exemplo. Jesus foi o emissário da 2ª. Revelação de Deus na Terra. Ele não veio destruir a lei - a lei de Deus; veio dar-lhe cumprimento, desenvolvendo-a e dando-lhe o verdadeiro sentido, adaptando-a ao grau de desenvolvimento humano. Quanto às leis estabelecidas por Moisés, pelo contrário, ele as modificou sensivelmente, no fundo e na forma , tendo mesmo sintetizado todas as leis nas seguintes palavras: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”, acrescentando que nessas singelas palavras estão contidas todas as leis e todos os profetas. O Mestre pregava o perdão aos inimigos, a misericórdia, a bondade e a fraternidade, chamando Deus de “meu Pai” e irmanando todos os seres na família universal, falando de amor.

Era honesto cumpridor dos seus deveres, gentil com as pessoas que o rodeavam, cuidando para que a justiça fosse feita, ensinando que, a cada um, compete receber de acordo com as suas obras, ensinando que todos somos irmãos, pois filhos todos do mesmo Deus.

Referindo-se as crianças, dizia que os adultos as deveriam imitar em sua simplicidade e pureza.

Pelo seu grande poder espiritual, curou muitos doentes e fez coisas maravilhosas,como andar sobre as águas. Os fatos de sua vida estão escritos nos Evangelhos e quem segue seus ensinamentos é conhecido como Cristão.

4 . Desenvolvimento: contar uma história narrada por Jesus

Narrar de modo agradável a “Parábola da Ovelha Desgarrada”

PARÁBOLA DA OVELHA DESGARRADA (Adaptação de Lucas, 15: 4 a 7.)

Nos campos da Palestina, a terra onde nasceu Jesus, havia um homem que tinha cem ovelhas. Era

um pastor, pois ele mesmo as apascentava. (1)

Com muito cuidado e bondade, levava suas ovelhinhas aos lindos campos, onde havia um bom pasto. Levava-as também às fontes, onde elas poderiam encontrar água fresca e limpa.

O pastor era muito carinhoso e bom e suas ovelhas o seguiam confiantes.

Um dia, porém, uma ovelhinha fugiu do rebanho (2). Que teria pensado ela, para assim abandonar

o pastor e suas irmãzinhas? .

Certamente, pensou que, além daqueles pastos onde vivia, havia pastagem melhor e mais rica. Pobrezinha!… Não pensou nos perigos que poderia enfrentar longe do seu pastor. Não pensou que pode­ria enfrentar, numa noite qualquer, sozinha, algum lobo ou alguma hiena que a devorasse. Não, a pobrezinha não pensou nos perigos… Pensou que era melhor ser sozinha, ser livre, Correr pelos campos e pelas pastagens, solta, sem vigilância de seu dono e sem a companhia de suas irmãs. E fugiu…

Correu muito, para livrar-se do pastor, e para não ser vista pelas companheiras… O pastor, porém, que cuidava de suas ovelhinhas, sentiu a falta da fugitiva. No aprisco ele contou, logo na manhã seguinte, noventa e nove ovelhas. Que fez, então, o bondoso pastor?

Deixou as noventa e nove ovelhinhas bem guardadas no redil e partiu em busca da ovelhinha

desgarrada. Andou, andou muito… Subiu os montes e vadeou os riachos.

Só no dia seguinte, encontrou a pobre ovelhinha (3) deitada perto de uma colina, ferida pelos

espinhos por ter atravessado uma sebe. Já estava sem forças, sedenta e quase morta…

Como estava arrependida do que fizera! Com que alegria recebeu o pastor amigo que chegava para salvá-la!

O pastor deu-lhe água, pensou-lhe as feridas, acariciou-a, conversou com ela…

Colocou-a depois nos seus braços, acomodando-a bem em seu ombro. E voltou feliz, muito feliz,

com sua ovelhinha (4).

Chegando a casa, chamou seus vizinhos e amigos e disse-Ihes:

Alegrem-se comigo, meus amigos, porque achei a minha ovelhinha que estava perdida!…

( os números que aparecem são as gravuras que mostrarei ao contar a parábola)

5 . Fixação do conteúdo: Verificar a compreensão, através de perguntas como:

a) Quem são as ovelhas?

b) quem é o Pastor?

c) O que devemos fazer para não nos afastarmos de Jesus?

Dizer que a parábola nos mostra os cuidados de Jesus, com todos nós, como nosso Pastor.

Esclarecer que a ovelha desgarrada é aquele espírito rebelde às leis de Deus e que se afastou

do rebanho, mas Jesus nunca abandona suas ovelhas

6 . Atividades para fixação:

Vamos cobrir a ovelha com algodão?

7 . Prece final

Joel em setembro 13th, 2009 | Categoria: Planos de Aula | Sem Comentários -

Preocupações

Textos

PREOCUPAÇÕES

Não se aflija por antecipação, porquanto é possível que a vida resolva o seu problema, ainda hoje, sem qualquer esforço de sua parte.

Não é a preocupação que aniquila a pessoa e sim a preocupação em virtude da preocupação.

Antes das suas dificuldades de agora, você já faceou inúmeras outras e já se livrou de todas elas, com o auxílio invisível de Deus.

Uma pessoa ocupada em servir nunca dispõe de tempo para lembrar injúria ou ingratidão.

Disse um notável filósofo: “uma criatura irritada está sempre cheia de veneno”, e podemos acrescentar: “e de enfermidade também”.

Trabalhe antes, durante e depois de qualquer crise e o trabalho garantirá sua paz.

Conte as bênçãos que lhe enriquecem a vida, em anotando os males que porventura lhe visitem o coração, para reconhecer o saldo imenso de vantagens a seu favor.

Geralmente, o mal é o bem mal-interpretado.

Em qualquer fracasso, compreenda que se você pode trabalhar, pode igualmente servir, e quem pode servir carrega consigo um tesouro nas mãos.

Por maior lhe seja o fardo do sofrimento, lembre-se de que Deus, que agüentou você ontem, agüentará também hoje.

(André Luiz/Ch. Xavier, livro “Sinal Verde”, cap. 25)

Joel em setembro 8th, 2009 | Categoria: Textos | Sem Comentários -